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Em busca da felicidade

Anda uma mãe a criar um filho #

Tinha acabado de tomar banho e andava aos saltos na cama:

 

Sôtor: Tulica, Gâdi, vénham cá!

Eu: Queres que a Tulipa e o Ghandi venham para o pé de ti?! O que queres tu ao Ghandi e à Tulipa?

Sôtor: Béjinhos e abaços!

Eu: Aummmm! Meu rico menino! Também dás beijinhos e abraços à mãe?

Sôtor: Não!

(assim, secamente!)

 

Já definida a ordem de importâncias cá em casa:

1º Tulipa e Ghandi

2º Mãe

3º Pai

 

(dá-me a ideia que ele ainda não percebeu bem quem é que paga a net e os dados móveis que ele gasta!)

Ao meu herói

1 (2).png

Quando cresceres vais ter certamente os teus heróis. Não sei quem vão ser.

Sei que hoje o meu herói és tu.

E salvas-me todos os dias à tua maneira.

Hoje reli este texto que escrevi para ti e sei que ainda me cheiras a pão quente com manteiga.

 

Os ídolos de sôtor

papa chico.png

 

homem-aranha-a-disparar-teias.jpg

 

 

Sôtor meu filho é fã do Papa Francisco. É verdade. Cá em casa não é crentes, a avó é católica mas já não vai à missa há anos. O avô não nem fala nisso e o Augustinho (o outro avô) foge de igrejas como o diabo da cruz. De maneira que uma pessoa não percebe bem de onde vem esta afeição.

 

Sempre que passa um avião diz-me: «mãe, papa!». Desde que o Papa Francisco veio a Fátima que acha que o Papa está em todos os aviões. Ao que parece, e segundo a avó, terá estado com ela a ver a chegada do Papa ao Aeroporto nesse dia.

 

Desde então, se passa um avião no céu, é porque o papa vai lá dentro.

 

O outro ídolo é o homem aranha. Porquê? Porque nos videos que vê no Youtubr o homem-aranha está sempre a conduzir os carros fixes. Logo é um tipo «cool».

  

Ontem estava a ir para a cama e perguntava-me: «Mãe, Papa, ó-ó?»

 

E eu: «Sim filho, o Papa também vai fazer ó-ó.»

 

Passou um avião e prosseguiu: «Mãe, Papa, casa, ó-ó?»

 

E eu: «Sim filho, o Papa está agora a ir para casa para fazer ó-ó!»

 

E ele: «Homê-anhanha taméin?»

 

Eu: «Sim, o homem-aranha também!»

 

 

Os pais às vezes são um bocado pategos

No sábado decidimos ir dar uma volta à Toy's ur Us de manhã. Já andamos há várias semanas para lhe comprar um triciclo e era importante saber se ele se interessava por um ou não; porque o que é certo é que nem sempre o tipo acha graça ao queremos que ache graça.

Estávamos preparados psicologicamente para o caos, que ele se larga-se que nem um louco a varrer prateleiras e a dizer: «qué isto. quê isto. Cado quê isto!», nós doidos, com sorrisos amarelos para os outros pais enquanto voltávamos a colocar tudo no devido lugar.

Mas nada disto acontecer.

Sôtor entrou na loja com olhar circunspeto, parecia matutar: «isto deve ser uma brincadeira de rasteira, só pode!». Cirandava pelo espaço, primeiro suspeito, depois encantado. Afinal de contas aquilo pode de facto parecer a Disney para um tipo com dois anos e meio.

«Anda com o pai ver os popós!», correu para o pai.

Não compreendo a loucura que esta criança tem com carros. Mas só vê carros, carros e carros à frente.

Devia estar à espera de algo completamente diferente, porque quando viu os carros de tamanho mini em que dava para ele, de facto, andar la dentro, ficou possuído pelo demónio.

Perdi a conta às vezes que ele entrou e saiu dos dois Jeep's que estavam em exposição. Depois, acrescentando à nossa boa ideia, decidimos pô-lo a experimentar um Audi que tinha bateria. Não demorou minuto e meio a perceber como se punha para fora da loja. Qual Velocidade Furiosa 10.

Nós de mãos à cabeça.

«Pronto filho, já chega. Agora temos de ir ver outra coisa.», disse-lhe eu arrastando-o em direção ao triciclo. Quando lá chegámos o que aconteceu foi mais ou menos o que passo a relatar.

 

O miúdo parou ao lado do triciclo, olhou para mim, depois para o pai, depois para o triciclo e fez cara de quem pensou: «Vocês drogam-se?! Ou isso ou bebem. Então primeiro falamos de carros de primeira linha, e depois querem que me monte neste engenhoca com três rodas e dois pedais. MAIS! Querem que dê à perna, quando os outros andam sem esforço. Tenham juízo!». Verbalizou apenas o «Não!» e pôs-se a andar para os Jeep's.

 

Reconheci a minha pateguice. A verdade é que lhe mostrámos isto...

 

...depois isto...

 ...e no fim queríamos que ele levasse para casa....isto....

 

Eu no lugar dele dizia: «Vão ser burros lá pra vossa terra...atão! Devem estar a fazer pouco de um gajo!»

 

 

"Pais vão poder acompanhar anestesia dos filhos antes de cirurgia"

hand in hand.jpg

 

O diploma foi publicado ontem, dia 02 de Agosto, em Diário da República. E eu fico contente por saber que hoje, enquanto mãe, caso seja preciso, posso dar a mão ao meu filho num momento destes.

 

Lembro-me como se fosse hoje do dia em que fui operada às amígdalas. Lembro-me da sala, do médico de barba e óculos grossos, da minha mãe de saia azul, da minha camisa de noite azul clara, das minhas pantufas com coelhinhos; a minha mãe comprou-me aquelas pantufas para me deixar contente por ir fazer aquela cirurgia. Os pais fazem o que for pelos filhos, e dizem o que for preciso também.

Lembro-me de ver a minha mãe sair num estado que hoje sei angustiante. Lembro-me de gritar por ela, para que não me deixasse ali com aquelas pessoas estranhas. Lembro-me de ter medo. Muito medo. Lembro-me de a ver em sofrimento pelo meu desespero. Lembro-me de não compreender porque continuava a andar em direção oposta. Lembro-me de a ver baixar a cabeça, resignada ao que «tinha de ser», de ter caminhado em dois passos largos para a porta. Saiu. Lembro-me de me colocarem uma mascara na cara. Lembro-me de acordar ao colo da minha mãe. Lembro-me de ir sentada ao colo dela, no banco da frente do carro pequeno dos meus pais.

Lembro-me de como é ser pequena e indefesa; de me sentir como um animal assustado que não entendia porque motivo a sua mãe não ficava para lhe dar a mão e dizer que tudo ia ficar bem.

 

E sim, a minha mãe explicou-me tudo. Mas quando estamos deitados numa marquesa, rodeados de pessoas que não conhecemos, todos de batas brancas e com objetos estranhos; nessa altura perdemos qualquer racionalidade e só queremos o conforto do colo da nossa mãe.

É sempre assim. Já fui operada em adulta e o que mais quis nesse momento era a mão da minha mãe.

 

Lia há uns meses atrás que já existem países com esta medida. Que está comprovado que, psicologicamente, é uma vantagem para a criança poder contar com o conforto do seu elo mais forte de segurança num momento de tamanha fragilidade. Nesse dia desejei que fosse possível fazer dessa forma em Portugal.

Ontem o meu desejo foi atendido.

Quando temos filhos temos de estar preparados para todos os imprevistos, mesmo que rezemos todas as noites para que a vida deles corra sempre alheia a quaisquer contratempos; especialmente os que precisam de senhores de batas brancas e bisturis.

 

Dito isto, e colocando o coração de parte, porque há coisas sérias a ter em consideração, é importante que este tema – sensível de natureza – seja encarado por todos com a maior responsabilidade, respeito e bom senso. Coisas que nem sempre abundam.

 

Assim, considero que tudo se aplica na perfeição desde que se garantam algumas premissas base:

 

Apenas faz sentido sem caso de cirurgias marcadas.

Não li todo o diploma, mas creio que em qualquer outro cenário os pais serão apenas entraves. Até porque em circunstância de urgência com um filho, tenho duvidas que o pai ou a mãe esteja no seu perfeito juízo, equilibrado psicológica e emocionalmente.

 

Que se respeite a decisão do médico

Será sempre o médico a decidir que se reúnem todas as condições para que o pai ou a mãe fique com a criança até adormecer. A verdade é que é fundamental que a pessoa que acompanha a criança esteja bem emocional e psicologicamente, de outra forma será mais prejudicial que benéfica.

 

Que os médicos saibam respeitar este direito

E não digam que «não» apenas porque têm a decisão final.

 

Que os pais tenham a capacidade de escolher o elemento mais indicado.

Caso pretendam que o pai ou a mãe esteja presente, que se considere como hipótese aquele que se «aguentará» melhor e não a mãe porque: «é o papel da mãe.»

 

Que socialmente se saibam respeitar as escolhas de cada um

A parentalidade é encarada hoje em dia com demasiado extremismo. É quase como se estivéssemos atrás de trincheiras. Há os super pais que gostam de tudo, que nunca ralham, que leem os livros todos, que levam os filhos a todos os teatros, que exigem usufruir de todos os direitos e que, perdoem-me a franqueza, se arriscam demasiadas vezes no julgamento dos que não têm as mesmas escolhas. Ainda não percebi se é porque pensam que quem não faz isso tudo não representa como deve ser o seu papel, ou se é porque precisam desesperadamente de confirmação de que as suas escolhas são as certas. Do outro lado há os que acham que temos de relaxar com estes temas, porque os nossos filhos não são feitos de vidro e têm de ser safos.

Claro que estou a exagerar com estas duas trincheiras, mas a verdade é que é exatamente porque não há grande margem para aceitar a forma de pensar dos outros que depois se geram animosidade e que, mais grave, há quem se sinta inferiorizado e obrigado a fazer aquilo com o qual se sente desconfortável.

Dito isto, importa ficar satisfeito com o facto de ter este direito e importa saber respeitar que há quem prefira não usufruir dele.

 

E vocês, o que pensam deste novo diploma?

 

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Mãe - 1; Avó - 0

Há coisa de uma semana, estava eu a ouvir todo o relatório diário que a minha sogra faz sobre o dia do neto, e a senhora sai-se com a seguinte pérola:

Sogra

Andava para lá uma menina a querer brincar com ele hoje, mas ele gosta delas faladoras. Não lhe passou cartão nenhum.

 

Eu mantive-me silenciosa. A minha sogra, como qualquer boa sogra, acha sempre que conhece o neto melhor que a mãe e eu, há já algum tempo que jurei a mim mesma que me iria rir destas coisas em vez de deitar fumo pelo alto do côco.

Este fim de semana fomos à praia. Esteve ao pé de nós uma menina faladora a quem ele não passou cavaco. Depois, passou por nós - para a toalha logo acima - outra menina, esta muito tímida.

Sôtor meu filho vai de encontrar desculpas para ir à toalha de cima e, sem como nem porquê "mete conversa" com a miúda. Havia uma placa e ele fazia que lia a placa e comentava o seu teor com a miúda. Todo ele só sorrisos. Eu, acima de tudo pensei: toma lá! gosta agora delas faladoras!

Depois, achei graça, como é que esta meia dose de gente anda a fazer-se a miúdas com mais 3 anos que ele.

#istotábonitotá

 

Tenho de aceitar que chegou a hora de ir para o colégio...

overprotective.jpg

 

Saí de uma reunião a correr. Fui para o carro a correr. Fomos de carro a acelerar até ao Aqueduto das Águas Livres. Constatamos que afinal as pessoas não estão de férias, não: as pessoas estão escondidas em cantos para se mandar à fila às seis da tarde e empatar a minha vida.

Tenho dias em que não gosto particularmente de pessoas.

Quando chegámos ao colégio já estava uma das diretoras à nossa espera. Teve a amabilidade de ir ter connosco depois das 19 horas e nós retribuímos chegando atrasados. Somos mesmo assim, pessoas que gostam de dar de volta.

Subimos ao escritório e os meus olhos percorriam outra vez o espaço, o meu cérebro matutava: será que não houve mesmo nada de errado que te tivesse escapado na ultima visita?

Sentamo-nos, entregámos documentos, justificámos a falta de declaração médica e eu começo a sentir o meu incomodo a instalar-se. 

Adorei e detestei a diretora pelo menos 20 vezes no espaço de uma hora.

Ela dizia: "Está ainda com os avós...hummmm...não vai ser fácil, têm de estar preparados!"

Eu pensava: que sabe esta alma do meu filho. quem julga ser. o meu filho adapta-se se eu achar que se vai adaptar. ou será que se adapta? e se ele chora e chama por mim? e se ele pede colo e ninguém lhe dá? se calha isto é tudo um erro, vou pegar nas cópias dos documentos e vamos por-nos a andar.

Depois ela esclarecia: "Mas eles adaptam-se melhor que os pais, nós (país) temos sempre receio, eu trabalho no ramo há 19 anos e quando foi com os meus fiquei aflita."

Eu pensava: parece-me adorável esta senhora. aqui ele fica bem. preenche o documento Cátia, preenche.

Deu-nos um documento para identificação da criança e dos pais. Identificação do encarregado de educação: eu; não sei se foi a melhor escolha, porventura devíamos ter escolhido alguém mais responsável e ponderado...como o pai, por exemplo. 

Detesto a sensação de que me estou a esforçar para agradar a alguém, mas a verdade é que vou deixar o meu único bem precioso aos cuidados daquele espaço: quero que gostem de mim, quero que gostem de nós. Porque se gostam, acarinham e eu não quero que lhe falte nada.

A tentativa de me "integrar" num espaço acompanha-se, invariavelmente, pelo nervosismo de quem receia fazer merda. Porque é normal para mim meter a pata na poça. É normal ser desbocada, é normal dizer coisas fora do contexto, é normal tentar ser engraçada para aliviar o ar. Quero que gostem de nós, mas quero que respeitem também.

Começo a preencher a declaração. Na segunda linha estava a morada, dei comigo a escrever que vivia no 38º andar. Nesta terra não há prédios com mais de 5 andares e mesmo esses já é um pau. Isto é depois do cú de judas, não há arranhas céus aqui.

Mas há gente parva e atrofiada...como eu.

Continuo e engano-me na data de nascimento do meu filho, penso: que raio de mãe se engana no mês de nascimento do filho? Ah, já sei! Eu. Será possível?! Concentra-te.

Peço um corretor à diretora, estava no cabeçalho da declaração e já precisava corrigir 2 erros. Logo, estava bem encaminhado.

A senhora falava. O Nuno respondida. Eu preenchia a declaração e sentia o suor a escorrer-me costas abaixo. A adorar e detestar a diretora de forma intercalada.

Dou comigo na descrição dos dados dos pais: escolaridade? licenciatura. licenciatura escreve-se assim? de certeza que está bem. ahhh otária estás tão habituada ao corretor automático que mais pareces uma ignorante. É assim! Será? Tu vê lá Cátia Filipa, tu faz boa figura mulher, lá porque tem uma mãe estúpida a professora não tem de ficar a saber. se percebem que mal sabes escrever vão pensar-te uma ignorante e o miúdo vai de arrasto. concentra-te. presta atenção ao que fazes. tipo de sangue? sei lá o tipo de sangue do miúdo! nem o meu. uma boa mãe sabia de cor o tipo de sangue do filho. deve estar no boletim, vai ver, mostra-te capaz.

Quando acabei de preencher o documento estava esgotada e numa fase de detestar a diretora. O melhor era o miúdo ficar com os avós até aos 18 anos, por essa altura já estaria rijo para enfrentar a vida.

Lá entregámos a declaração. Lá ficou com lugar reservado. Lá ficou combinada a data de começar. Lá esclareci mais 350 questões. Justifiquei-me outras 350 pelas questões colocadas. Detesto quando tento esforçar-me para que as pessoas gostem de mim. É-me muito mais fácil ser uma besta e quem não gosta que vá à sua vida.

Cheguei ao carro e pensei em todos os cenários de guerra. E se alguém conseguisse entrar pelo colégio e raptasse o meu filho, logo o meu menino. E se alguém deixasse o portão aberto e ele, com a mania que é independente, à procura da mãe e do pai, se escapulisse para a rua? E se a educadora for marada da mona e arrear nos miúdos e o puto me ficar com traumas para a vida? E se o enfiam numa sala sem comer por todas as horas que lá está? E se me cai a brincar com os colegas, quem é que o vai amparar como eu? E se há um miúdo muito maior do que ele que lhe bate todos os dias? Ele é tão dócil. Como é que eu vou saber? Como é que lhe vou explicar que pode espetar biqueiros no outro até se cansar, desde que seja para se defender? A mãe estará cá para tratar do resto. E se não come como deve de ser? E se ele tem saudades? E se ele não quiser brincar com os outros meninos e se isolar? E se ele pedir por mim? E se ele se sentir mal? E se ele gostar e não tiver saudades da mãe? E se correr tudo bem? E se ele for mais independente do que eu o quero acreditar? E se for só tudo paranoia da minha cabeça? A mesma que ainda não acredita que ele não nasceu ontem.

#vaiserbonito

 

O meu filho pretende o meu despedimento

Acordou pouco depois das sete. Fui dar com o pai deitado com ele na nossa cama (estava a tentar convence-lo a dormir mais um pouco). Eu ia chamar o Nuno para ir tomar o pequeno almoço.

Deitei-me ao lado do pequeno. Fiz o mesmo de sempre: dei-lhe mais beijos do que ele queria e cheirei-o, cheirei-o muitas vezes. Há qualquer coisa que não se explica no cheiro dos nossos filhos, mesmo quando os pés dão já nota de algum chulé. Às vezes dou comigo a pensar como vai ser quando for um homem adulto. Já não lhe vou cheirar os pés. É como se o filho que cresceu dentro do nosso corpo se afastasse, assim de fininho, até ser um homem que se liga apenas por um fio de sentimento invisível.

Diz-me: "Mãe, lête!"

O pai foi buscar. Eu dei-lhe o beberão. E sim, tem quase 2 anos e meio e eu ainda lhe dou o biberão. Porque se recusa a bebe-lo sozinho. Porque eu prolongo a duração desde ser bebé em 300 ml de leite.

Diz-me: "Mãe, quato"

Digo-lhe: "A mãe tem de ir comer o pequeno almoço porque tem de ganhar tostões. Não pode ir brincar"

Chorou. Agarrou-se a mim. Que eu não precisava trabalhar, que não precisamos de uma casa, que não precisa de prendas nem de papa. Que a mãe havia de ficar em casa. E não, não fez um dicurso eloquente, só respondeu que não a todas as perguntas que lhe fiz.

Acalmou-se. Foi comer cereais. Sentou-se na cama com o telemóvel (sim empresto o telemóvel ao meu filho, c'horror!)

Quando acabo de me vestir diz-me: "Mãe, patos!"

Eu páro para pensar e digo: "Queres ir dar pão aos patos?!"

Ao sábado vamos sempre dar pão aos patos. Queria que fosse sábado. Eu também queria que fosse sábado.

Seguiu-se mais uma explicação. Seguiu-se muito colo. Seguiu-se uma viagem de carro em que não queria que lhe tocasse: eu era uma traidora que o abandonava por trabalho!

Depois não quis deixar o colo do pai pelos avós. Nem com pão com manteiga! Mesmo sendo dia das avós!

Vim para o trabalho de coração apertado. Cheguei atrasada para uma reunião!

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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