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Em busca da felicidade

Vamos lá a melhorar o humor...

Está um dia de merda cinzento. Até Sôtor me disse quando saiu à rua: «olha mãe não há sol, é uma pena!»; sacana que já tem bom olho para o que é bom.

O cansaço é muito, mas é preciso arribar. Chega de lamechices. Peguemos na garrafa de tinto, mandemos abaixo umas tapas valentes a fazer de contas que estamos em Espanha enquanto aquilo tudo ainda é um país, liguemos o Facebook e vejamos uma porrada de vídeos de cães a comer as roupas dos donos e a esbardalhar-se coitados. Ficamos logo mais alegres.

Estou a brincar. Comecemos mas é a trabalhar senão vamos é rir p'á rua. Engraçadinhos a pensar que isto é Domingo!

 

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Moderfoquer

E o que é um moderfoquer? Não perguntam vocês, mas eu respondo na mesma.

Um tipo que estaciona um carro a ocupar dois lugares, é parvo. Se esses dois lugares eram os últimos que restavam é um moderfoquer.

Um tipo vai de bina dar uma volta e, preferencialmente, encosta-se à berma para deixar os carros passar mas ainda assim de quando em vez balda-se para a estrada, é um chato. Um tipo que, podendo ir na berma, vai a ocupar estrada impedindo que uma pessoa chegue a casa a horas decentes, é um otário e devia levar uma nalgada do pandeiro. Dois tipos que vão lado a lado na estrada, enquanto pedalam as suas binas, cagando-se para quem tem mais que fazer, são moderfoqueres.

Um tipo que dúvida que a criança que vai ao colo da mãe tem menos de 24 anos, é um tipo cético. Um tipo que reclama que uma gravida não merece prioridade porque gravidez não é doença, é um estúpido que devia passar 10 meses com contrações de 5 em 5 minutos, enquanto tem a pança dilatada, que é para ver como elas lhe mordem. Um tipo que não dá prioridade a um coxo, a uma grávida ou a uma velhota é um moderfoquer que merece levar com um barrote pelas costas.

 

Faço notar que o moderfoquer pode ser fêmea ou macho, pelo que a utilização de uma tendência masculina apenas tem que ver com este elemento genético de gaja por implicar com o gajo.

 

Ser mãe é ser indecisa ao quadrado

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Nós mulheres transparecemos uma permanente indecisão sobre as coisas do quotidiano. Parece aos homens dessa forma porque na verdade queremos tudo, e quando nos pedem para escolher ficamos sempre na dúvida sobre qual será a melhor opção. Isso e porque somos mestres a lidar com grandes temas e coise.

Para os homens é mais fácil. Em qualquer circunstância da vida, na duvida, futebol. «Ah mas em que situações?», podem perguntar em desespero. Eu respondo: todas!

Um exemplo: um tipo decide pedir a namorada em casamento, não sabe bem se é isso que ela quer, mas vai arriscar, então está na loja para comprar o anel. Está numa indecisão tal que até o esfincter se lhe aperta forte. Não nos esqueçamos que o matrimonio é algo que se contraí, como uma doença má, pegajosa. Mesmo que uma pessoa faça a cura ficam sempre marcas. Neste caso jamais regride para a sua condição de solteiro. Será sempre um divorciado. No meio deste clima aparece um amigo, pergunta-lhe o que faz ali e coise e tal e no espaço de minuto e meio já estão a falar das contratações do Benfica e da época do Porto e do Bruno de Carvalho e cenas.

A gaja é pessoa para encontrar uma miga no shopping - espaço onde anda a cirandar porque gaja que é gaja resolve problemas forte e feio enquanto contempla montras - elogiar os sapatos vermelhos da nova coleção, e depois desatar a falar «nonstop» da sua aporrinhação.

Desta feita e fazendo aqui uma ponte mestra entre o ponto principal deste post e o que acabei de bleu-bleu-bar passo a acrescentar que, quando a gaja passa a «gaja-mãe» a coisa tende a escalar.

Neste cenário a gaja começa a ter de conviver com as suas próprias indecisões. Demanda que até aí cabia ao esposo conforme acordado em contrato deveras especial. Nesta convivência consigo mesma depara-se amiúde com coisas que têm tendência a transtornar qualquer elemento normal.

Uma demonstração prática foi o que aconteceu a este ser que vos escreve no ultimo feriado.

Criança acorda e diz que quer ir para casa dos avós. Pessoa que escreve sente um certo abespinhamento interior e não expressado porque a cria deveria ficar sem choro nos avós quando os pais vão ganhar tostões, mas no fundo desejando com todas as forças do ser estar sempre com os pais queridos.

Mais tarde, quando já se vê a braços com brinquedos espalhados no chão, birras e panquecas para fazer, pessoa que escreve percebe que o corpo queria muito estar espraiado no sofá em fazer nada.

Então entrega-se à culpa da boa mãe que não pode desejar uma tarde de descanso com o filho lindo nos avós, com vista a dar uma pausa às células que estão por um fio no âmbito do esgotamento nervoso.

Em resumo: indecisões de gaja mãe. O gajo pai parece sempre mais prático, nem que seja porque almeja por 90 minutos sem intervalo.

 

Sustos que uma pessoa apanha por conta da Web Summit

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De manhã acordo e vejo as noticias no telemóvel. Em primeira mão a referência à apresentação do Stephen Hawking na Web Summit, diz ele, entre outras coisas, que o mundo vai acabar transformando-se numa bola de fogo. Eu, pessoa que se preocupa com os temas do apagamento pessoal súbito, sempre em cima dos exames e das maleitas a ver se prolongo isto, a comer alpista e outras sementes porque a organlhada gosta, eu, deparo-me com o facto de que afinal, e apesar de toda esta trabalheira, vou acabar assada na grelha como uma caracoleta em tempo de verão. Vai daí e volto a pôr no frigorífico as panquecas de farinhas alternativas e ovos biológicos, saco de duas valentes carcaças e mando bucho abaixo uma tosta mista, ali bem carregada de queijo e manteiga e fiambre de porco. Colesterol moderado, glúten forte e lacticínios malvados. Visto-me e calço as Uggs de imitação que comprei na Modalfa, porque as outras ocupam 3 dígitos e uma pessoa anda sempre a ver se guarda dinheiro para as férias. Mas neste caso «quais férias?», quando a pessoa vai grelhar.

Sonho com os dois croissants de chocolate que vou emborcar assim que chegar ao trabalho e com os pasteis de nata que vou malhar durante a tarde. Ocorre-me que se isto vai acabar assim de forma tão drástica o melhor e explicar ao chefe que me vou pôr a andar, gosto muito de ter trabalhinho e tudo e tudo, mas se é para acabar numa bola de fogo, então prefiro arrebentar o visa numa viagem às Maldivas e passar os dias a ver peixinhos coloridos até isto entrar em combustão.

Vai daí e senhor meu esposo, homem que lê as noticias e não apenas as letras gordas (ele é a pessoa instruída do domicilio), acaba por me esclarecer que isto vai tudo arder sim senhores, mas é só daqui a milhões de anos.

Senti-me defraudada e passou-me várias vezes pela ideia ter um ataque de bulimia para mandar pela sanita aquela bela tosta que eu tinha comido, substituir tudo por aveia, antes mesmo de o sistema começar a processar todos os elementos do mal.

Acalmei-me e continuei com a minha manhã. Deitei fora as outras carcaças, uma vez que afinal já não são precisas. Voltei à minha hipocondria normal, ainda que mais comedida nos dias que correm, considerando que o meu tefe-tefe de apanhar o José Carlos Pereira nas urgências é bem maior do que ter uma unha encravada a aleijar.

 

Vai disto e fiquei danada com o Stévén, a levantar cabelo com uma coisa que não interessa propriamente para a humanidade corrente. Senão vamos lá a ver:

  • Daqui a apenas mil anos já eu lerpei. O meu esposo, homem magnifico, já terá falecido cerca de ano e meio antes de mim, para que eu possa ainda gozar de viuvez e da reforma dele. Saltar de paraquedas e fazer safaris onde tento fazer festas a leões e dar abraços a hipopótamos, é que uma pessoa a partir de uma certa idade sabe que a coisa é eminente, pelo que com disenteria numa manhã, ou esborrachado no chão porque o paraquedas não abre, venha o diabo e escolha.
  • Por muito que me custe admitir, daqui a mil anos também meu rico filho por cá não andará, nem ele, nem os filhos dele, nem os netos dele, nem mesmo os bisnetos dele. (Porra, que a vida é mesmo curta, pá!) Pelo que andar aqui preocupada com um pentaneto é coisa que não me aporrinha. Um pentaneto é assim uma pessoa com quem temos uma relação de parentesco tão próxima como a que temos com o Salgado. É mais ou menos o mesmo que querer estabelecer uma relação com o símio nosso tio e não conseguir perceber qual dos macacos se parece mais connosco.

 

Assim Stévén, gosto paletes de ti e tenho um respeito pelo que fazes e representas que nem imaginas. Mas não me causes aporrinhações com coisas que estão para lá das minhas condições quotidianas, não brinques com as minhas hipocondrias. Isto é sério pá!

 

Irritações de trânsito

Gosto de pessoas que têm uma abordagem as rotundas estilo Tomás Taveira, depois da frente entrar o resto do carro é pescoço.

 

#cartasdafarinhaamparo
#gentequetemmaispressacózotros

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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