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Em busca da felicidade

Uma música - uma história #5

 (O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado)

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Pai consegue pôr a mala no carro ou quer ajuda? – Estava distraído mas saí do meu torpor quando ouvi chamarem por mim, Pai. Engraçado como a cabeça se habitua e desabitua aos nomes porque nos chamam. A maior parte do ano não chamam por mim. A vida é complicada, eu sei. Há o trabalho, há os miúdos, há os afazeres da vida e o que faz um velho o dia inteiro em casa?!

Fica melhor assim, pai, com pessoas da sua idade. – Pessoas que eu não conheço e nunca vi. Como se eu tivesse perdido a minha capacidade de pensar, como se estivesse inerte. Pessoas da minha idade, como se fossemos diferentes das outras pessoas só porque somamos mais anos. Como as crianças que são afastadas dos temas dos adultos quando a conversa é, para os adultos que a têm, demasiado complexa. Em crianças não sabemos que chegue para fazer parte, quando envelhecemos perdemos a capacidade de achar. Somos velhos e as nossas ideias são velhas. Fraldas, rabos por limpar, arrastadeiras e dentes na mesa-de-cabeceira. É assim que se veem os velhos. Já não são úteis à sociedade, nem à família, nem a ninguém.

Eu e a minha Amélia tínhamos planeado passar a velhice juntos. Uma casa perto da dos filhos, ajudar a cuidar dos netos. Ver os netos crescer e mimar o que não mimamos os filhos. A Marta conseguiu emprego longe e quis ir viver perto dos pais do marido. O Paulo ainda ficou aqui por perto, mas nunca se quis casar, gosta muito de ter a vida dele. Não quer compromissos, pelo menos é o que ele diz. Foi o que me disse há dias atrás quando me cumprimentou na noite de natal. Nem sei se me conhecia bem. Então pai como está? – Estou bem obrigada e tu como tens andad… - e assim ficou pendurada a pergunta, Já estava a ver lá o e-mail dele. Não quis incomodar. Devem ser coisas importantes do trabalho.

Eles pensam que eu não percebo nada mas lá onde estou vamos à internet, tenho conta de facebook e tudo. Mas não lhes mandei pedido de amizade, podem não ter tempo de aceitar, podem achar que me quero meter e não quero. Vem cá jantar pelo natal pai? Tá bem?

Tá, claro que está. Foi a nossa conversa quando a Marta me ligou há dias para me ir buscar. O natal lembra o melhor das pessoas e vão sempre buscar-me para cá passar uns dias. Ver os miúdos, trocar umas prendas, contar peripécias. Eu sento-me sempre na mesma cadeira e ouço. O pai do meu genro tem sempre histórias mirabolantes para contar. Eu sou um homem simples. Levei uma vida simples. Eu e a minha Amélia. Só queríamos ver os miúdos a crescer, a casar, a ter filhos. Tomar conta dos netos. Os netos. Lindos os meus netos, a Constança e o Guilherme. Lindos como os seus nomes.

Um dia hão de ir visitar o avô sim? O avô gostava muito. – Disse-lhos no ano passado. Não têm tempo. Ficaram sem jeito. Olharam um para o outro e não tinham tempo. Percebi que até gostavam de ir, mas têm as coisas deles e não podem perder tempo com velhos porque ser jovem dura pouco, ser velho é que parece uma eternidade. Se calhar é porque não tenho muito para fazer. Pouco para conversar. Lá fazemos jogos e temos “atividades”, uma espécie de colégio com alunos cheios de artrose. Valem-me os livros. Mantém-me vivo. Leio os meus e os da minha Amélia. Íamos ver os netos a crescer.

Quando soube que a Marta ia viver para longe perdeu anos de vida. Tinha o sonho de ter os filhos perto.

Porque não ficas ao pé da mãe filha? Ajudamos com os meninos! – disse-lhe – Aí mãe, os meninos vão para o colégio e os meus sogros ajudam com o que fizer falta. Tenho de sair daqui, evoluir mãe. Entende?

Não entendia. Nunca entendeu. Porque raio evoluir tinha de ser longe?

Vimos os netos de quando em vez. E numa manhã de primavera a Amélia partiu. Fiquei eu. Eu e o tempo que sempre me faltou, veio para me fazer companhia todo o dia, como quem diz, tanto pediste pelo tempo, ora agora aqui me tens!

E tenho. Tempo é coisa que não me falta. É estranho, tenho o fim da vida à porta e o que não me falta é tempo, se me perguntassem aos quarenta dizia que era o que mais falta me fazia.

Há um silêncio estranho quando olham para mim, uma culpa que ninguém deve ter. A vida é assim, quem quer um velho em casa? Um velho a meter o bedelho e a estorvar. Sempre que se contorna o frigorífico lá está o velho, ao sair da casa de banho, ao entrar na sala. A ver televisão. E se o velho adoece, quem lhe muda as fraldas?

Vamos pai? Está pronto? – Estar, não estou, mas é a vida. Passei a vida a dizer que é a vida. E é, cada um com o seu destino.

Calho a ser promovido um dia e hoje morava mais perto, como os sogros da minha filha. Viajam eles. Eu vou à terra, quer dizer…ia.

É o que mais me custa, não sair. Não passear para onde me apetece. Temos espaços e jardins e até fazemos excursões. Mas não é passear.

Entre no carro pai. Temos de ir. – Pois temos. Quer dizer tu tens. Eu podia fazer o que me apetecesse, mas não pode ser. Não posso arranjar dificuldades. Às vezes penso que havia de fazer birra como os miúdos. Afinal de contas levam-nos tão a sério a uns quanto a outros. Mas não, sei que ainda sou crescido.

O carro arranca e lembro-me da minha Amélia, do dia em que a Marta nasceu e dos planos que fizemos. Do dia em que o Paulo nasceu e compramos uma casa maior. Poupámos mais. Um quarto para cada um. Como eramos felizes. No dia em que cada um partiu e na cor cinzenta que tomou conta da minha Amélia, que ia criar os netos e viver perto dos filhos.

Mas fica para mim. No meu silêncio. Na vida que ainda vivo com a minha Amélia enquanto olho pela janela do meu quarto, nos dias de sol, nos dias em que as mocinhas lá me perguntam. – Então, estão tão caladinho, está a magicar alguma?

Não estou. Estou a viver o meu silêncio. Aquele de que é feita a minha vida quando se apaga o barulho de fundo.

 

 

 

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Have yourself a merry little Christmas

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 (O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado)

 

As ruas estão preenchidas pela azafama feliz dos que comprar os últimos presentes de natal. As luzes brilham como se a vida se passasse dentro de uma bola de cristal, cuidadosamente pendurada numa árvore quase perfeita. A neve cai ligeira e adorna os gorros de quem passa. Cai quase numa suave melodia de inverno.

Páro em frente à loja de brinquedos e torno-me mais uma vez na criança que fui um dia. As luzes, os comboios e as bonecas. Espreito pela pequena fresta e vejo as famílias. Os pais procuram os presentes que os olhos dos filhos dizem ser os favoritos. As que o pai natal vai entregar naquela manhã nevosa de dia 25. Antes mesmo de saírem para construir o boneco de neve, com o nariz que é uma cenoura velha e os olhos, que, quem sabe, serão este ano dois botões de um casaco velho.

O mesmo chapéu de sempre.

Atrevo-me a entrar.

- Precisa de ajuda.

Aceno que não.

Só quero ver o rosto das crianças que correm pela loja. Cada uma com dois brinquedos, um em cada mão. Ansiosos por mostrar aos pais o que mais desejam. A menina, de saia aos quadrados e laço de cetim. A que ainda não largou a mão do pai, a que estende o dedo na direção da boneca que está na prateleira mais alta.

A musica de natal ouve-se em toda a loja. Não há chatices, nem as crianças brigam.

- Sobrinhos ou filhos? – diz a vós a meu lado.

- Como?

- Parece-me nova demais para filhos…de qualquer forma…sobrinhos ou filhos?

- Ahhh, nem uma coisa nem outra.

- Eu, sobrinhos. Raio dos miúdos querem tudo.

Sorrio e penso em dispersar.

- Não me quer ajudar?

- Como?

- Ajudar-me. Precisava de uma mão feminina que me ajudasse.

Sorri. Ajudei-o a escolher a boneca para a sobrinha. O comboio para o afilhado.

Saímos da loja juntos. Eu de mãos a abanar.

- Bebemos um café?

Acenei que sim. Quem sabe o meu presente de natal.

 

O gira discos chega ao fim da música e abro os olhos. Encontro a nossa árvore velha, as mesmas bolas e as mesmas fitas. Por baixo não há presepio. Na televisão passam os mesmos programas de todos os anos, aqueles que tu já não conseguias ouvir.

Pus a mesa para nós. Nós e a nossa música de natal.

Lá fora neva, tal como no dia que nos vimos pela primeira vez.

O filho está bom, foi passar o natal com a família da mulher. Diz que é uma casa grande, gente de bem. A filha está para fora, sabes disso. A vida aqui está difícil. Quis pagar-lhe o bilhete mas conheceu alguém para lá e quer um natal diferente.

Entendo.

As minhas irmãs lá estão. Já me ligaram a desejar boas festas.

A Lola faz-me companhia. Este ano comprei-lhe um fato vermelho, coçou-se um bocado mas depois lá percebeu que é quentinho.

Fazes-me falta tu.

Fazer bacalhau para um é esquisito. Mas fiz. Porque tu estarás sempre cá.

Olho para as bolas de natal e lembro-me do dia em que bebemos o nosso chocolate quente depois de nos escondermos da neve que depois de ligeira se impôs. Ou porque nos queriamos esconder do mundo para um momento só nosso.

Lembro-me de conversarmos como se nos conhecêssemos há mil anos. Naquela cafetaria velha, chocolate quente a aquecer as mãos que teimavam em estar frias.

Fecho os olhos e dançamos outra vez no meio da rua ao som da música que saía das lojas. Debaixo da neve.

- Posso ver-te amanhã outra vez? – perguntaste.

Beijei-te e soubeste que sim.

Pediste-me para trocarmos presentes.

- Aqui, agora.

- Não tenho nada para dar à troca.

- Tens. Quero o teu numero de telefone. Quero poder ligar-te.

Dei-te o meu número e, em troca deste-me a boneca que tinhas comprado. Não havia sobrinha nenhuma.

Nem sobrinho.

Tinhas entrado na loja para falar comigo. Contaste-me anos mais tarde.

- Entrei na loja porque vi o que mais queria este natal. E todos os outros. Tu.

 

Levanto-me da cadeira que sempre foi tua. Ponho a nossa musica no gira discos. Aquela que sempre dançamos no natal. Com a casa cheia ou só nós dois, como nos primeiros natais e nos últimos. Os momentos em que estamos sempre por nossa conta, não é? No principio e no fim.

Fecho os olhos e finjo dançar contigo. Se apertar bem os olhos ainda consigo sentir os teus braços em torno de mim.

A boa boca encostada ao meu ouvido e uma musica num sussurro….

Have yourself a merry little Christmas

Let your heart be light

 

 

50 Sombras de Grey - Parte IIII

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Acabei na passada 6ª feira a saga 50 Sombras de Grey e, tal como os humoristas têm feito com o Éder, retratando-se de todas as vezes que disseram coisas menos boas em relação aquele pé de ouro, também eu me venho aqui retratar por todas as vezes que fiz pouco desta história. Sim mete umas chibatas. Sim o moço é podre de rico. Podre de giro. Podre de culto e amarra a moça umas poucas de vezes.

Mas a verdade é que há muito amor. E consentimento.

A história está bem conseguida. O homem perfeito que faz tudo pela mulher amada, mas que afinal de contas tem alguns segredos mais obscuros. Um passado deprimente. Uma cabeça feita em merda.

Sonhar é assim. Criar histórias é isto. É poder dar tudo a alguém. Fazer de um personagem aquilo que as nossas mais loucas fantasias querem que ele seja.

A realidade é a vida. É o dia a dia com o emprego de todos os dias.

O fim é feliz. E eu gosto muito de um final feliz.

Em resumo é uma história bem conseguida, ainda que tenha de ter atravessado mais de 1500 páginas até ver o fim. O que é bom. Quando cheguei ao fim confesso que lia mais um nadita da história.

Entretanto saiu o “Grey”. Que pelo que já pude ler é basicamente a história contada da perspectiva dele. Que na verdade nunca soubemos qual era.

Estou tentada a comprar.

Perceber o que é que este jeitoso cheio de guito pensa naquela cabecinha marada!

 

(50 Sombras de Grey - Parte I e II, aqui)

A fragilidade dos nossos dias

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Passamos os dias à procura de momentos que lhe deem razão. Que façam valer a pena tudo o que fazemos sem ter vontade. Sonhamos com um amanhã melhor, com o amanhã desejado. Sonhamos com o dia em que vamos ter dinheiro para aquela casa com um pedaço de relva atrás, onde vemos os filhos a brincar nas tardes de verão, entre a piscina de plástico e a manta de piquenique improvisada. Idealizamos o dia em que temos idade que chegue para a reforma, com sorte antecipada, o dia em que os filhos estão crescidos e compramos a autocaravana que tínhamos visto 20 anos antes. Sentamo-nos na cadeira do condutor e começamos a nossa viagem pela Europa.

Sonhamos.

Apontamos os nossos sonhos num pedaço de papel. Pode ser que dessa forma não nos esqueçamos de realizar nenhum. Pode ser que dessa forma fiquem presos e não nos consigam fugir.

Apontamos como se dessa forma garantíssemos que se realizam.

Não pensamos que a vida pode acabar de um segundo para o outro. Não faz sentido. Porque não haveríamos de chegar a velhos? Fazemos tudo certo. Comemos o que os médicos mandam. Deixámos o tabaco e até já corremos.

Mas há qualquer coisa que não corre como esperado.

Trinta anos, um jogo de futebol entre amigos e o fim chega de forma inesperada.

Procuramos perceber o porquê. Não faz sentido a partida de alguém tão novo. Tinha certamente sonhos para preencher. Coisas que tinha planeado fazer. Pergunto-me se alguma vez deixou de saltar de paraquedas com medo que ele não abrisse. Procurando garantir que a vida se alongasse. A ironia estupida desta vida.

Será que alguma coisa do que fazemos para a fazer mais longa vale de facto a pena?

Com trinta e três paro para pensar como pode acontecer a qualquer um de nós. Não vou à Austrália porque tenho medo que o pássaro se afunde no meio do oceano. Mas se a história tiver de acabar não acaba em qualquer lado?

Penso nas coisas que quero fazer, no que quero ver, no que quero viver e tenho dificuldade em adormecer. Porque tenho medo de não acordar. Tenho dificuldade em prestar atenção a outros assuntos. Daqueles que no fim do dia não salvam nenhuma vida nem trazem sorrisos ao rosto de ninguém. Penso em como gostava de ter uma casa diferente e deixo sempre para outro dia. Penso em como quero estar mais tempo com o meu filho mas vão sempre aparecer outros motivos para ter de trabalhar mais. Penso que queria tanto comprar aquela autocaravana e viajar pela Europa. Será que alguma vez o vou fazer.

Penso no sonho da minha vida. De chegar a velhinha de braço dado com o meu velho. Os dois corcundas e os netos a gritar por toda a casa.

E percebo como tudo isso depende da sorte de cada um. Será que a tenho?

Penso e sinto uma impressão no braço. Que porra pode ser esta? Ontem queria deixar-me dormir e não conseguia. Que impressão é esta? Vai e volta. Vai e volta.

A minha cabeça com medo. Que coisas más acontecem a boas pessoas. E era tão novo que não quero acreditar.

Penso naquela mãe e abraço o meu filho com mais força antes de sair de manhã. A dor que nenhuma mãe devia sentir.

Os sonhos de netos que não se vão ter. Os sorrisos que não se vão mais viver. As histórias que já não vão haver para pensar.

Penso em nada e em tudo ao mesmo tempo.

Penso no que raio estou aqui a fazer. Nas minhas escolhas e se as que fiz me fazem feliz. Nem todas.

Remoo na minha cabeça as opções. Percebo que por mais que queira gritar e virar a vida do avesso para viver é preciso fazer o que não apetece. Percebo que não é justo. Que passamos mais tempo da nossa vida em castigo que em alegria.

Queria ter mais tempo. Queria ter mais tempo para garantir mais minutos com os que mais amo. Mais horas felizes. Mais memórias para encher a única coisa que um dia levo comigo. O que os meus olhos já viram. O que o meu coração sentiu. O que a minha alma viveu.

Hoje deu-me para isto. Para a nostalgia. Para o sentimento. Para pensar no valor daquilo com que gastamos o que de mais precioso temos. O nosso tempo.

Apetece-me levantar e dizer “por hoje por mim já chega”. Ir buscar o meu filho e passar o dia com ele no parque. Gozar o sol. Ver as gracinhas e guardar cada abraço.

Mas a vida nem sempre é como se quer. Por isso aguento. Que amanhã é feriado e, se Deus quiser, vai haver tempo para todas essas coisas.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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