Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em busca da felicidade

Não há nada como um homem agarrado ao varão

Uma pessoa passa meses em que decide que não vai escrever mais num sitio. Mas depois a vida traz-lhe acontecimentos à porta e a pessoa fica com ansiedades de desconstruir todo um rol de cáca mental que se lhe apossa da mente.

Hoje uma colega de trabalho lembra-se de contar, a plenos pulmões e em sede de departamento com elementos tremendamente estudiosos do comportamento humano, que esteve no fim de semana passado num jantar onde estava um moço (pelos vistos bem apessoado) que é instrutor de Pole Dance.

 

Esclarecimento que ando cá é para ensinar

Para quem não sabe o Pole dance é a também conhecida dança do varão, em que a pessoa depois de passar bem as mãos por farinha - por vias de evitar o esfrangalhamento das faces caso se agarre ao pau e a mão escorregue – se agarra a um pau de ferro e procede a um conjunto de acrobacias (também conhecidas por macacadas sensuais). É um género maioritariamente conhecido (e apreciado) pelos homens, envolve sempre a colocação de notas na roupa interior de outra pessoa (só não envolve quando o tipo é um forreta e acha que por ter pago a bebida já não gasta mais nada no bar de cores duvidosas).

 

Ora dizia então esta colega - que prontamente se disponibilizou para procurar uma fotografia do moço, que por sua vez se encontrava em tronco nu, tremendamente sarado e dificultando que uma pessoa lhe avaliasse as qualidades faciais – que este belo espécime do sexo masculino é apenas instrutor e que aquilo é mais difícil do que parece. Que o moço é perfeito, dança, tem um sorriso magnifico, tem um corpo “ufa” (ou lá o que isso significa) e ainda gosta de animais. Até porque o dito quando não está agarrado ao varão de sunga ou seminu nas suas fotografias do Facebook, traz debaixo do braço um belo cãozinho pequeno que trata com carinhos vários.

Um mimo.

 

Eu, de pessoas ceptica que sou, vejo-me a braços com o pensamento, “mas para que raio serve um gajo que se agarra a um poste nos tempos livres?”

É que isto de estar casada há quase 10 anos faz com que uma pessoa se veja na necessidade de pensar nas coisas pelo seu lado mais prático. É possível que em tempos pudesse achar interessante ou até engraçado um individuo que fizesse macacadas com um poste. Hoje, não há nada mais sensual que chegar a casa e ver o homem agarrado ao aspirador. Ali a aspirar forte e feio o chão. O sentimento de descanso que se tem quando se percebe que já não há pelos dos cães a cagar o chão todo. E mais, que a tarefa não sobra para uma pessoa.

Ah, mas e então e de avental nú a fazer o jantar?

Pessoas, minhas. Tucanos tontinhos de meu coração. Antes de mais o asseio. E aquela coisa das nove semanas e meia com comidinha da boa espalhada pela pessoa abaixo é coisa para me deixar cheia de comichões. Depois, com a idade a fazer-se notar uma pessoa gasta mais nos biológicos. E andar a brincar com aboboras bio é coisa de quem ganha mais que eu ou de quem não sabe o quanto a vida bio custa.

 

A minha incapacidade de avaliar arte

loving-vincent-vangogh-animated-oil-painting-movie-breakthru-trademark-films-fb__700-png.jpg

 (imagem retirada da net, gostava muito de ter um em casa, o qual já teria vendido para ter uma vida mais desafogada, mas não tenho. Uma obra de um dos poucos pintores que sei apreciar)

 

Gostava de conseguir olhar para um quadro e sentir o que algumas pessoas dizem sentir (ou sentem mesmo) quando olham para um quadro, para uma escultura, etc. Gosto de quadros, confesso que tenho algum apreço por um senhor que quase ninguém conhece que é Picasso, mas de resto penso, sinto, sinto, penso e nada.

Quer dizer, a avaliar bem, os quadros da Paula Rego também me dizem qualquer coisa. Consigo perceber a história que contam. Mas depois há aqueles (de outros pintores cujos nomes desconheço) que são só traços e pintas e que não entendo. Quase dá a ideia que aquelas eram telas em que o pintor esteve a limpar os pincéis e que quando alguém da galeria foi levantar, um qualquer critico super intelectualoide, achou que aquele tinha sido um rasgo de sentimentos. Depois, dá-se aquele fenómeno meio amacacado, aquele em que quando alguém que os outros acham ser mais gente, ou mais entendido, vem dizer que aquilo é arte e depois todas as ovelhas dizer “ahhhh, sim, vejo, vejo, o sentimento, a dor”.

O pintor, esse, depois de lhe chamarem arte à tela borrada e de lhe acenarem com dinheiro e de o carregarem em ombros pelos sentimentos que fez sentir com aquela tela, percebe que mais vale estar caladinho.

Faz-me sempre lembrar aquela história do tipo que deixou um óculos pousados no chão de um museu e quando voltou para os ir buscar, toda a gente tirava fotos a dizer que era magnifico. Nem sabiam o quê. Ou como as pessoas entrevistadas no Lisboa fashion que sabiam as cores que gostavam de “estilistas” inventados por quem as entrevistava.

Tudo tem que ver com a pessoa que avalia. Com o que os outros - e dependendo de quem está a achar – acha daquilo que é feito.

Vou dar um exemplo.

Se eu, na sequência de uma conversa com a minha psicoterapeuta (que não tenho mas às vezes até me fazia bem) chegasse à concussão que pintar era coisa para me descontrair, e, em resultado disso pintar um quadro com 3 pintas, aquela tela não passa disso, de um quadro com 3 pintas. A família vai achar que é bom eu estar a seguir os conselhos da psicoterapeuta e talvez, apenas talvez, dependendo das cores das bolas, ainda se arranja uma parede refundida lá em casa para pendurar. Não como arte mas como forma de superar os meus demónios.

Se um qualquer pintor conhecido (não me lembro do nome de nenhum vivo) calha a pintar o mesmo quadro tudo muda. A pinta da esquerda é dor, a do meio o sofrimento e a da direita representa o recalcamento da raiva que o pintor sentiu quando a tia Clotilde lhe deu uma galheta na sequência de ter andado enfiado dentro das capoeira a sacar as penas às galinhas.

Tem tudo que ver com quem avalia.

É como o que se escreve, o que se canta.

Tinha um puto amigo na escola que dizia que quando uma banda começava a ser muito conhecida deixava de gostar dela. Não porque a musica piorasse, nada disso, era só porque já havia muita gente a gostar. Como se, caso a banda de afeição fosse uma coisa que quase ninguém conhecia o tornasse mais exótico. Mas não tornava, pensando hoje bem na coisa, só fazia dele parvo.

 

É como quem vai a exposições e acha apenas que é tudo “tremendamente qualquer coisa” porque “bué” não se usa numa galeria d’arte.

 

Podem seguir os meus devaneios e palermices no Facebook ou seguir-me no Instagram.

Também podem subscrever os posts por e-mail aqui em baixo.

 

Como cancelar a inscrição no ginásio

Atleta+cansado.JPG

 

 

(a Maria dirige-se à receção do seu ginásio)

 

Senhora do ginásio – Boa tarde.

Maria – Boa tarde. Olhe eu pretendia cancelar a minha inscrição no ginásio. Já passou o período de fidelização que era de um ano.

Senhora do ginásio – Pois, compreendo. Deixe-me ver as suas condições.

 

(A Maria aguarda)

 

Senhora do ginásio – O seu contrato renova automaticamente a cada 6 meses, pelo que só pode cancelar daqui a 3.

(sorriso de quem já lixou mais um)

Maria – Pois, mas eu vou trabalhar para longe e não faz sentido manter a inscrição. Creio que isso está previsto nas condições.

Senhora do ginásio – Está sim, senhora. É só trazer uma declaração da empresa e procedemos ao cancelamento.

 

(a Maria pede uma declaração no trabalho e volta para cancelar a inscrição)

 

Senhora do ginásio – Boa tarde.

Maria – Boa tarde. Estive cá há pouco e queria então formalizar o cancelamento da minha inscrição no ginásio.

(a senhora lê com atenção o documento e devolve-o à Maria).

Senhora do ginásio – Peço desculpa mas a informação que aqui consta não é suficiente para cancelarmos a inscrição. Necessitamos de saber a morada completa do seu novo posto de trabalho.

 

(a Maria recebe o documento e volta a pedir à empresa que lhe passe uma declaração, desta vez com a morada da empresa. Volta ao ginásio)

 

Senhora do ginásio – Boa tarde.

Maria – Sou eu outra vez, tenho aqui a declaração com a informação adicional que me pediu.

(pára a ler o documento, vai ao computador e devolve a declaração)

Senhora do ginásio – Está com sorte, não precisa cancelar a inscrição, temos um ginásio a 49 km do seu emprego. Poderá ir lá treinar.

Maria – A 49 km? Isso não me dá jeito nenhum.

Senhora do ginásio – Terá de dar. Porque o seu contrato diz que só pode cancelar a inscrição se for trabalhar para alguma localização onde, num raio de 50 km, não exista nenhum ginásio nosso. E no seu caso tem sorte. Há um a 49 km.

(a tipa do ginásio mascava lentamente uma pastilha e sorria com prazer)

Senhora do ginásio – Assim, ou vai trabalhar para outro sitio, ou então tem algum problema médico que a impeça de treinar.

 

(a Maria vai ao médico, pede uma declaração onde este atesta os seus problemas de coluna e de como devia evitar fazer treinos intensos. Com a declaração médica volta ao ginásio)

 

Senhora do ginásio – Boa tarde.

Maria – Boa tarde. Quero cancelar a minha inscrição no ginásio. Tenho aqui a declaração médica.

(a tipa do ginásio lê o documento com atenção, vai ao computador, volta e devolve a declaração)

Senhora do ginásio – Está com sorte, temos aqui atividades muito boas para o problema de saúde que tem.

Maria – Mas eu não quero fazer atividades mesmo boas. Quero fazer o que o meu médico mandou. E por isso quero cancelar a inscrição no ginásio.

Senhora do ginásio – Compreendo. Mas com o problema de saúde referido não é possível cancelar a inscrição. Está no contrato.

Maria – Como assim?

Senhora do ginásio – Tem: problemas cardíacos, ossos fraturados, doenças cronicas, traumatismo craniano ou alguma forma de psicose?

Maria – Não, tenho problemas de costas.

Senhora do ginásio – lá está…

Maria - Lá está o quê?

Senhora do ginásio – Não está abrangido...

(a Maria já ia a sair e voltou atrás)

Maria – Só mais uma pergunta…psicoses? Não percebi…

Senhora do ginásio – Malta que lhe para a boneca e pesos não corre bem. Se lhes dá para acertar com um haltere em alguém é uma chatice.

 

(a Maria transtornada sai desvairada do ginásio, não olha quando atravessa a estrada e leva uma valente passa de um mata-velhos. Fratura 4 costelas, parte uma perna e leva 10 pontos na cabeça. Quando sai do hospital, ainda de moletas volta ao ginásio com uma nova declaração médica)

 

Senhora do ginásio – Boa tarde.

Maria – Quero cancelar a minha inscrição. Está aqui a declaração médica.

(a tipa lê tranquilamente a declaração, vai ao computador e devolve a declaração)

Senhora do ginásio – Está com sorte. É uma situação temporária, pelo que, caso se resolva até ao período destes 6 meses, pode sempre voltar, se não for assim, pode sempre cancelar 30 dias antes deste período de 6 meses.

(a Maria fica louca da marmita e arreia duas valentes arrochadas com a muleta direita na tipa do ginásio. É retirada à força e escoltada pela policia)

 

(uma semana mais tarde recebe em sua casa uma carta do ginásio)

 

“Face ao sucedido nas nossas instalações, vimos por este meio informar que não é bem vinda em nenhum dos nossos ginásios por tempo indeterminado. Melhores cumprimentos."

 

O banho ideal demora 3 minutos

banho.png

 

De acordo com a Quercus o banho não deveria demorar mais do que 3 minutos, e pensando bem, é tempo mais do que suficiente para uma pessoa de guedelha mediana se despachar. O problema é que está frio. E uma pessoa pára em frente à banheira, sustendo a respiração, assim como quem vai mergulhar no mar gelado. Liga o chuveiro com a certeza de que não demora mais de dois minutos. Mas depois passa o chuveiro de aguinha quente no lombo, ali bem na zona da cervical, e sabe-lhe bem.

Então a pessoa deixa-se estar. Só assim mais um bocadinho.

E depois a vontade de sair fica igual à vontade que tinha de entrar. Então sustem a respiração e fecha a água. Veste-se à pressa e percebe que não se barrou com creme. E que não vai para nova. E que qualquer dia escama como uma sardinha.

Vale-me o pijaminha polar. Essa é que é essa.

Consultas médicas no Google

Estava eu com comichão na palma da mão esquerda e vai de ir ao Google para ver se tenho motivos para me preocupar. Isto de ser hipocondríaco faz com que não tenha tempo de esperar por uma consulta de um médico tradicional, daqueles que são pessoas que vemos e têm consultório.

Numa breve pesquisa ao Google percebo que posso ter um problema chato, mas depois de ler bem apenas se confirma se estiver com as palmas das mãos bem vermelhas e a criar bolhas e o Diabo a quatro. Quer dizer, primeiro dão cabo da tensão arterial de uma pessoa com a ansiedade nos píncaros e depois é que explicam que não é só coçar assim sem mais nem menos.

De acordo com outros 3 sites diz apenas que tenho algum dinheiro para receber.

Deve ser mais este.

(lixado é se fosse na direita, que tinha dinheiro a pagar)

Eu sou o monstro das manhãs

me.jpg

 

Não sou uma pessoa das manhãs. Ou como diriam os americanos “i’m not a morning person”. Aliás, sou o completo oposto. Acordo, praguejo, levanto-me 20 minutos depois porque o Nuno insiste. Vou à casa de banho e lentamente vou arrumar as coisas para o pequeno almoço e a mala do almoço. Preciso que os outros habitantes da casa me contornem e evitem dirigir-se a mim.

Nesse momento estou a tentar lidar - recorrendo ao único neurónio disponível - com a frustração de não poder acordar ao sabor do nascer do sol. Arranjo forças para sorrir a sôtor porque afinal de contas ele é ainda mais importante que o sol. Quando ele acorda nasce o meu dia.

 

Sôtor é assustadoramente meu filho e tem mau acordar como a mãe. Entendemo-nos lindamente de manhã. Normalmente só corre menos bem se um de nós estiver mais acordado que o outro. Ambos partilhamos o desejo de voltar para a cama. Tal como fizemos todos os dias nos primeiros 4 meses de vida dele.

 

Quando alguém impede este mecanismo de combustão lenta o meu cérebro entra em colapso e o único neurónio ao serviço levanta-se, vai até à primeira parede que encontra e fica lá, a bater com a mona proferindo o mesmo mantra “fuck, fuck, fuck-fuck-fuck, fuck, fuck, fuck-fuck”. Isto só se remedeia quando outro neurónio percebe que a torre de comando está ao Deus dará e manda reforços. Um neurónio para substituir o que está marado, duas neurónias enfermeiras, um colete de forças e um neurónio psiquiatra que diz “está a ter uma crise psicótica. CHOQUE” e levam-no já inconsciente para uma sala almofadada onde dorme 5 dias para depois ser acompanhado por dois ou três meses procurando evitar a situação que funciona como trigger aos momentos de crise.

Nessa altura o nerónio ao serviço manda comprar pão de Centeio com manteiga para remediar a situação.

 

As frases inspiracionais do Facebook

images (1).jpg

 

Abri conta no Facebook porque me tinham dito que dava jeito ter conta para seguir algumas páginas de promoções e de informação e coisas desse género.

Mantive a conta do Facebook porque fiz like a montes de páginas de animais fofinhos e passou a ser um mecanismo de relaxamento ao longo do dia, numa espécie de substituição do cigarro. Ia ao Facebook, via os gatinhos fofinhos ou os cãezinhos bebés e ia ficando mais animada. Qualquer coisa como “olha um gatinho, like, olha um gatinho, like, olha um gatinho like, olha o relatório, tem de like”.

Depois descobri que me dava jeito ter uma página de Facebook para o blog, sempre acabo por granjear mais alguns leitores, ainda que nem sequer tenha chegado aos míseros 100 likes. Uma calamidade.

Mas adiante.

Hoje em dia evito ir ao Facebook. Dou lá uma volta p’aí uma vez por semana e trago trauma que chegue por, no mínimo, 5 dias. São demasiada frases inspiracionais e aquilo tende a dar-me conta dos nervos. É uma espécie de síndrome de barriga inchada, em que a pessoa acorda com a barriga lisa e depois ela vai inchando ao longo do dia, mas para a irritação. É uma irritação inchada, vá! Parece que toda a minha gente tem uma espécie de filosofo-ó-mago dentro de si, com frase redundantes que têm por objetivo alegrar a vida de uma pessoa mas que quando a merda chega ao nariz (quando chegamos à fase da merda já o verniz foi com o caraças) só nos dão é vontade de dar cabo da canastra de quem se lembrou delas. Parece que uma pessoa hoje não pode dizer que está a ter um dia fodido, porque todos os copos têm uma parte meio cheia, nem que seja o facto de a pessoa estar vida.

Pessoas, news flash, estar vivo é fundamental para sentir cenas, mas muitas vezes é manifestamente insuficiente para uma pessoa estar alegre. Há momentos até, em que uma pessoa para se sentir alegre só lá vai depois de botar abaixo uma de tinto. E estou a apontar por baixo.

 

Hoje de manhã decidi que devia dar uma volta ao Facebook. A fila estava mesmo supimpa, havia chuvinha mas o tempo estava melhor, e não me fazia mal nenhum apanhar uns gatinhos para fazer uns likes. Aceitam-se gatos que fazem miau e gatos que dizem “Oi!” desde que os últimos se apresentem apenas cobertos na parte inferior e mostrem de forma clara que o ginásio é a sua segunda casa. Se não cumprirem estes requisitos, por favor vistam-se e, melhor ainda, não tirem selfies. Pelo menos não de corpo inteiro. Só Deus sabe que é o que eu faço para evitar traumas.

Sou muito atenciosa com as outras pessoas.

Mas dizia então. Estava eu em busca de gatinhos e outra bicheza de regalo ocular quando me deparo com uma e outra frase inspiracional.

Pessoas, não há cú que aguente. Parece que esta malta tem toda um Gustavo Santos lá dentro (depois desta frase desimpeçam por favor as vossas mentes menos asseadas, esta frase é puramente filosófica e espiritual até porque o homem é casado, sim!?) só que o tipo é o único a fazer dinheiro com isso. Depois dizem que a aparência não ajuda. Fosse ele um trombolho anafado e queria ver alguém a acreditar no “a mente chama-se mente porque te mente”, diziam-lhe mas era “tá calado ómêm!”

 

Dediquemos então alguma - breve - atenção ao teor filosófico desta manhã, a ver se conseguimos sacar das frases algum sumo.

 

“uma casa sem livros é como um corpo sem alma”

Eu, quando estou a limpar o pó, só me ocorre que uma casa sem livros era a casa que eu gostava de ter. Assim, sem gretas com ácaros e essas cenas. De mais a mais ainda não percebi se o meu corpo tem alma. Nunca a vi e desconheço a existência de algum exame que me ajude a ver a sua condição e bem estar.

 

“o lar é onde o coração do homem cria raízes”

Este gajo tinha empregada de limpeza. Só pode. Porque o lar é onde os braços do homem lavam a loiça e arrumam a tralha espalhada. O lar de um homem sem empregada é um segundo emprego ou um chavascal. Isso das raízes deve ser outra cena qualquer.

 

“Pense o bem. Queira o bem. Faça o bem. Semeie o bem. Que o retorno vem!”

Estava a ler esta e a tentar interiorizar quando uma desgraçada veio em contra-mão na nossa direção. Não me escavacou o carro por milímetros. Avisámos e ainda acenou a demonstrar que sabia bem o cocó que estava a fazer. Alegre. Devia ter lido outra frase inspiracional à qual eu ainda não tinha chegado. Pensei que ela devia marrar contra um muro. Quis que se esmerdalhasse toda. Fiz um sinal com o dedo e não semeei nada. Por esta altura já estávamos a estacionar e eu enervada.

 

“Nada de desgosto nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça”

Mas recomeço o quê afinal? O dia de trabalho? Que remédio. Senão quem é que me paga as contas? Desânimo? O gajo que escreveu isto havia de ir a minha casa à 6ª feira ao final do dia, quando ele visse o que há arrumar nem a ansiolíticos se safava. Chico esperto. Este é outro com empregada.

 

“O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”.

Este ano não tenho plafond para óculos. Tenho de esperar pelo 2018 a ver se vejo as coisas melhor.

 

E há mais. Podia estar aqui até amanhã.

Pessoas, arranjem o que fazer, tipo terapia e deixem-me o Facebook em paz senão qualquer dia quem tem de se tratar sou eu.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------ Gostar da Página ------

------ Blogs de Portugal ------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D