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Em busca da felicidade

Sôtor e o meu telemóvel

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Sôtor meu filho, tal como todas as crianças (pelo menos as que eu conheço) tem um profundo apreço por telemóveis e tudo o que são gadgets. Por isso, em momentos de mais difícil gestão, quando temos que nos despachar, empresto-lhe o meu telemóvel para ele brincar e eu me conseguir safar (como vestir-me, por exemplo).

Problema, o meu telemóvel tem links diretos para o Instagram e para o Facebook. Outro problema, o tipo já os conhece.

Há tempos fez uma publicação do facebook. Noutras vezes já o apanhei a meio de partilhar fotos no Instagram. Já ligou para pessoas de família e até já mandou mensagens para o numero de consulta de saldo.

Ontem mandou mensagem para o avô e conseguiu mandar 2 stickers com bonequinhos palhaços a uma pessoa que não conhecemos mas a quem estou a contratar um serviço e com quem tive de falar pelo Messenger.

Hoje fui responder à pessoa e vi a cambada se stickers. A senhora deve ter achado que estava em contacto com uma lunática. Em resposta a um pedido de informações e preços, dois bonequinhos com caras maradas.

Há um ou dois meses ligou para uma colega do Nuno às tantas da noite.

É isto.

E sim, já sei que os telefones não são para emprestar às crianças e tudo e tudo e regras e tudo. Mas o tudo passa um bocado ao lado quando nos temos de despachar de manhã para entrar a horas, quando ao final do dia estamos partidos de cansaço e o tipo não quer comer a sopa.

Não gosto de ceder de forma fácil mas vou entregando os pontos às vezes.

Já dizia o outro, é a vida!

Lá há forma...

...melhor de acordar do que com a mão pequenina e quentinha do nosso filho no rosto?

Há. Às 10 da manhã.

 

Perfeito, mas mesmo perfeito, é acordar com a mão pequenina e quentinha do nosso filho no rosto, mas às 10 da manhã.

 

Bom dia!

 

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"A mãe está a falar a sério"

Mas sôtor não quer saber.

Sôtor está a chegar àquela fase em que todos os limites servem para ser testados. E tem particular interesse em testar os meus.

Só quer fazer o que lhe apetece e quando faz o que pedimos vai muito pelo "convencimento". Já percebeu que as birras funcionam e nem sempre o choro vem acompanhado de lágrimas. Dessas vezes ouve logo "não há água nos olhos, é só birra filho" e ele, desgramado que pouco diz mas tudo entende, faz cara de safado e muda de estratégia.

Também já aprendeu a fazer aquele "ahhh" arrastado, que parece de dor e vem acompanhado de uma espécie de inclinação do tronco, mais ou menos como quando temos uma dor abdominal. No caso dele é só uma manifestação acérrima de que as suas vontades não estão a ser atendidas.

Insiste em querer desmontar os cães como se fossem Lego e agora chegou  a fase de levantar a mão.

Na quarta-feira à noite deu-lhe para me dar beliscões na cara. Ontem, depois do banho, insistia em levantar a mão e dar-me palmadas. Eu, toda cara séria, seguro-lhe na mão e digo "não. não se faz isso. não se bate na mãe. nem na mãe, nem em ninguém!". E o tipo vai de dar uma gargalhada. Quanto mais séria a minha cara maior a gargalhada dele.

Eu piurça. Mas então este fedelho de menos de um metro a gozar com a minha cara!

Acabei por me zangar e ele, depois de muito se rir de mim lá se resignou.

No meio disto fico sempre a sentir-me uma porcaria, que tão poucas horas passo com ele e no fim ainda passo algum desse tempo a aborrecida com ele.

Quer-me fazer crer que lhe começa a fazer falta o colégio para ter mais algumas regras. Ou melhor algumas regras. Que isto com avós babados e pais com remorsos de estar poucas horas com os filhos, só resulta em todas as vontades feitas.

Ou então é só uma fase e eu é que sou uma idiota.

 

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Não mais voltarei...

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...a comprar roupa a olho ao puto desconsiderando as recomendações da etiqueta.

Queríamos comprar um sweat com o Michey para sôtor. Não encontrando bem o que queríamos demos com um fato de treino da Disney todo catita, no emblema o Michey e o Pateta.

Até aqui tudo bem.

Olhamos para a etiqueta e um deles era de 1 ano / 1.5 anos e outro de 2 anos / 2.5 anos.

Como temos a mania que somos espertos e como continuamos a ver o miúdo com os mesmos 2 quilos e tal com que nasceu trouxemos o mais pequeno convencidos que ainda ia ficar grande.

Eu, em casa, ainda ponho a camisola em frente a sôtor e penso ah, ainda fica folgado.

Este fim de semana vesti-o com o fato de treino.

As calças estão mesmo à medida. A sweat também.

Diz que o miúdo não é a duas dimensões.

Diz também que não tem 6 meses.

Enfim, é para aprender a não ser parva.

 

Deixem as crianças ser crianças faxavore!

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Este fim de semana enquanto tentava convencer o pequeno ser de mau feitio que tenho como filho a comer a sopa dei com um episódio do snoopy. "Ahhhh, há que tempos que não vejo o snoopy", o meu momento de alembradura foi rapidamente substituído pelo "o quê?" face ao titulo do episódio. Atente-se "Charlie Brown e a ansiedade do regresso às aulas".

Mas isto não é cedo demais para expor as crianças a tamanha nomenclatura? Digo eu, que fui criança e tive toda a liberdade para ser palerma. De tal forma que ainda hoje sou.

Não é suposto, enquanto crianças terem direito à fantasia, à simplificação das coisas.

Sei, retrata de temas importantes, aqueles que mais tarde a malta trata com Prozac e outros medicamentos no campo ansiolitico (o Prozac é anti depressivo) porque já está a dar o tilt. Com terapias naturais, agulhas, massagens e afins (para quem tem dinheiro porque não é comparticipado e há sempre aquela cena dos lobbys das farmacêuticas). Viagens ao Quénia, sessões de IOGA e o fundamental Mindfulness porque com a cabeça cheia de caca, chegamos aos 40 à beira do abismo.

Agora as crianças?! Deixem-nas em paz!

Quer-se dar nome caro a tudo.

O puto teve de férias, brincava todos os dias e corria e via TV e agora volta a estar enfiado na escola 12 horas (entre aulas, ATL e atividades extra-curriculares que lhe ocupam o tempo até os pais regressarem do trabalho).

Os putos têm problemas caros hoje porque têm menos os pais. O que antigamente era ser calão agora tem um nome pomposo.

"Aí o meu João Miguel é hiperativo". Se calhar o João Miguel se calha a ter mais tempo com os pais, mais regras e menos tempo de "escritório" vai-se a ver e era um puto mais equilibrado.

E o problema não está nos pais. Coitados, que se esfalfam a trabalhar e pagam balurdos aos psicólogos para encontrarem uma solução para a sua Belinha que anda cabisbaixa.

E não estou a fazer pouco de problemas graves, que os há e têm de ser tratados convenientemente. Faço notar.

Mas agora até os bonecos na televisão?!

No meu tempo se os desenhos animados começassem com este titulo mudava, ia ser sobre qualquer coisa dos crescidos. Hoje os miúdos já conhecem todas as problemáticas psicológicas ou psiquiátricas antes de chegar aos 10. Já hão de haver putos que conhecem o DSM IV de trás para a frente. Isto quando já não sabem aconselhar medicamentos.

Aí, deixem os putos serem crianças! Deixem os pais serem pais.

Possamos nós viver Senhor! Que isto assim é esquisito!

 

Os brinquedos, as crianças, os pais e a noite de Natal

 

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Ainda não percebi se as escolhas feitas pelas marcas para segurar os brinquedos nas caixas têm por objetivo segurar os ditos no sitio, garantir que as crianças não se magoam ou pretendem apenas fazer os pais suar que nem porquinhos na noite de natal com as crias a guinchar e a gritar numa pressão que nem o pior dos patrões consegue imprimir.

Já não basta os desgraçados dos pais trabalharem que nem mouros para comprar às crias os tão desejados objetos, que depois, em muitos casos se fingem ser entregues por um velhote gordo de barbas brancas que desce sempre pela chaminé mesmo que a casa não tenha, granjeando sempre os louros dos presentes que os putos recebem à laia de bons comportamentos que aconteceram de quando em vez. Nos intervalos das birras e das vontades, vá. A somar a isto ainda os coitados têm de estar ali, munidos da caixa de ferramentas, chave de fendas, busca poles e alicate. Tudo para garantir e extração dos bonecos de dentro da caixa.

Tudo para culminar na potencial choradeira quando, depois de feita a extração, se percebe que a porra do boneco não trás pilha. Quando se corre a casa toda e se esventram todas as gavetas para perceber que não há aquele tamanho em casa.

"Até pensava que já não se faziam".

O que vale é que este ano no AKI já há uma caixa por 12 euros e tal com pilhas de todas as qualidades imagináveis. Pode ser que tenham salvo alguns pais este natal.

É que uma pessoa pelo preço que cado boneco custa pensa sempre que trás pilha. É o minimo.

Senhores das marcas. Menos. Qualquer dia vemos o J.I. Jo colado com silicone do bom. Não vá o gajo tentar sair da caixa. Que o tipo é manhoso e cheio de truques.

 

A fatura do filho

Há umas semanas o Nuno subscreveu o Publico pelo meu telemóvel, por isso, vai na volta e lá recebo e-mails com noticias frescas.

Acabou de apitar esta. Ao que parece estou praticamente na falência por causa do puto.

Tenho a ideia de que já estava antes, mas agora tenho as finanças ainda mais falidas.

Peguei imediatamente num bloco e comecei a anotar as despesas que tenho com ele. Quando crescido, formadinho e a trabalhar se desenvencilhe para ganhar bem. Apresentar-lhe-ei a fatura. É que a mim disseram-me que ter filhos era só maravilhas, não despesas.

Conto com uma bela casa remodelada na Av. da Liberdade e uma boa herdade no Alentejo, para passar as tardes. Tudo com criadagem para eu deixar de gastar as unhas a lavar loiça e a arranjar nabiças.

Qual D. Dolores de calções tigresse!

 

Eu famosa, a dar entrevistas e tudo

Diz que apesar de tola e, pelo que vimos ontem, pobremente instruída, lá vão querendo falar comigo. Até quando me desunho em palavras.

Se na terça feira estive num sitio, hoje estou noutro. Viajada eu!

Pois que fui convidada pelas Mães mais que (im)perfeitas para falar desta coisa da maternidade e do que ela é para mim. Podem ler aqui.

Passem por lá, que é bem fixe, e já agora é dar uma vista de olhos nos blogs pessoais destas meninas que têm jeitinho para a coisa.

 

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