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Em busca da felicidade

Quando a blogosfera se torna real

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Temos por hábito ir correr ao sábado de manhã. Quer dizer, dito desta maneira parece que há mais de 10 anos que vamos correr ao sábado de manhã. Desde que me meti nesta coisa de correr os 10 km que, ao sábado de manhã, depois de languidamente levantarmos o befe da cama, depois de comermos o pequeno almoço sem pressas, fazemos caminho para o Parque da Paz em Almada: vamos correr.

Umas vezes sôtor vai em seu carrinho, e quando é assim corre toda a gente ao mesmo tempo (o pai corre e faz workout aos braços também). Como lhe dizia noutro dia um senhor que passou por nós: «a ti ninguém te apanha, vais sempre 2 passos à frente deles!».

Mas dizia, ganhámos o habito, desde há uns meses a esta parte, de ir correr para o Parque da Paz ao sábado de manhã. É uma forma de cortar com as rotinas da semana, é uma maneira de garantir que se faz algum exercício no fim de semana e é ainda uma fonte de alimento dos patos do Parque, porque no final de cada corrida está prometido a Sôtor meu rico filho que vamos dar 3 carcaças aos patos.

 

Ora pois que isto é tudo muito bonito e fit, mas este sábado não estava para aí virada. Acordei sem grande vontade para o que quer que fosse, e acabou por se me ocorrer que era boa ideia ir ao shopping comprar o triciclo para sôtor. Afinal de contas andamos há semanas para comprar e nunca mais fechamos a compra porque: «devíamos trazê-lo para experimentar, se ele não gostar não vale a pena insistir.»

 

Então rumámos ao Fórum Almada. Como é da praxe passamos pela pastelaria francesa (ou lá o que é) para comprar uns chouquettes. O miúdo gosta e os pais aproveitam para dizer que compram porque o miúdo gosta. Não é porque são uns rabos gulosos, longe disso.

 

Eu fico na fila e o Nuno desaparece-me. Eu distraída. Quando volto a dar com ele está a falar com um homem que deve ter mais ou menos a mesma idade que ele. Olham os três para mim e eu penso: «mais um colega de faculdade.» É que o senhor meu marido vai encontrar os colegas de faculdade e colegas da secundária nos sítios mais inusitados. Lembro-me que quando fomos a Londres, no regresso, encontrámos um amigo de faculdade e viemos todos no mesmo avião.

«Bom dia!» digo, e quando ia mesmo para acrescentar: «sou a Cátia, a esposa do Nuno.», a outra pessoa diz-me: «Olá, sou o João Farinha!»

Era O João Farinha. Reconheceu-me pela foto que já tive aqui no blog e que tenho do facebook e, foi ter com o Nuno para o cumprimentar e depois esperou que comprasse as minhas guloseimas para me cumprimentar.

Que boa onda!

É um sentimento estranho e giro ao mesmo tempo. Quando a blogosfera, que é uma coisa não sei bem se palpável, se torna em algo tão real. Quando as pessoas com quem tantas vezes trocamos ideias nos aparecem em carne e osso, mesmo à frente dos nossos olhos.

Não estava nada à espera.

 

Gostei muito de te conhecer João! E tenho a dizer-te que quase levavas um raspanete, porque és muito parecido com o pediatra do meu filho e eu estou há 3 semanas à espera que o tipo me confirme a consulta do miúdo.

 

Ainda a propósito dos fatos de banho

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Ontem passei por este cartaz publicitário da Calzedonia e, a proposito deste meu post, lembrei-me deste outro que escrevi o ano passado.

Mantenho o mesmo pensamento.

 

Dilema de pobre #5

 

Este fim de semana falávamos na possibilidade de contratar alguém para vir cá a casa ajudar com as limpezas. Andamos de rastos e precisamos mesmo de tirar coisas de cima. Por isso as limpezas pareceram-nos a melhor opção. O passar a ferro da roupa já é um serviço externalizado, as senhoras vêm cá buscar a roupinha amarfanhada e trazem toda direitinha. Agora é arranjar alguém que entre com isto feito num oito e faça parecer que nada aconteceu quando chegarmos ao final do dia.

É que ainda este fim de semana parecia que tinham largado uma granada em cada assoalhada. Por cada divisão que sôtor passa, é o resultado de um tornado que deixa.

Assim queríamos uma coisa tipo, plim! Nunca esteve desarrumado.

Passado um pedaço de tempo da nossa conversa diz-me o homem:

- Sabes o que é esquisito?! É que agora só me ocorre que já que vem cá alguém devia dar um jeitinho às coisas para ficarem mais compostas.

Nada tenho a acrescentar a isto. Respiro e inspiro devagar.

Pobre é pobre e terá sempre dilemas mesmo que esteja carregado de bago (que não é o nosso caso, faço desde já notar). É assim. Até pode ganhar o Euromilhões, mas continua a levar o pastel de bacalhau para a praia, só que vai ser feito de bacalhau Rriberalves, frito em óleo Fula - casta de 1970 - e guardado em tupperwares de verdade e não os tapaveres comprados numa loja de chineses.

Ninguém limpa a casa do pobre como o pobre. Ninguém tem a mesma atenção ao rodapé, ninguém limpa a tela da TV com o mesmo gosto e jamais andará com os moveis a rojo para limpar as pequenas partículas que lá se acumulam por detrás.

O que vale é que eu nasci pobre mas com aspiração a rica e não me incomoda nada que a senhora cá venha com as coisas por limpar. Afinal de contas é esse o propósito. Até me pode chamar badalhoca na minha ausência desde que eu, quando chegar a casa, constante que a senhora paga é asseada.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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