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Em busca da felicidade

Bom rir com o cinema espanhol

 

 

Pode ser maturidade. Pode ser fartura do cinema americano. Mas a verdade é que cada vez mais me seduz o cinema europeu, especialmente o francês, ainda que o cinema nacional esteja a melhorar a olhos vistos. 

Este fim de semana experimentámos uma comédia espanhola. Não é a primeira vez que vejo filmes espanhóis, mas já há muito tempo que não escolhia um. Provavelmente desde que vi um do Almodôvar, para aí há uns 10 anos.

Está comédia está de partir o coco a rir. Tão boa que domingo à noite acabámos com mais cinema europeu, ontem uma comédia francesa. 

 

 

A Barbie no cinema

barbie (1).png

 

O mundo da comédia, quer queiramos quer não, ainda é maioritariamente dos homens. Esta ideia enraizada de que as mulheres foram feitas para ter classe, para ser bonitas e elegantes. Para sorrir e não para rir. Se olharmos à nossa volta os maiores humoristas do mundo são homens e quando vemos uma mulher a fazer stand up (o que é raro mas já vai começando a haver mais e mais, felizmente) a maioria ainda vê como sendo um tudo ou nada blhac. Porque há coisas que se ditas por mulheres parecem ser esquisitas, mas se for um gajo já é outra coisa e toda a gente se ri.

Não sou eu que acho isso. É a sociedade em geral que o transmite.

Tenho uma profunda admiração por mulheres que se riem com vontade. Tenho uma profunda admiração por quem se ri e gosta de fazer rir. Independentemente do género.

Tenho uma profunda admiração por mulheres como a Tina Fey e a Amy Schumer, brilhantes, que dizem coisas que porventura não seriam esperadas de uma “senhora” e quebram, a rir e fazendo rir, mais barreiras do que muitos movimentos.

(Não que esses não façam falta.)

Fazem as coisas acontecer.

Chegam e dizem “sou mulher, sou linda, sou feminina, até posso ser casada e ter filhos, mas estou aqui a fazer-vos rir com o que escrevo, com o que digo, com a minha representação e isso não me diminui em nada enquanto mulher, mesmo que eu fale de peidos!”

A Sony decidiu fazer o primeiro filme sobre a Barbie e escolheu a Amy Shumer para representar esta icónica boneca. Aquela que sem falar nos lembra, quando olhamos para o espelho ou experimentamos umas calças skinny, que estamos longe de ser perfeitas.

Mas tem mesmo de ser assim?

Muitos foram os que aplaudiram a escolha. Mas também foram muitos, os que para mim são tristes e limitados, que consideraram a escolha um flop porque a Amy Sshumer está longe da perfeição física da magnífica boneca.

Eu aplaudo. Tanto a escolha como a resposta desta maravilhosa comediante.

Podem ler aqui.

E para quem ainda não viu o Descarrilada, é favor ir ver, sim?

 

Fui ver "O bebé da Bridget Jones"

 

Não estou na casa dos quarenta, não sou solteira e sem filhos.

Não tenho uma carreira profissional na televisão onde só faço trapalhada e muito menos tenho um magnifico sotaque inglês.

Mas, como muitas mulheres também eu me identifico com esta tonta. 

Sou a tipa que casou com o homem correto (que atura as minhas parvoeiras e verborreias), sou a tipa que anda sempre à pancada com o peso e que tem sempre um par de jeans no guarda roupa que não lhe servem. Mas ficam para aquele dia.

Sou a tipa que diz mais vezes do que devia palavras começadas por "F", e como sou quase bilingue faço-o em inglês e em português.

Sou a tipa que não consegue deixar de ser quem é por mais que queira.

E vejo muito disso nesta personagem.

Ri-me do principio ao fim e era capaz de me sentar na sala de cinema a ver o filme em loop, a rir-me nas mesmas passagens uma e outra vez.

E já passaram 15 anos desde o primeiro.

Agora sentava-me na minha sala e via os três de enfiada.

 

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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