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Em busca da felicidade

Filme: "Manchester by the sea"

 

A impossibilidade de ultrapassar os embates da vida.

O peso da culpa.

A necesidade que o ser humano tem de mudar de pele, como os animais, trocar e isolar acontecimentos, guarda-los numa gaveta.

Fazer as pazes com a vida.

Os que continuam apesar da tragédia.

Os que se marcam e vivem em procura da punição que pensam merecer.

A vida, sem resoluções de series de televisão.

Porque na vida nem tudo corre bem, nem sempre fazemos as pazes, principalmente connosco.

 

 

Filme: "Bad Moms"

bad moms.png

 

 

“Hoje em dia é impossível ser uma boa mãe…”

 

Infelizmente bem verdade e a culpa é toda nossa, que nos deixamos pressionar pela sociedade, bem caladinhas, sempre à espera que ninguém aponte um dedo em nossa direção e diga que também não somos assim tão aptas.

Lembro-me de quando a minha mãe era mãe, nessa altura já não era fácil. Até porque, sejamos francas, quando é que é?

Mas hoje em dia?! Hoje em dia é impossível! Pretendem-se das mães, dos pais - mas com mais enfoque nas mães - um nível de capacidade sobre humana que não há humano capaz de suportar. É claro que os filhos refletem sempre muito do que têm em casa, da educação que recebem. Mas sejamos francos, não é a única coisa que conta e qualquer mãe que tenha 2 filhos (mínimo) sabe bem que isso é verdade.

Na casa onde fui criada éramos 4. A mesma mãe, o mesmo pai, as mesmas regras para umas coisas e a mesma falta delas para outras. O mais velho sempre foi mais calado e cumpridor, o logo a seguir sempre foi reclamão e reacionário, ainda hoje o meu velhote conta a história dele, montado no seu triciclo a oferecer porrada ao meu pai porque tinha dado uma nalgada ao meu irmão mais velho. O irmão antes de mim mais calado, fazia as asneiras à socapa. Mais rijo do que todos os outros juntos apesar de às vezes o pensarmos mais frágil. Eu, a faladora, a bicho do mato, a metida no seu canto reacionária, a boca de inferno, a que tem sempre resposta e não sabe quando já chega, a não ser que chegue onde queria chegar. A mesma educação. Pessoas diferentes.

Mas hoje quer-se acreditar que podemos moldar os miúdos, que os podemos vestir de determinada forma, que os enfiamos nos colégios e eles depois saem de lá capazes de dar a volta ao mundo e construir um triciclo que vai à lua.

 

Ninguém gosta de contar que adormece primeiro que os miúdos quando está a ler-lhe a história de adormecer e o miúdo tem de dar uma pantufada no livro para continuarmos a ler. Ninguém gosta de dizer que às vezes os miúdos vêm à casa de banho connosco quando temos de fazer um xixi, porque de outra forma ficavam aos gritos do outro lado da porta. Ninguém diz que lhe deu 8 gomas em vez de 3 porque assim esteve mais 5 minutos em silêncio. Ninguém se pode cansar de levar os miúdos às atividades de fim de semana, quando na verdade só queria estar ainda de pijama a ver TV e a coçar-se em todas as partes possíveis. Ninguém gosta de dizer que brinca porque não quer perder o momento, mas preferia um mojito e um solinho à beira da piscina. As férias em família são sempre maravilhosas, mas ninguém diz que são cansativas.

 

Amamos os nossos filhos mais do que tudo nesta vida. Dávamos todos os órgãos que temos no corpo por eles. Mas às vezes somos humanos, temos dias assim, e nesses dias só apetece apanhar uma piela forte e feia e ir dormir.

 

Adorei o filme. Vai sair o 2 e eu estou desejosa de ver.

 

Filme: "Collateral Beauty"

 

  

 

"We long for love, we wish we had more time, and we fear death..."

 

O que fazer quando a vida choca connosco? Quando nos tira o que de mais precioso temos? Seremos nós capazes de fazer as pazes com a realidade? Seremos nós capazes de aceitar a vida e viver com as marcas?

Permanecemos numa dormencia que mantem envoltos no que acreditamos fundamental. As carreiras, as casa, os carros, as roupas, as noitadas. Guardamos dias específicos por ano para celebrar o amor, para reconhecer a família, para deixar que o coração sinta o calor das pequenas coisas e nesses momentos assaltam-nos as frases feitas. Depois voltamos à nossa vida normal.

Os dias passam, as experiências percorrem o seu espaço no tempo e nós mal paramos para ver. Depois um dia a vida choca connosco e nós sentimos aquilo que sabíamos estar cá dentro mas abafámos durante tanto tempo. Questionamos o porquê da vida?, se o amor existe?, a razão da crueldade do tempo?, onde está a solução para esse flagelo que é a morte.

Desligamo-nos dos outros, ou tornamo-nos capazes de nos ligarmos a cada pessoa.

Um filme brilhante, repleto de atores fantásticos.

Um argumento muito bem escrito.

Vale a pena ler. Mas é muito mais importante pensar.

 

 

 

 

Filme: «Lion: a long way home»

 

 

Completamente arrebatador. Um desempenho extraordinário de Dev Patel. Uma estreia maravilhosa para Sunny Pawar.

Não vou contar a história, vou sugerir que vejam o trailer e que se sentem 129 minutos a assistir a este filme. Um murro no estomago. Faz-nos perceber como somos, na maioria, priviligiados. Que mais não seja porque temos o conhecimento e as oportunidades ao nosso alcance.

Chorei muito. Praticamente do principio ao fim. Isto depois de ser mãe há coisas que me são muito mais dificeis de aceitar.

 

 

 

Filme: Vaiana

Já disse que adoro filmes animados?

Que imaginação!

Que inveja contida a minha.

Vivia nesta ilha. A comer cocos e a pescar peixes. Faz-me lembrar a lagoa azul e de como sempre achei que eram tolos em querer sair dali.

As imagens do Vaiana são lindas. Fazem-me sonhar com uma cabana à beira mar. Uma vida de frutas e peixe grelhado, assim acabadinho de sair do mar. Recifes de cores que nem conheço.

Um sonho.

Um dia ainda faço como o Lenny Kravitz que vive numa roulote de luxo numa praia privada. Acorda para ver mar, areia, coqueiros e pouco mais.

Isso é que eu chamo de vida.

Ir à cidade só mesmo quando tem de ser e o tem de ser ser muito raramente.

 

Voltando ao filme. Aqui fica o trailer:

 

 

E a música que é bem gira:

 

A letra:

 

I've been staring at the edge of the water
'Long as I can remember
Never really knowing why
I wish I could be the perfect daughter
But I come back to the water
No matter how hard I try

Every turn I take
Every trail I track
Every path I make
Every road leads back
To the place I know
Where I can not go
Where I long to be

See the line where the sky meets the sea?
It calls me
And no one knows
How far it goes
If the wind on my sail
On the sea stays behind me
One day I'll know
If I go there's just no telling
How far I'll go

I know everybody on this island
Seems so happy on this island
Everything is by design
I know everybody on this island
Has a role on this island
So maybe I can roll with mine

I can lead with pride
I can make us strong
I'll be satisfied if I play along
But the voice inside sings a different song
What is wrong with me?

See the light as it shines on the sea?
It's blinding
But no one knows
How deep it goes
And it seems like it's calling out to me
So come find me
And let me know
What's beyond that line
Will I cross that line?

See the line where the sky meets the sea?
It calls me
And no one knows
How far it goes
If the wind on my sail
On the sea stays behind me
One day I'll know
How far I'll go

 

Filme: Eddie "The Eagle"

São tantas e tão poucas as coisas que se podem dizer sobre esta história. A superação humana. O trabalho, a dedicação, a vontade; acima do dito «talento».

Sei que me transformei numa mariquinhas pé de salsa.

Mas comovi-me várias vezes. Chorei várias vezes. Tapei a cara quando pensei que ele se ia partir todo.

Depois limpei as lágrimas e procurei-o no Google. Tem esta página. 

A vontade de facto pode ser mais forte que tudo.

 

 

Filme: Zero Dark Thirty

Adorei a forma como a história é contada. Adorei esta demonstração de que as mulheres não são seres frágeis; não são flores de estufa que precisam sempre de protegidas.

Adorei a escolha da Jessica Chastain. Um ar tremendamente angelical a contrastar com a frieza dos atos considerados necessários.

A rudeza apresentada sem receios por uma realizadora mulher.

Um filme de guerra com uma história bem contada.

A minha mente dividida pela «satisfação» de ver mulheres a desempenhar aqueles que foram durante anos os papeis dos homens; e incapacidade de entender o porquê da natureza humana ser assim. 

Não entendo a guerra. Não entendo a violência. Não entendo a necessidade de provocar a morte. A vida já faz isso sozinha.

A forma como em culturas diferentes da minha a morte é vista de forma tão «normal». O contacto com a violência como «prato do dia» de crianças da idade dos nossos filhos.

E nós passeamos no shopping alheios a tudo isto. Graças a Deus.

Um filme muito bem conseguido e que mereceu o óscar que lhe foi atribuído. Só tenho pena que tenha de ter sido verdade (não pela morte de um terrorista, claro, mas por tudo o que aconteceu para que a sua morte se tornasse necessária).

Na minha modesta opinião.

 

 

Um filme e um Livro: A rapariga no comboio

O livro estava em todos os escaparates, assim como quem nos obriga a olhar para ele. Tinha vendido mais de um milhão de cópias. Mas eu normalmente não me deixo levar pelo que as outras pessoas compram. Por isso fui adiando a compra, sempre a pensar que «lá porque toda a gente gosta não quer dizer que seja bom». As criticas eram fantásticas em qualquer quadrante. E eu, depois de ver o trailer do filme decidi comprar o livro.

Gosto sempre de ler o livro antes. Normalmente é melhor. Gosto que me contem a história.

Quando peguei no livro para ler as primeiras páginas, mesmo antes de comprar, fiquei com a nítida sensação de que ia gostar. Adoro livros em que os capítulos «são» a visão das personagens. Livros em que várias personagens nos contam a história vista da sua perspetiva.

É assim o livro.

Pelo caminho achei que sabia quem era o responsável pelo menos 5 vezes. Não acertei em nenhuma. Ou melhor, ainda tive uma leve sensação mas a escritora conseguiu sempre mandar-me «olhar para o lado».

A história é envolvente e estamos mesmo à espera de chegar ao fim para saber como tudo aconteceu.

Muito bem escrito e de uma criatividade incrível.

 

Esta semana saiu para os TV Cines o filme. Vimos.

O livro é sempre melhor, mas neste caso o filme está muito bem conseguido. É complicado colocar a perspetiva de vários personagens em pouco mais de 90 minutos, mas o argumento e a realização conseguiram fazer isso mesmo.

Adorei. Só uma das personagens não foi ao encontro do que eu tinha imaginado. De resto bateu tudo certo.

A Emily Blunt faz um papel extraordinário, incorpora perfeitamente a personagem.

Um filme que vale a pena ver, sem margem para dúvida.

 

 

 

 

Filme: O homem que viu o infinito

Baseados em factos reais este filme conta a história do matemático Ramanujan. Um desempenho brilhante de Dev Patel.

Um filme excelente.

Tenho apenas pena que as mentalidades que proliferavam em 1920, estejam tão vivas em 2017. 

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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