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Em busca da felicidade

As férias, a lista e outras coisas...

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Para estas férias decidi fazer uma lista. Não uma lista de compras, ou se calhar nem é uma lista, são apontamentos. São notas das coisas que não quero esquecer, das que quero alterar, melhorar, enriquecer.

Enfim, melhorar-me. Porque há sempre margem para tentar estar um degrau acima.

 

Estas férias quero descansar.

Ler.

Escrever. Com tempo.

Repensar o que é nocivo.

Procurar-lhe uma nova abordagem.

Tentar um discurso onde não diga «foda-se» tão amiúde.

Interiorizar que não agradamos a gregos e a troianos.

Correr.

Nadar.

Fazer exercício.

Comer melhor.

Arrumar.

A minha cabeça e a tralha que me rodeia.

A que se vê e a que se esfuma.

Organizar ideias.

Olhar menos para ecrãs e mais para a vida.

Mais imagens reais e menos pixeis.

Mais páginas em papel e menos telas em HD.

Desligar o telefone.

Definir horas para ir à internet.

Distrai demasiado.

É preciso viver.

E a vida não está em formato digital.

Absorver mais momentos e tirar menos fotos.

Passear.

Viver as coisas simples com o encanto que elas merecem.

Ter coragem para os projetos que adio.

Beijar muito.

Abraçar mais.

Criar destas linhas rotinas para os tempos de vida sem ócio. Em que o tempo escasseia...e os dias parecem sempre iguais.

 

...estou a precisar de descanso...

...estou a precisar mesmo muito...

...por isso vou de férias umas semanas...

...por isso e porque tenho os dias todos do trabalho para gastar...

...sou uma moça poupada para tudo...

...mas vão ser só férias do trabalho...

...aquele que me paga as contas....

...aqui continuo a vir...porque de trabalho não tem nada...

...o miúdo vai entrar para o jardim de infância e eu...

...eu estou aflitinha de medos...

...se me perdem a cria...

...se a cria fica triste e não faz amigos...

...se alguém fecha mal uma porta...

...aí senhores se não lhe dão o lanche...

...vão ser umas férias para fora...mas cá dentro...

...férias na mesma...para descansar a tola...ler muito...escrever muito...fazer o que tenho pendurado....e adiado...

...agora que todos regressaram das praias com os seus bronzeados...

...vou eu de férias...

...feliz e contente no meu mês de Setembro...

 

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Uns dias de férias

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Aproveitámos a passada semana, repleta de feriados que são mais ou menos a melhor coisa que pode existir à face da terra, logo a seguir aos filhos, à saúdinha e ao dinheiro, para ir passar um dias num sitio chato com piscina e praia mesmo ali à mão de semear, certos que pequeno sôtor amaria o espaço. Pois que sôtor meu filho passou os parcos dias de descanso a pedir para ir ao LIDL, que, ao que deu a entender, é a melhor coisinha a fazer depois de uma pessoa se levantar. Para meu rico filho é levantar, beber um copázio de leite morno, vestir qualquer coisa e ir comprar um chupa ao LIDL mais próximo.

Respondeu várias vezes à pergunta "queres ir à piscina?" com um "não! LIDL", sendo depois convencido (com o apoio de toda a sua parafernália) de que ir para a piscina até era uma coisa agradável.

Findos estes dias e dando-lhe o Domingo para ponderar e avaliar os dias passados decidi fazer uma espécie de uma entrevista a sôtor meu rico filho para saber o seu nível de satisfação e, digamos que, uma avaliação global dos dias que, infelizmente, já fazem parte do passado.

Passo assim a transcrever o momento.

 

Eu - Então meu rico filho, queira dizer a sua mãe como foram estes dias?

Filho - (silêncio, está a borrifar-se para a conversa).

Eu - Gostaste de ter ido passear?

Filho - Não!

Eu - Porquê?

Filho - Nãooooo! (com enfado porque uma pessoa não tem nada de justificar porque raio não gosta de uma coisa)

Eu - Então, mas diz à mãe, nestes dias foste à...

Filho - ...páia*.

Eu - Brincaste muito na...

Filho - ...aieia**.

Eu - Compraste todos os dias um...

Filho - ...fufá***.

Eu - E deste valentes mergulhos na...

Filho - ...picha****.

Eu -

 

Ah, senhor doutor meu rico filho, coisa mais linda de sua mãe.

E é isto. Dá para perceber que foram boas não dá?

 

*Praia. (ainda não consegue dizer bem a palavra, mas esforça-se)

**Areia. (a melhor coisa que a praia tem na sua opinião)

***Chupa-chupa. (o que pede todo o dia e a toda a hora)

****Piscina. (Juro que temos insistido com a palavra certa e tal profanação jamais lhe foi ensinada, contudo a lingua portuguesa é lixada e o miudo abreviou a coisa).

 

Remédio santo para TUDO

Depois de 5 minutos a percorrer o Facebook já encontrei curas milagrosas para: dores de costas, depressão, ansiedade, dores de pescoço, nalgas moles, nalgas largas e sem nalgas ( também há). Mas isto tudo em curas individuais. Eu tenho a solução para tudo de uma só vez. Dá pelo nome de FÉRIAS. Uma pessoa ao 2º dia já não tem nada. Não fica com as nalgas boas mas já tem tempo para trabalhar nisso, podendo assim usar de forma verdadeira o #noexcuses

O problema está no único mal desta cura, é que as putas das férias têm fim. No dia de regresso é como se uma pessoa levasse com um supositório de maleitas...fica logo cheio de pontadas e até as nalgas descaem. Aí meu Deus que não nasci para pobre e muito menos para vida de trabalho...

 

2 Anos e as Férias para esquecer (ou então não)

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Quem aqui vem com alguma regularidade sabe que, com exceção do fim de semana, sou pessoa para aqui escrever umas coisas numa base diária. Mas depois há momentos da vida em que as coisas não correm de feição e então não há nada como parar para pensar na vida e fazer um pause nas rotinas que pautam os nossos dias de sempre.

 

Ansiávamos por uma semana de férias como quem anseia por um copo de água no meio do deserto. Cansados e desgastados das obrigações e tarefas de todos os dias. Com horas de sono em divida e olheiras até aos joelhos.

Quando temos 18 anos e atingimos a dita liberdade que a maioridade comporta ninguém nos explica com detalhe que a liberdade se aproxima mais de uma espécie de conceito utópico do que da pura realidade. Deixamos de estar presos às regras impostas pelos pais para passamos a responder às responsabilidades. É a elas que temos sempre de perguntar se pudemos fazer o que nos apetece. O nosso maior ditador é o Tem-que-ser.

A sexta feira chegou com um suspiro de alivio que tremeu quando o Nuno se começou a sentir mal ao final do dia. No sábado acordou pior e no Domingo estava o pequeno doente também. Eu, que normalmente sou pior que uma flor de estufa, estava a passar pelos pingos da chuva. Até ter quase desmaiado no consultório veterinário a meio da consulta da Tulipa, pensei mesmo que ia cuidar do marido e filho e que as férias iriam passar numa brisa. Afinal de contas ainda era segunda feira.

Segunda mal me aguentava de pé. Terça estava mais ou menos. Quarta o pequeno mal se segurava nas pernas e à hora de almoço já andávamos os 2 a sumos de probioticos para reestabelecer a flora intestinal.

As férias pareciam cada vez menos férias e evitava-se a consulta médica porque aquilo ia passar a tempo de festejar o aniversário do pequeno na sexta feira e fazer a festinha no domingo.

Na quinta arriscámos sair de casa para comprar a prenda do pequeno. Não tínhamos ainda comprado nada. Afinal de contas tínhamos uma semana inteira de férias para tratar de tudo.

Voltámos para casa com um Panda que dança e um par de ténis.

Na sexta feira chegou o dia mais importante da minha vida. O meu pequeno fez 2 anos e eu continuava doente, ele também e o pai ainda não estava melhor.

- Amanhã chamo um médico cá a casa.

- Porquê amanhã?

- Porque não queria chamar um médico no dia de anos dele.

- Tem de ser, Cátia.

 

Chamámos um médico. E resumindo, porque confesso não me apetecer contar detalhes e pormenores, eu e o pai apanhámos uma bactéria na garganta, causando uma amigdalite que já se arrastava com a tosse. O pequeno terá apanhado uma gastroenterite que passou para nós.

Ou seja, ainda não disse mas esclareço agora, para além de passarmos as férias fechados em casa, doentes, de pijama, mal conseguimos comer e as tags mais usadas foram frango, canja e chá.

Ligámos à família e amigos para desconvidar para a festa de aniversário. Uns já não podiam ir, os que tinham crianças achamos melhor não irem. Especialmente a grávida.

 

Se chorei nesse dia? Chorei. Porque de todos os dias do ano, tínhamos de estar doentes neste.

 

Depois limpei as lágrimas e lembrei-me que estávamos todos juntos. Que o miúdo, apesar de andar a sumos probioticos e saquetas, estava contente. Que passámos 7 dias alapados uns aos outros sem pensar em tarefas e afazeres. Sem nos lembrarmos de compromissos. Sem nos deixarmos stressar com o que quer que fosse.

É que o estar doente tem isso mesmo. Impõe-nos o descanso que muitas vezes nos subtraímos.

Serviu para pensar que se calhar preciso levar a vida com outra calma. Com outra leveza. Que o stress pode mesmo dar conta de nós. Que é preciso passar mais tempo a viver e a saborear os momentos.

 

Não tive vontade de escrever. Não me apeteceu partilhar. Não me apeteceu sentar-me para contar um aniversário que devia ter sido diferente.

Mas foi o possível.

Aprendi com este ser que amo acima de tudo que a vida pode ser perfeita com as mais pequenas coisas. Decidimos que, apesar de doentes, não íamos ficar fechados em casa todo o dia de aniversário dele. Decidimos que íamos dar uma voltinha. Fomos ao shopping. Deixámo-lo correr pelos corredores e entrar nas lojas de telecomunicações para trazer panfletos. Ir às sapatarias correr e mexer em todos os ténis que lhe apetecesse.

As senhoras das lojas deviam pensar que éramos loucos.

Ele sorria e gargalhava. Nós esquecemo-nos que estávamos doentes.

 

No Domingo tirámos os pijamas, vestimos uma roupa composta, colocámos a mesa com a toalha do panda e recebemos os avós, os tios e a prima (que é quase uma adulta, mal acredito) para cantar os parabéns! O bolo com o panda, que tinha sido encomendado um mês antes e que tinha tamanho para quase 20 pessoas, estava ali, para ser comido pelos que restavam.

Passámos um bom bocado, o pequeno estava contente. E isso, é mais importante que qualquer outra coisa.

 

Acredito piamente que as coisas acontecem por um motivo. E nós temos apenas de prestar atenção para perceber o que está bem e o que tem de mudar.

 

Pensei bastante se escreveria este post, depois lembrei-me que, fossem dois leitores ou dois mil, seria apenas justo contar o que me leva a estar mais distante. Uma necessidade de pensar na vida, no que quero dela e dos meus dias. Na necessidade de saborear o tempo com os que mais amo. Com o resguardar dos detalhes que são apenas nossos.

 

Ah e ficam aqui os parabéns atrasados para aquele que mais amo. Puto, digo-te todos os dias e acho que entende melhor que ninguém, és a minha vida. E só contigo tudo vale a pena.

 

A vida é uma maravilha, amor!

Welcome to Cagaíbas!

A place of tremendous fun around the toilet.

 

 

Passámos o sábado em voo, sem se dar conta de grande coisa, no Domingo fizemos escala nas Ilhas Gregos e chegámos finalmente às Cagaíbas.

Toda a família! Uma maravilha de férias. Só faltam mesmo umas bebidas com chapéuzinho colorido à acompanhar com os imodium e às canjas de galinha.

O Nuno já andava a atirar para o mal, o pequeno idem-idem e eu julgava-me ilesa até ter acordado com os olhos em formato besugo.

Pensei, contudo, de forma errada, que karma terminava aí. Nada disso. O meu tinha algo de muito mais interessante guardado para mim.

Hoje fomos com a Tulipa ao veterinário. Mais uma conta e chegámos, confortavelmente, aos 200 euros e qualquer coisa de despesas (entre 2 tratamentos).  

Uma nota. Nunca mais na minha vida volto a ter cães de raça. E muito menos brancos! De hoje em diante apenas rafeiros e de preferência dos que já fizeram estágio de rua. Tive uma rafeira que desencantei num prédio em obras e só me deu despesas 2 meses antes do fim. Estes desgramados já me gastaram o suficiente para uma viagem de luxo em família a Nova York (em época pré-Trumpas, que agora devemos ser logo devolvidos).

Adiante.

Estava eu a segurar a cadela e a doutora que temos de continuar o tratamento e que temos de limpar isto e talvez pôr capacete (funil) e mais não sei o quê e eu começo a perceber que vou esbardalhar-me em grande estilo. Começo a deixar de ouvir a médica, a sentir que se me esvaiu o sangue do corpo. Sento-me.

Não disse nada à médica.

Ela estranhou.

Mas eu tenho um ar estranho. Podia só ter-me dado para aquilo.

Continuo a ficar mais branca.

"Não se está a sentir bem pois não?"

Acenei que não.

Lá foi a veterinária buscar água com açúcar.

Já fui atendida por muitas especialidades, veterinária é a primeira, quem sabe se não será a certa para a estirpe de animal que eu sou?!

Continuamos a consulta. Foi a cadela para ser atendida e a determinada altura estava eu sentada a beber água com açúcar, a cadela a levar uma injeção, o Nuno com o pequeno ao colo que se desgrenhava para dar cabo do consultório e o Ghandi a ver se ninguém dava por ele.

Ouvi o resto que a veterinária tinha a dizer. Saí com os votos de melhoras e a dúvida se seriam para mim se para a cadela.

Chego à caixa para pagar e estava um reformado. Contava devagar histórias à moça da caixa. Vagarosa. Simpática mas vagarosa. Acredito que boa moça, mas eu já estava capaz de gritar "despachem-se" quando o reformado se despediu e foi-se embora.

Oitenta a nove mais não sei quê.

Fiquei pior.

E ainda tenho de ir comprar gotas para pôr nos ouvidos da Tulipa.

Que belas férias. Cansados como estávamos, era mesmo disto que precisávamos!

Maravilha, é o que vos digo!

Só falta o puto aparecer com uma alforreca na cabeça e fica perfeito!

 

 

(nota importante, ninguém deu Imodium ao puto)

Férias?! Quem falou em férias?!

 

O Nuno e sôtor estão com uma espécie de gastrite. Um queixa-se para um lado, o outro para o outro. 

Ontem, ao final do dia adormeceram os dois e eu pensei "espero que não me calhe a mim para conseguir tomar conta destes dois".

Sôtor veio para a nossa cama eram 6 da manhã. Levei porrada de três em pipa.

Acordei sem dores de estômago.

Fui à casa de banho.

Já estou acostumada a que o espelho reflita algo assustador. Muito diferente do que a minha auto-estima me diz. Mas nunca dois olhos de besugo. Tinha um valente papo debaixo e cada olho.

Tenho sempre olheiras, nunca papos.

Assumo que alguma coisa que eu comi, ou a falta de circulação de alguma das várias posições em que dormi esta noite...

 

...como se já não me bastasse a tosse de cão.

Já tenho 2 saquinhos de chá de camomila no frigorifico. O Dr. Google diz que é bom. Vamos ver.

Dito isto, entrámos de férias na 6ª feira. 

Espetáculo! Hummm!!!

  

Reclamações parvas

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- Olhe desculpe, trabalha aqui no resort?

- Trabalho, sim. Posso ajudar?

- Pode, pode. Agora que estava aqui, à beira da piscina, banhada por estes simpáticos raios de sol, dei conta que a terra é redonda. O senhor consegue ter a amabilidade de me explicar porquê?

- Pois, acho que sempre foi assim.

- Ah, foi?! A sério?! Olhe que engraçado. Não calha a saber porquê, não?

- Pois não sei explicar.

- Mas sabe já há muito tempo que é?

- Sim, desde a escola primária.

- Então e nunca procurou saber mais?

- Pois…

- Inadmissível.

Pego em mim. Abalada. Consternada com esta realidade. Vou direita à receção e digo:

- Livro de reclamações ou desconto.

 

E perguntam vocês que raio andei eu a fumar com esta conversa? Pois que não andei a fumar nada. Limitei-me a ver as noticias este fim de semana enquanto dava a sopa a senhor meu filho e dei com uma reportagem, ou lá como se chamam  os vários temas falados no telejornal, sobre as reclamações de difícil resolução nas instâncias de férias no Algarve.

Uma pessoa, dotada de imaginação fértil tende a pensar que, para terem resolução difícil é porque aparecem animais de estranha composição, alguém agride o hospede, os lençóis têm esperma e outras coisas manhosas por serem mal lavados, a comida está fora do prazo. Coisas desta natureza. Depois depara-se com a reportagem e pensa que apesar de já ter visto um porco a andar de bicicleta o mundo tem todo um sem numero de acrobacias estúpidas para mostrar. Por isso decidi pegar neste pedacinho de tempo que aqui tenho à mão para analisar com maior detalhe estas reclamações e tentar encontrar uma forma de as resolver. Que eu sou toda resoluções. Foco na solução.

 

Reclamação 1

Pessoas que reclamam porque não há manteiga magra sem sal. Isto é malta que tem quilos a mais e que decidiu usar o tempo de férias para fazer dieta. Está na cara. Malta que está relaxada, de papo para o ar, de pulseira no braço com gente a servir tudo só pode reclamar porque anda a passar fome há três dias e isso está a causar-lhe dificuldades nas transmissões dos neurónios.

É agarrar, ir à cozinha, pôr um pedaço de manteiga numa caixa de fósforos, dizer que aquilo é o ultimo grito da manteiga biológica. Que alguém acabou de ordenhar a vaca e fazer a manteiga à mão.

 

Reclamação 2

Pessoas que reclamam porque estão no Algarve e o sumo de laranja não está doce. Ao que parece no Algarve as laranjas têm a obrigação de ser doces. Porque moram no Algarve. Por isso o sumo tem de ser suave também. É juntar meia dose de sunquick ao sumo e se questionados dizer que fizeram um alisamento japonês às grainhas das laranjas do Algarve e que em resultado disso não só o sumo fica mais doce como ainda por cima fica mais liso e suave.

 

Reclamação 3

Diz então que há seres vivos que se dirigem ao Algarve com o objetivo de vislumbrar as cegonhas nos seus ninhos e como tal, vai de questionar os funcionários dos resorts a que horas lá estarão as bichas. Esta para mim foi a melhor até aparecer a seguinte. Mas já lá vamos. Para estes bivalves humanos faz sentido que um tipo que faz check in de clientes saiba não só os ciclos migratórios das várias aves neste planeta, mas em concreto saiba quais os hábitos dos seus vizinhos que habitam em casas que são ninhos. Eu cá sou pessoa para sugerir que se entre em contacto com as cegonhas e se estabeleça um contrato. Qualquer coisa como, se apareceres todos os dias pelas 16:30 em casa não prego umas porradas lá naquele pardieiro a que chamas casa. Nem pensarei em estrelar os ovos que lá deixaste. A cegonha que é bicho para levar a sério uma pessoa, e bicho para falar português também, é bem capaz de compreender o que é que tem de fazer.

Eu não sei o que é que esta gente anda à procura, encomendar bebés ou o raio. Só sei que isto é gente que não bate bem da mola.

 

Reclamação 4

Esta acabou comigo. Ora pois que existe quem queira saber quanto tempo demora a areia a secar depois da maré cheia.

Não sei o que dizer a isto. Mas acho que lhes dava uma limpeza a dizer que já íamos ligar a chão radiante e que num estante a areia estava seca, solta e a escaldar. Coisa para demorar não mais que hora e meia a tratar.

 

A somar a estas anémonas falantes há ainda quem, a todo o custo queira descontos. “Tropecei naquele degrau, não havia uma placa a avisar, vai dar-me um desconto”. “O meu cartão desmagnetizou por estar ao pé do telemóvel, quero desconto”. Entre outras coisas parvas.

Cada vez mais me convenço de que já vi muito mas ainda não aprendi nada, que isto há gente marada pa tudo.

 

Rrrrreclames que valem a pena ver....mesmo....#2

É por este motivo que às vezes acho que era melhor não ir de férias...

...

...

 

 

Tava a brincar, antes uma alforreca na mona!

Feriado a meio da semana ou menos horas de trabalho

(imagem retirada da net)

 

Esta história de ter um feriado numa quarta feira, ou seja, mesmo no meio da semana deixou-me a pensar. Se fosse possível escolher o que seria melhor:

a) ter um dia de descanso a meio da semana;

b) ter um fim de semana de 3 dias;

c) ter um horário de trabalho diário de 6 horas.

 

Confesso que se me dessem a escolher ficava com a a) ou a c). Em Espanha (segundo me contaram, eu nunca vivi em Espanha) os feriados, quando são a meio da semana, são gozados à 6ª feira proporcionando assim às pessoas um fim de semana longo de 3 dias. O que eu acho uma grande ideia.

Não me interpretem mal, um feriado é sempre um feriado e qualquer dia que sirva para estar de papo para o ar para mim está bom. Mas confesso que é sempre um bocado esquisito esta coisa de ter um dia de folga a meio da semana. Corta o ritmo, é como se tivéssemos duas segundas. 

Por isso o ideal seria mesmo acumular a opção b) com a c). Isso era o céu. Se não desse, uma dessas. Termos semanas de 4 dias e fins de semana de três. Assim talvez de descansasse seriamente um dos dias. Por, vamos lá falar a sério, o sábado é sempre a ressaca da semana e o Domingo a ansiedade de nos prepararmos para mais uma semana de trabalho.

Por outro lado um horário mais curto permitia-me estar mais um pedacinho de tempo todos os dias com o meu filho. Fazer algumas coisas que gosto sem pressão, sem relógio e com menos pressa.

Enfim!

Devaneios de uma maluca que está ressacada das férias e que depois de um feriado sonha com mais dias de liberdade!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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