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Em busca da felicidade

Sôtor "o céptico decidido"

 

Andamos a tentar usar o Pai Natal como forma de o convencer a portar-se melhor. Por isso, quando se lembra de começar a pedir coisas tentamos direcionar a conversa. Estas duas que relato abaixo são recorrentes.

 

Pede um brinquedo e eu digo-lhe:

- Sabes que para receberes presentes tens de te portar bem?

- Então não quero receber presente nenhum.

Ou seja, prefere não receber nada a que lhe comprem as opções. Não se vende por nada!

 

Pede um brinquedo e eu aproveito a época para recorrer ao senhor das barbas:

- Sabes que para receberes presentes temos de escrever uma carta ao Pai Natal. Queres escrever a carta hoje?

- Não. Já não quero presente nenhum.

Ou seja, quando pede sabe que quem orienta as prendas são os dois mouros que dão conta de tudo o resto. Os mesmos que ele considera dominar. Porque raio havia de meter ao barulho um velho de barbas que não é tido nem achado para esta conversa. 

 

Em resumo: É mesmo muito, muuuuuito meu filho.

O sono, as casas e o açúcar

Ora pois que a criatura sem amígdalas que eu trouxe ao mundo me acordou pouco depois das 3 da manhã. Tinha adormecido já perto da meia noite e, como já vem a ser hábito nos últimos dias, os seres trabalhadores que participam para o pagamento de contas apagam, de tão cansados que estão. O sacripanta, que dorme de manhã até à hora que lhe apetece e ainda «descansa» perto de 3 horas à tarde. O mesmo que tem agora uma vida limitada no que toca a saltos e escorregas e a fona em que anda sempre; esse está fresco à noite. E, depois de meras 3 horas de repouso, está capaz de ver a Patrulha Pata outra vez.

- Vamos pá shala!

Dizia-me.

E eu, um olho meio aberto e o outro a recusar-se a abrir, levanto-me e alombo com o bicho mais de meia hora de um lado para o outro. Porque é a contrapartida, se não vamos ver a «Patulha Pata» então andamos de (colinho lado pó oto).

Eu, para não me apagar em andamento, dou comigo a comprar coisas: vestidos, sapatos, carros, casas. O que mais aprouver ao neurónio de serviço nessa noite. Ontem foram casas. Onde comprar? Metros quadrados? Comprar o que quero porque sonhar é grátis como diz o Ronaldo? Fazer contas ao que a carteira deixa (bem mais triste por sinal)? Ser pobre é mesmo uma calamidade. Devia ser proibido ser pobre.

De manhã, para me manter acordada no carro, decidi pesquisar casas na net. Por baixo do preço da casa aparecia um valor que o meu neurónio ignorante achou que era a mensalidade prevista. Passei metade da fila em choque. Casas havia em que dava 2.000 € por menos de 200 000 €. Caraças!

Já estava eu decidida em ver apenas as que não podia comprar. Afinal de contas mais valia. Quando dou conta que havia casas a mais de meio milhão de euros com valor de «mensalidade» inferior.

 

Era o preço por metro quadrado. Não a mensalidade. «Bem que achei estranho aquele «m» calistava.

De qualquer modo vi muito destas coisas:

 

casa 1.png

 

Casa 2.png

Casa 3.png

  

Odespois, já no emprego e após tratamento de afazeres, senti uma espécie de ramerame no estomago que me cheirou ao pedido de croissant de chocolate. Atendi ao pedido até porque hoje já treinei pesos às 3 e meia da manhã. Depois às 4 e tal e ainda depois das 6. Houve uma altura em que acho que já sentia que não tinha controlo sobre os meus membros, falavam comigo mas a cabeça recusava-se a acionar as pernas.

croissant.png

 

Sôtor inicia-se na vida do engate

No outro dia quando o fui buscar, contou-me o avó que, de manhã, quando foram ao jardim, Sôtor terá visto uma menina com quem entendeu confraternizar. Para tal abordou-a corretamente e apresentou-se da seguinte forma:

- Sou o Guicádo e tenho um péu lindo!

(Eu sou o Ricardo e tenho um chapéu lindo!)

 

Não há cá confusões. É para saber com quem vai falar e que não se trata de um qualquer mitra com um chapéu rafeiro. Nada disso, sôtor tem um chapéu lindo.

É logo para elas saberem com o que é que contam.

Tá certo meu rico filho. A mãe não te cria para menos.

 

Sôtor e as miúdas e a mãe a arrepiar-se com o futuro

Quis ir andar de escorrega no parque do mercado.

Fomos.

Apareceu uma menina mais velha que insistiu em subir em subir para o escorrega com o seu carrinho de bonecas. O pai diz-lhe:

- Ó coisa-e-tal não subas para aí com o carrinho filha.

Sôtor, rapaz que gosta de manter as coisas com um rigor replica para a menina:

- Ó coisa-e-tal não podes subir para aí com o carrinho.

Expliquei-lhe que ele não era o Presidente da Junta do parte do mercado, pelo que, cada um deve saber de si, a menos que alguém se meta connosco ou na nossa vida.

Meteu-se em sua vida.

A menina aninhou-se na parte de cima do escorrega. Ela e o seu carrinho. Sôtor passou por ela, curioso e circunspecto - tudo ao mesmo tempo - pelo menos duas vezes até que, à terceira, achou que era melhor conversar um pouco com ela.

Agachou-se e começou a tirar medidas aos brinquedos que ela trazia.

Eu digo-lhe:

- Não mexas nas coisas da menina sem antes pedires. E já agora porque não dizes à menina como te chamas.

Ele, do alto do seu palavreado diz:

- Olá, eu sou o Guicado... (levantou-se a apontou para mim e para o pai)...este é o meu pai e esta é a minha mãe.

Feitas as apresentações continuou a brincadeira.

E eu só pensei: «pronto, já fui apresentada à primeira».

 

 

Comunicado

 

Queridas pessoas cujos contactos eu possuo, com particular atenção para aqueles com os quais partilho amizade nesse antro de inflamação social designado facebook.

 

Venho por este meio informar-vos que não assumo quaisquer responsabilidades por contactos, mensagens ou outras vias de contacto que possam vir a receber da minha parte.

 

Acontece que, numa base ocasionalmente frequente, permito que meu filho (doravante "sotor") faça uso do meu dispositivo de comunicação, vulgo telemóvel. Na sequencia das suas utilizações deste equipamento, ocorrem iniciativas no âmbito da descoberta que colocam sua mãe em situações constrangedoras.

Após perceber a realidade em que me encontrava procedi à eliminação de quaisquer imagens reveladoras de nudez por parte da proprietária do dispositivo, considerando que, poderia ter como desfecho final algo profundamente desagradável. Por exemplo: pessoas queridas que consideram que vestida sou um excelente exemplar e, após verificação do conteúdo do pacote confirmam a degradação da matéria.

Como exemplo do supra disposto posso arremessar um acontecimento recente, decorrido na tarde passada em sede de minha viatura e após descompostura com respeito a uma birra. Ora pois que, seguido a gritos e choros foi possível alcançar tréguas por via da negociação e do empréstimo do equipamento de telemóvel de mãe de sôtor, moimeme. Com a arma em punho, o sacripanta excelentíssimo senhor meu filho, procedeu ao envio de mais de 25 mensagens privadas com a fotografia da mãe do Ruca, fazendo esta que vos escreve passar por uma pessoa cruel e amenamente descompensada, por estar a enviar informação desta natureza a pessoas com as quais não contacta desde o ultimo exame nacional de acesso ao ensino superior (corria o ano de 2002).

Não sei quantas pessoas foram alvo do envio massivo de fotos da mãe do Ruca. Contudo, quero apenas tornar claro que tinha imagens da senhora no meu telemóvel por razoes humorísticas e de partilha social numa rede com melhor fama: o instagram.

Grata pela compreensão de todos.

Votos de uma maravilhosa semana.

Estou a transformar-me na minha sogra

Eu - Filho, queres que a mãe descasque uma pêra?

Filho - Não.

Eu - E uma maçã.

Filho - Não.

Eu - E um pêssego?

Filho - Não.

Pondero 30 segundos.

Eu - A mãe vai descascar uma pêra.

 

Se tudo correr bem sou a próxima dona Dolhores

Íamos sair.
Apanhei-o a mexer na minha carteira:
- O que estás a fazer, pá?
- Pixijo de um catão.
- Queres um cartão para quê?
- Hoje pago eu.

Meu rico menino, que mantenhas esse pensamento e não arranjes uma jagunça a quem pagar coisas. Sempre à mãezinha primeiro.

 

Mãe peçonhenta!

Estávamos a brincar a fazer bolas de sabão. A certa altura dei-lhe um abraço e um beijo. Diz-me:

- Mãe larga o Ricardo.

 

É o principio do fim. 

Saber brincar tem ciência

Decidiu trepar o móvel da sala onde está a TV. O pai tirou-o de lá e ralhou com ele por dois motivos: tinha subido para o móvel; não estava a querer ouvir o pai.

No fim veio ter comigo:

- Mãe, o pai nã sabi bincar!

 

Este pai é de facto uma besta.

Ser avaliado por um puto de 2 anos...

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Sôtor meu rico filho está a demonstrar-se um extraordinário CEO. Gere os elementos desta equipa, seus subordinados com um punho de ferro numa mão e um chicote na outra.

Juro que há momentos em que o meu nome é Isaura e a minha profissão escrava, mas depois lembro-me que eu mando mais do que ele e tento impor a minha vontade.

Dá-se aquele momento a que conhecemos por: birra.

Nesta semana que passou, e após conviver mais horas com as nossas competências sôtor concluiu:

1. A mãe não sabe lavar o cabelo. É uma função de seu pai. Único elemento competente nesse campo.

2. O pai é incapaz no que respeita à secagem pós-banho. Esse é um trabalho onde a mãe brilha.

3. Sua mãe é incompetente no que concerne à preparação de biberão. Devendo ser o pai - independentemente do que está a fazer - que lhe prepare o petisco lácteo. Caso tal não seja possível aceita com enfado a preparação pela mãe, manifestando um «já contava», caso a temperatura não esteja do agrado.

4. O pai deverá ter as mãe tortas, porque a administração do leite é feita pela mãe. Sim, pela mãe. O próprio sabe manusear o equipamento, mas fingir ter perdido a mobilidade nos membros superiores sempre que isso obriga carregar o biberão cheio.

5. O pai não sabe dar a sopa. A mãe é a pessoa mais competente.

6. Nos últimos dias descobrimos que o pai também «na sabi bincar».

 

É assim que se constrói um gestor. Pena que eu tenha de ser uma das cobaias.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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