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Em busca da felicidade

E se eu corresse 10 km?

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Desde que o pequeno nasceu que a minha vida de desporto tem sido feita de altos e baixos. O cansaço, a falta de tempo, as ocasionais (às vezes permanentes) dores musculares. Parece uma corrida de barreiras.

Comecei por querer voltar a correr, para a seguir deixar porque o melhor era o treino funcional, já me inscrevi num ginásio para ir à hora de almoço e já cancelei a inscrição porque não consigo acompanhar o ritmo, nem fazer a digestão descansada. No meio destas tentativas todas até já me andei a levantar às 5h e 55 minutos (da madrugada, sim!) para conseguir encaixar um treino rápido de umas moças que dão treinos diários de forma gratuita.

Deixei, andava de rastos.

Parei durante uma a duas semanas, tudo para sentir falta outra vez do exercício. Um equilíbrio lixado entre o saber que faz bem, o sentir-me bem quando o faço e o cansaço extremo de não conseguir estar em todo o lado ao mesmo tempo.

No final de Maio, porventura frustrada porque o biquíni não assentava como gostaria, ou quem sabe porque é onda de verão, mas talvez porque estava a entrar nos 34 e não queria subir mais um número de idade sempre na cepa torta, decido inscrever-me num plano para correr 10 km. Fui ao My Asics, escolhi uma data que me pareceu razoável e fui honesta, nesse preciso momento era-me impossível correr mais do que 20 minutos seguidos. Treino criado, app colocada no telemóvel e lembretes a aparecer por e-mail. Fiz a primeira corrida no dia 24 de Maio. Corri 1,5 km, sentia-me capaz para mais, mas desta vez quis respeitar o meu corpo e fazer as coisas com calma. (Por regra vou sempre com demasiada sede ao pote e depois dá merda...).

Tenho cumprido as minhas 3 corridas por semana, tenho conseguido correr um pouco mais do que o plano pede, ainda que esta semana tenha falhado 2. Não foi desleixo, foram férias. 

E, por mais que me possam já dizer que se falho de inicio não sei o quê e bla-bla-bla, eu digo que tudo o que é demais é fundamentalismo e tudo o que é fundamentalismo é demais e vice-versa e dá em bosta. É preciso disciplina sim, mas é preciso a mesma conta de descanso e relaxamento, para que não se entre num sistema militarizado, para que seja algo prazeroso, que temos vontade de continuar a fazer. Confesso que não acredito em hashtags e aborrece-me aquela coisa do #noexcuses, porque a verdade é que há condicionantes lixadas na vida e muitas vezes não são desculpas, é mesmo a vida que não permite.

Pensei um bom bocado se falaria desta minha demanda. Gosto de guardar estas coisas para mim. Menos pressão e se correr mal, apenas eu sei. Mas por outro lado gosto de guardar o registo das minhas tentativas, mesmo que possam resultar em fracassos. E nada como rir um bocado com o que se me passa pela cabeça quando saio para correr.

A ver se me ponho em forma. A ver se me supero. A ver como isto da corrida corre.

Vou fazer como o Forrest e run.

#runcom'óforrest

 

Uma corrida...resolve quase tudo

Uma corrida não resolve tudo. Não vai ao super comprar aquele ingrediente que falta para o jantar. Não limpa a casa. Não passeia os cães. Não dá banho ao miúdo e muito menos o entretém enquanto passamos a roupa a ferro.

Uma corrida não resolve as tarefas do nosso dia a dia.

Uma corrida não resolve tudo...mas resolve quase tudo. 

Uma corrida livra-nos do stress do trabalho. Descarrega a ansiedade dos nossos compromissos. Aligeira o peso que trazemos ao peito de tantas responsabilidades. Faz-nos sentir melhor, mais capazes, mais corajosos. Quase invencíveis. Se conseguirmos mais aquele quilometro. Se conseguimos mais aqueles quinhentos metros. Que se lixe, se conseguirmos mais aqueles 100 metros a que nos propusemos.

Ultrapassamos as barreiras que nos impomos a nós próprios e sentimo-nos mais felizes.

Uma corrida não cura doenças nem salva o planeta, mas salva-nos de sermos engolidos pela própria vida, um quilometro de cada vez.

Hoje foi dia de uma corrida curta. De recuperar os pulmões que foram fustigados. Mais uma volta ao jardim que das ultimas duas corridas. Mais uma volta de cada vez.

Sempre com a melhor música a acompanhar, aquela que me lembra do essencial:

 
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
I'm free to be the greatest, I'm alive
I'm free to be the greatest here tonight, the greatest
The greatest, the greatest alive
The greatest, the greatest alive
 
 

 

Sou preguiçosa...

(imagem retirada da net)

 

 

..., gulosa, medrosa, stressada e nada organizada.

É por isso que me vejo a braços com este lombo largo que trago comigo.

 

Em Dezembro de 2013 pesava 49 quilos. Corria durante a semana. Nadava pelo menos uma vez ao fim de semana.

Fumava.

Em Fevereiro de 2014 decidimos que queríamos tentar. Por isso deixei de fumar. Confesso que me faz confusão ver uma grávida a fumar.

Por mim nunca fui capaz de parar. Por um ser que ainda nem existia não me custou nada (ou mais ou menos isso).

Em Junho de 2014, quando descobri que estava grávida, pesava 54 quilos. Mais 5 que no inicio do ano.

Achei natural, com a gravidez e o ter deixado de fumar.

Em Fevereiro de 2015, na véspera do parto, pesava 72.

Nunca tinha visto a balança acima dos 70. Perto, muitas vezes. Acima...nunca.

O bebé nasceu. A avalanche de amor chegou. Deixei de me lembrar de mim, de dormir, comia o que aparecia e não visitava a balança. Comprei umas calças maiores.

Quando ao fim de 5 meses regressei ao trabalho ainda vestia o 40.

Sentia-me pesada e cansava-me depressa.

A ansiedade começou a tomar conta de mim e o ginásio pôs-se como uma opção natural para drenar o stress. Estou inscrita desde Outubro do ano passado e tendo ser o mais assídua possível.

Mas a disciplina com o que como sem sempre é a melhor. E em alguns dias o cansaço lava a melhor de mim. A parte medrosa toma conta e confesso que tenho medo de ter um treco qualquer.

Não sei se puxo demais umas vezes, se de menos outras.

Enfim, sou pouco consistente.

Decidi falar com um PT. Mas não sei se é a melhor opção. Pelo menos não para já. Se não tenho disciplina não vai ser ele a dar-ma.

Estava com saudades de correr.

Misturei tudo e decidi que nas férias começava a disciplinar-me. Afinal de contas com mais tempo e mais tranquilidade seria mais fácil.

Registei um plano de treino (singelo) na Asics, a ver se volto aos 5 km sem ficar com os bofes na boca. E decidi seguir alguns treinos funcionais do Salgueiro (foi com esses que mais estive em forma desde que fui mãe).

Na segunda e na terça lá cumpri. Ontem, com o quarto do miúdo por arranjar e o jantar com o marido, lá ficou o treino por fazer e hoje, hoje bateu a preguiça misturada de ansiedade, de quem sabe que as férias não são eternas e sente que o corpo precisa de descansar.

Não fui correr como devia.

Fui à pastelaria comprar um bolo.

Enfim, afoguei o treino em doce de ovo.

Prometi a mim mesma que me dou até ao final desta semana.

Na segunda começa a contar.

Preciso de forças pessoas! Forças para levar isto avante. Para me disciplinar, para me organizar, para perder a preguiça, para comer um iogurte em vez de uma bola de berlim.

Segunda! Segunda é que vai ser!

 

 

Correr

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Se me perguntassem há 10 anos se eu queria dar uma corrida esbugalhava os olhos e diria:

CREDO!

Inscrevi-me em 3 ou 4 ginásios. Fiz exercício em casa. e andei sempre no chove mas não molha com o desporto.

O Nuno apresentou-me à corrida. E fez-me ganhar o gosto pela coisa.

Nunca corri mais de 10 km na vida e a verdade é que nem posso, por causa da porcaria do problema venoso, dificilmente ou sem um treino bem cuidado recebo um OK para correr uma maratona.

Mas...mas...quem sabe um dia.

O ano passado, por esta altura inscrevi-me no ginásio. É mesmo porta com porta do trabalho. Lá vou à hora de almoço. Umas semanas todos os dias outras, como esta, só duas.

Mas vou.

Os treinos são curtos, porque afinal de contas a hora de almoço não é longa.

Mas ando com saudades da minha corrida. De sair para a rua e dar uma corrida. Sem passadeira. Com o vento a bater na cara.

Mas e tempo para isso.

Terei eu a coragem de me levantar antes das 6 da manhã...hummm...duvido.

Terei eu a força de vontade de, uma ou duas vezes por semana ir correr depois de chegar.

Não sei. Não sei se me meta nessa ideia.

Mas vontade tenho. Aí tenho mesmo!

 

 

The Iron Nun

 

A semana passada o Nuno mostrou-me a nova publicidada da Nike "Unlimited Youth". Como sempre a publicidade está brutal, mas isso não surpreende. O que surpreende é quem está no centro da História.

Madonna Buder. Uma freira que, aos 48 anos de idade, por recomendação de um padre começou a correr. Depois disso enveredou pelo Triatlo e desde então já fez mais de 45 Iron Man's.

Não tenho mais palavras. Apenas posso dizer que, se esta não é uma inspiração, não sei quem é!

 

 

 

Marginal à noite

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Não me ia inscrever. A maior distância que corri desde a gravidez foram 5 km e sentia-me pouco confiante para me inscrever para 8 km. Já tinha tirado isso da ideia. Mas apareceu um post no blog Dias de uma Princesa a oferecer inscrições para um número de participantes. Era apenas preciso dar o nome e o e-mail.

Nunca ganhei nada destas coisas na vida, e, com a sorte que tenho estava certa que não me calhava nada. Mas, tal como com o Euromilhões tentei a minha sorte.

Ganhei.

Dia e meio depois de participar recebo um e-mail da Catarina Beato a dizer que tinha ganho uma das inscrições.

Nem me queria a creditar e o medinho começou a instalar-se.

Faltava agora o Nuno inscrever-se. É o homem das corridas e o meu "amuleto da sorte". Azar. Já não havia vagas. Tudo esgotado.

Ora se já estava borrada de ir fazer os 8 km com companhia, mais fiquei quando percebi que ia sozinha. Tive para desistir, mandar um e-mail a dizer que se calhar era melhor dar a inscrição a outra pessoa mais capaz, mas depois...depois pensei que se tinha ganho tinha de dar o corpo ao manifesto e tentar fazer o melhor que conseguisse.

Ontem lá estava, calada que nem um rato. Ansiosa como sempre. Porque tenho receio de não conseguir. Porque receio de me dar um treco. Porque não sou a melhor pessoa para andar no meio da multidão.

Faltavam 10 minutos para começar e caminhei para o mais próximo possível da linha de partida. Com ship, ainda por cima vai ficar gravada a minha desgraça de tempo.

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 (à espera que dessem sinal de partida) 

 

Quando passei a partida já a prova ia com 4 minutos. Andei para me desviar do maranhal de gente e aproveitei para ligar o youtube, é que sem musica as pernas não funcionam. 

Aprendi uma coisa. Se vou correr o melhor é levar musicas no telemóvel ou no MP3. É que a confiança que às vezes não tenho em mim deposito em grande escala na net. Neste caso no youtube, e esse, deixou-me agarrada. Aquela porra não havia meio de funcionar e eu sem musica não corro. Ponto final!

Pelo caminho encontro o meu salvador. Não conseguiu inscrever-se, não podia acompanhar-me na partida nem chegar à meta comigo, mas podia correr a meu lado ao longo da Marginal.

Foi isso que fez. Até a net começou a funcionar.

Confesso que tive mesmo para desistir, sem net e cheia de medo, era uma desgraça. A neura minha gente!

Não sabia se ia conseguir correr tudo, mas consegui. A cada km que passava só pensava, só mais um, só mais um.

Cheguei à meta com 1 hora e 7 minutos. Não achei para aí pior, considerando que passei a partida já contavam 4 minutos e que só consegui começar a correr depois de 800 metros.

É claro que quando ouvi que a pessoa que acabou em primeiro lugar fez a prova em 24 minutos fiquei com a sensação que das duas uma, ou a pessoa foi de mota ou eu fiz aquilo de gatas.

Isto só pode ser malta que treinou no Quénia a correr è frente de leões. 24 Minutos!!! É de loucos!

Quanto à prova em si. Merece ser feita. Correr a Marginal à noite é algo de maravilhoso. Para quem não possa, não queira ou não goste de correr, pode sempre caminhar. Vale bem a pena. Começa com um fogo de artificio bem giro, mesmo em cima do mar, e depois, correr à beira mar. Ah! Que maravilha!

Isto para não falar na organização. Excelente!

Se vou para o ano? Não sei. Vamos ver qual é o espírito. Se estiver menos receosa da distância, mais alegre com a minha participação e com ansiedade de correr e não com a receio do resultado. Aí sim! Sem dúvida que vou.

Pelo menos é esse o acordo que tenho. Comigo e com o senhor que mora cá em casa. Participar sim, mas para criar felicidade e não anseio. Que de coisas más a vida já está cheia, o que nos faz falta são momentos que nos façam rir e sorrir.

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 (depois de a corrida ter acabado e com praticamente 8 km feitos)

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