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Em busca da felicidade

Então e se o careca da trança longa abrisse uma conta no Facebook?

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A onda de calor trouxe um inferno de fogo. A tragédia trouxe uma onda de pesar, à qual se seguiu (e muito bem) uma onda de solidariedade onde uma massa incrível de gente se juntou para apoiar, com seus muitos ou parcos meios, as vitimas do incêndio que tem enegrecido os dias e entristecido as gentes.

Ora um set se ondas destes não podia passar sem uma onda de revolta e insatisfação por parte dos mentalmente menos esclarecidos utilizadores das redes sociais, com especial enfoque no Facebook. Seguido à onda de revolta, insatisfação e ódio dos “mesmos de sempre” contra tudo e contra todos, sendo a cereja no topo do bolo a sua insatisfação e critica para com as formas de apoio encontradas, nomeadamente as linhas de valor acrescentado, cria-se a onda dos que se indignam com a estupidez alheia e com tamanho ódio.

Ora, pois que compreendo e aceito todas as ondas menos duas. A de calor e tragédia e a de revolta e insatisfação de gente que está sentada com o seu befe em casa, vociferando verborreias escritas nas suas páginas de Facebook e nos espaços de comentários de páginas publicas. Ainda assim, confesso que me abstenho de mergulhar na onda de indignação e passo a explicar porquê.

Desde o principio dos tempos que há idiotas, uns mais que outros, mas há. Com a quantidade de população a aumentar e não havendo controlo de natalidade para evitar que o gene da estupidez se propague é apenas natural que eles existam, e em grande escala. Este já era um cenário com o qual todos tínhamos de viver sem redes sociais, agora com elas, é ainda mais previsível que eles venham ao de cima. É como ir passar o dia à praia e estar à espera que não se pise num grão de areia. Certo é que há quem tente, mas nunca têm sucesso.

As redes sociais têm coisas boas e coisas más. Se aquilo fosse só bicharada e incómodos, ninguém tinha conta. Agora como tudo o que é bom, tem um senão e esse senão são os mentalmente incapazes de pensamento lógico, ou melhor, malta que fala e depois limpa o rabo, porque afinal de contas já confunde um pouco as coisas.

Eu pessoalmente, apesar de usar mais o Facebook para observar que para conviver, agradeço que estas pessoas se manifestem, é uma espécie de guizo para aos idiotas, uma pessoa está na duvida e “toma, olha, tá ali, deixa-me cá desviar”. De outra forma até podíamos todos conviver e eu nunca sabia que estava em contacto com uma porta. Falo de portas porque não vale a pena tentar fazer pessoas destas entender a profunda falta de nexo naquilo que verborreiam, é o mesmo que explicar à porta lá de casa que se devia desviar antes de eu lhe afinfar com um biqueiro.

E sim, eu sei, se não querem ajudar não ajudam, mas não critiquem tudo e todos. Contudo falamos de seres vivos sobre os quais podemos ter algum grau de certeza quanto ao seu nível de funcionamento bioquímico, mas que não podemos pôr fichas algumas no que respeita às sinapses entre neurónios, é bem possível que se encontrem sem rede há já muitos anos.

Tratamos de elementos com identificação fiscal que gerem a sua vida de permanente queixume, tudo está mal e o mundo conspira contra si, ora perante um cenário dantesco destes, em que se coloca em perspetiva a pequenez dos seus queixumes, resta-lhes apenas revolta e insatisfação para com o pouco que cada um pode fazer.

Imagino sempre estas pessoas como o careca da trança longa. Num filme já muito antigo com o Van Damme havia um tipo que lutava taekwondo que era todo careca e tinha uma grande trança. O careca da trança longa passava o tempo todo do filme de cara fechada e com ar de nojo, enquanto dava pontapés num pau há falta de algo melhor. Estou certa que se o careca da trança longa abrisse uma conta de Facebook estaria sempre a dizer “let’s hurt somebody!” E alguém perguntava “But who? And why?” e ele insistentemente, enquanto dava biqueiros num pau dizia “who cares…”

 

Todos podemos ajudar

Decidi não pôr nenhuma fotografia. As imagens são dramáticas e já sobejamente conhecidas por todos. Nada mais há a acrescentar. Todos sabemos o que aconteceu. Alguns optámos por não conhecer o detalhe, basta o numero, basta as fotografias das chamas para compreender a magnitude do que assombrou o nosso país neste dia.

No momento de tragédia assistimos ao mesmo de sempre, os exageros e a falta de bom senso. A pouca sensibilidade para quem assiste e para quem foi vitima. Reconheço muito pouco mérito jornalístico na necessidade de fazer reportagem com corpos de pessoas inocentes ao lado. Mais valia que pegassem em 2 sacos de mantimentos e os fossem entregar a quem precisa. Não é jornalismo mas é algo mais humano que relatar "coisas" com corpos em volta.

Valem as histórias de verdadeiros heróis, reais bons samaritanos que salvaram vidas, que deram abrigo, que abriram as portas das suas casas para receber desconhecidos que vinham a fugir de um inferno em chamas.

A nós, que nos sentamos neste momento a escrever ou a ler o que quer que seja, cabe participar. Qualquer ajuda pode valer, por pouca que possa ser. Podemos ajudar com mantimentos, podemos ajudar com uma simples chamada para o 760 100 100 uma linha solidária criada pela SIC com o nome de "Um abraço a Portugal", para angariar fundos com vista a ajudar nesta causa. Podemos transferir dinheiro para uma conta solidária "Unidos por Pedrogão" criada para apoiar as vitimas desta tragédia.

 

Conta Solidaria Caixa 0001 100000 330
IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42

 

Passem a mensagem e ajudem, seja de que forma conseguirem. Se 1 milhão de pessoas der 1 € conseguiremos ajudar muito estas famílias. É pouco para cada um de nós e pode ser o mundo para quem perdeu tudo.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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