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Em busca da felicidade

Roda roda vira...

livros.png

 

 

...solta a roda e vem...

é esta bela música das Mamonas assassinas que toda esta história dos livros da Porto Editora me faz lembrar.

Desaconselham-se livros.

Suspendem-se vendas.

Livros discriminatórios.

A autora foi acusada de coisas parvas. Deve ter sentido que estava noutro planeta.

As cornetas da indignação prepararam-lhe o funeral metafórico.

A autora defendeu-se.

A defesa foi refutada.

Um humorista deu-se ao trabalho de ver os livros e expor a idiotice por detrás da «proibição» na venda dos livros.

Todos nos rimos.

Uns já suspeitavam. Outros passaram a ter a certeza. Alguns aguardaram que alguém se desse ao trabalho de olhar para as coisas e falar com conhecimento de causa.

Esses foram os melhores.

Os livros vão agora voltar às bancas.

E só espero que se vendam como milho...para compensar monetariamente a coitada da autora que já penou sem ter feito nada de errado.

 

 

Programas e cenas que o Augustinho vê ao serão - #3

Como já é sabido, ao final do dia falo sempre com senhor meu pai. Pessoa que dá pelo nome de Augusto, tratado carinhosamente por Augustinho.

A determinada altura dá-se o seguinte momento:

 

(...)

 

Augustinho

Olha estou para aqui a ver um filme porreiro. É com um gajo que já foi James Bond e uma tipa bestialmente conhecida.

 

(para quem não acompanha o espaço, para Augustinho, um ator que toda a gente conhece é um que é «bestialmente conhecido». Pouco importa o facto de haver milhares)

 

Eu

Boa! Ainda bem! Assim tens com que te entreter no serão.

 

(procuro evitar adivinhar quem são os atores bestialmente conhecidos porque já sei, por experiência, que isso me pode tirar anos de vida)

 

Augustinho

É pá o filme é mesmo bom...são os dois ladrões. Sabes que filme é? É um filme bestialmente conhecido.

 

(sim, os filmes, também eles, podem ser bestialmente conhecidos)

 

Eu

(depois de um acesso de alembrança)

Ah, já sei: é o Sean Connery e a Catherine Zeta-Jones!

 

Augustinho

Isso mesmo...isso mesmo. É a Catarina Jones e o Cien Cona, exatamente.

 

(silêncio por 2 segundos...a tentativa de inglês não saiu da melhor forma...)

 

Augustinho

Bom olha, o filme é bom! E vocês já jantaram? O que é que esse gajo, o meu neto, anda a fazer?

 

(e a conversa continuou)

 

O hipocondríaco #2

Hipocondriaca_0.jpg

 

 

Para o hipocondríaco a consulta médica nunca está bem feita sem a prescrição de um exame.

Para o hipocondríaco tem de haver sempre um diagnóstico e, em resultado desse mesmo estado clínico, tem de haver um tratamento médico, logo: medicação.

Mas o hipocondríaco deseja um tipo de medicação que não existe: aquela que não tem efeitos secundários na bula. Pelo menos na bula.

O hipocondríaco lê sempre a bula...mesmo que lhe vá escangalhar a tola.

Então, depois de sair do médico, e de contra vontade, o hipocondríaco vai à farmácia e compra a medicação prescrita. Duvida sempre que seja a mais indicada e, antes mesmo de tomar o que quer que seja, reza para que não venha a sofrer uma sequela secundária do medicamento.

O hipocondríaco pondera se prefere continuar doente ou colocar-se à mercê das maleitas de um medicamento.

Toma os comprimidos a medo e torna-se crente, uma vez que reza todas a vezes que engole o comprimido. E todas as outras em que se lembra que o tomou.

Ou seja, o hipocondríaco, que até à horas atrás era ateu, passa a ser mais crente que a mais crente das beatas.

O hipocondríaco sente, a espaços, pontadas. Julga que podem ser os efeitos secundários do medicamento a chegar de fininho.

 

(Chiça que isto não é nada fácil ter uma amigdalite)

 

"Juro que não demoro muito a pedir..."

Não sei explicar porquê, mas quando vou aos estabelecimentos comprar alguma coisa e a pessoa que está a atender está ao telemóvel fico sempre incomodada por estar a incomodar a chamada da pessoa. É uma espécie de uma sensação de me estar a intrometer na vida da moça que, coitada, estada a ter uma conversa amena com alguém, quem sabe a explicar alguma coisa e eu a chatear por causa de um pastel de nata.

Comporto-me sempre como quem esclarece "juro que não demoro a pedir o pastel de nata, até já tenho aqui o euro trocado...está a ver?!" 

Tudo para facilitar que a pessoa volte à sua vida...até parece que a chamada é por impulsos e alguém vai aparecer no fim do mês para cobrar um terço do ordenado aos pais.

 

(faço notar que fui atendida com toda a atenção do mundo por uma mocinha que estava a vender coisas carregadas de açucar na feira do livro...eu é que fico sem jeito porque apanhei a pessoa a meio de qualquer coisa e preferia não incomodar)

Random pain

A semana passada íamos no carro a caminho do trabalho e estávamos a aproveitar para ouvir mais um Maluco Beleza. O Rui Unas dizia que depois de ter tido filhos passou a acordar sempre com uma dor. “É random, sabes?! Umas vezes dói-me num sitio outras noutro.”

E eu pensei, é verdade. Mesmo.

Desde que fui mãe que parece que não há um dia em que não acorde com uma dor qualquer. Ou é um tornozelo, ou um ombro, ou o tórax, ou as costas, ou uma moinha na cabeça. Qualquer membro que ainda faça parte do meu corpo.

Dá a ideia que me levanto, penso de mim para mim que até não está mau e um quarto de hora depois lá está, a dor.

É comum dizer “É pá hoje dói-me não-sei-o-quê, não percebo porquê!”. Mas é só porque uma pessoa está viva.

Parece o corpo a partir de uma determinada idade, e especialmente depois de termos filhos, com o tempo que nos absorvem eles (os filhos), mais as tarefas e as responsabilidades, o corpo decide lembrar-nos que ainda temos coisas agarradas ao esqueleto. Tipo, dói-me o tornozelo, porreiro pá, tenho um tornozelo, já nem me lembrava do gajo.

É uma coisa estúpida que o corpo faz. Porque à partida, se não tiver lá um pé ou coisa que o valha uma pessoa dá nota porque se vê lixado no campo da mobilidade.

E fazer os ossos velhos entendem isto.

 

A minha incapacidade de avaliar arte

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 (imagem retirada da net, gostava muito de ter um em casa, o qual já teria vendido para ter uma vida mais desafogada, mas não tenho. Uma obra de um dos poucos pintores que sei apreciar)

 

Gostava de conseguir olhar para um quadro e sentir o que algumas pessoas dizem sentir (ou sentem mesmo) quando olham para um quadro, para uma escultura, etc. Gosto de quadros, confesso que tenho algum apreço por um senhor que quase ninguém conhece que é Picasso, mas de resto penso, sinto, sinto, penso e nada.

Quer dizer, a avaliar bem, os quadros da Paula Rego também me dizem qualquer coisa. Consigo perceber a história que contam. Mas depois há aqueles (de outros pintores cujos nomes desconheço) que são só traços e pintas e que não entendo. Quase dá a ideia que aquelas eram telas em que o pintor esteve a limpar os pincéis e que quando alguém da galeria foi levantar, um qualquer critico super intelectualoide, achou que aquele tinha sido um rasgo de sentimentos. Depois, dá-se aquele fenómeno meio amacacado, aquele em que quando alguém que os outros acham ser mais gente, ou mais entendido, vem dizer que aquilo é arte e depois todas as ovelhas dizer “ahhhh, sim, vejo, vejo, o sentimento, a dor”.

O pintor, esse, depois de lhe chamarem arte à tela borrada e de lhe acenarem com dinheiro e de o carregarem em ombros pelos sentimentos que fez sentir com aquela tela, percebe que mais vale estar caladinho.

Faz-me sempre lembrar aquela história do tipo que deixou um óculos pousados no chão de um museu e quando voltou para os ir buscar, toda a gente tirava fotos a dizer que era magnifico. Nem sabiam o quê. Ou como as pessoas entrevistadas no Lisboa fashion que sabiam as cores que gostavam de “estilistas” inventados por quem as entrevistava.

Tudo tem que ver com a pessoa que avalia. Com o que os outros - e dependendo de quem está a achar – acha daquilo que é feito.

Vou dar um exemplo.

Se eu, na sequência de uma conversa com a minha psicoterapeuta (que não tenho mas às vezes até me fazia bem) chegasse à concussão que pintar era coisa para me descontrair, e, em resultado disso pintar um quadro com 3 pintas, aquela tela não passa disso, de um quadro com 3 pintas. A família vai achar que é bom eu estar a seguir os conselhos da psicoterapeuta e talvez, apenas talvez, dependendo das cores das bolas, ainda se arranja uma parede refundida lá em casa para pendurar. Não como arte mas como forma de superar os meus demónios.

Se um qualquer pintor conhecido (não me lembro do nome de nenhum vivo) calha a pintar o mesmo quadro tudo muda. A pinta da esquerda é dor, a do meio o sofrimento e a da direita representa o recalcamento da raiva que o pintor sentiu quando a tia Clotilde lhe deu uma galheta na sequência de ter andado enfiado dentro das capoeira a sacar as penas às galinhas.

Tem tudo que ver com quem avalia.

É como o que se escreve, o que se canta.

Tinha um puto amigo na escola que dizia que quando uma banda começava a ser muito conhecida deixava de gostar dela. Não porque a musica piorasse, nada disso, era só porque já havia muita gente a gostar. Como se, caso a banda de afeição fosse uma coisa que quase ninguém conhecia o tornasse mais exótico. Mas não tornava, pensando hoje bem na coisa, só fazia dele parvo.

 

É como quem vai a exposições e acha apenas que é tudo “tremendamente qualquer coisa” porque “bué” não se usa numa galeria d’arte.

 

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A vida é uma maravilha, amor!

Welcome to Cagaíbas!

A place of tremendous fun around the toilet.

 

 

Passámos o sábado em voo, sem se dar conta de grande coisa, no Domingo fizemos escala nas Ilhas Gregos e chegámos finalmente às Cagaíbas.

Toda a família! Uma maravilha de férias. Só faltam mesmo umas bebidas com chapéuzinho colorido à acompanhar com os imodium e às canjas de galinha.

O Nuno já andava a atirar para o mal, o pequeno idem-idem e eu julgava-me ilesa até ter acordado com os olhos em formato besugo.

Pensei, contudo, de forma errada, que karma terminava aí. Nada disso. O meu tinha algo de muito mais interessante guardado para mim.

Hoje fomos com a Tulipa ao veterinário. Mais uma conta e chegámos, confortavelmente, aos 200 euros e qualquer coisa de despesas (entre 2 tratamentos).  

Uma nota. Nunca mais na minha vida volto a ter cães de raça. E muito menos brancos! De hoje em diante apenas rafeiros e de preferência dos que já fizeram estágio de rua. Tive uma rafeira que desencantei num prédio em obras e só me deu despesas 2 meses antes do fim. Estes desgramados já me gastaram o suficiente para uma viagem de luxo em família a Nova York (em época pré-Trumpas, que agora devemos ser logo devolvidos).

Adiante.

Estava eu a segurar a cadela e a doutora que temos de continuar o tratamento e que temos de limpar isto e talvez pôr capacete (funil) e mais não sei o quê e eu começo a perceber que vou esbardalhar-me em grande estilo. Começo a deixar de ouvir a médica, a sentir que se me esvaiu o sangue do corpo. Sento-me.

Não disse nada à médica.

Ela estranhou.

Mas eu tenho um ar estranho. Podia só ter-me dado para aquilo.

Continuo a ficar mais branca.

"Não se está a sentir bem pois não?"

Acenei que não.

Lá foi a veterinária buscar água com açúcar.

Já fui atendida por muitas especialidades, veterinária é a primeira, quem sabe se não será a certa para a estirpe de animal que eu sou?!

Continuamos a consulta. Foi a cadela para ser atendida e a determinada altura estava eu sentada a beber água com açúcar, a cadela a levar uma injeção, o Nuno com o pequeno ao colo que se desgrenhava para dar cabo do consultório e o Ghandi a ver se ninguém dava por ele.

Ouvi o resto que a veterinária tinha a dizer. Saí com os votos de melhoras e a dúvida se seriam para mim se para a cadela.

Chego à caixa para pagar e estava um reformado. Contava devagar histórias à moça da caixa. Vagarosa. Simpática mas vagarosa. Acredito que boa moça, mas eu já estava capaz de gritar "despachem-se" quando o reformado se despediu e foi-se embora.

Oitenta a nove mais não sei quê.

Fiquei pior.

E ainda tenho de ir comprar gotas para pôr nos ouvidos da Tulipa.

Que belas férias. Cansados como estávamos, era mesmo disto que precisávamos!

Maravilha, é o que vos digo!

Só falta o puto aparecer com uma alforreca na cabeça e fica perfeito!

 

 

(nota importante, ninguém deu Imodium ao puto)

Eu sou o monstro das manhãs

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Não sou uma pessoa das manhãs. Ou como diriam os americanos “i’m not a morning person”. Aliás, sou o completo oposto. Acordo, praguejo, levanto-me 20 minutos depois porque o Nuno insiste. Vou à casa de banho e lentamente vou arrumar as coisas para o pequeno almoço e a mala do almoço. Preciso que os outros habitantes da casa me contornem e evitem dirigir-se a mim.

Nesse momento estou a tentar lidar - recorrendo ao único neurónio disponível - com a frustração de não poder acordar ao sabor do nascer do sol. Arranjo forças para sorrir a sôtor porque afinal de contas ele é ainda mais importante que o sol. Quando ele acorda nasce o meu dia.

 

Sôtor é assustadoramente meu filho e tem mau acordar como a mãe. Entendemo-nos lindamente de manhã. Normalmente só corre menos bem se um de nós estiver mais acordado que o outro. Ambos partilhamos o desejo de voltar para a cama. Tal como fizemos todos os dias nos primeiros 4 meses de vida dele.

 

Quando alguém impede este mecanismo de combustão lenta o meu cérebro entra em colapso e o único neurónio ao serviço levanta-se, vai até à primeira parede que encontra e fica lá, a bater com a mona proferindo o mesmo mantra “fuck, fuck, fuck-fuck-fuck, fuck, fuck, fuck-fuck”. Isto só se remedeia quando outro neurónio percebe que a torre de comando está ao Deus dará e manda reforços. Um neurónio para substituir o que está marado, duas neurónias enfermeiras, um colete de forças e um neurónio psiquiatra que diz “está a ter uma crise psicótica. CHOQUE” e levam-no já inconsciente para uma sala almofadada onde dorme 5 dias para depois ser acompanhado por dois ou três meses procurando evitar a situação que funciona como trigger aos momentos de crise.

Nessa altura o nerónio ao serviço manda comprar pão de Centeio com manteiga para remediar a situação.

 

Vizinhança

Tenho cá para mim que o meu vizinho de cima tem uma a duas paredes de casa com decoração inspirada em queijo francês, aquele do rato. É que todos os fins de semana o homem tem pelo menos um buraco para fazer.

É a meio da tarde, é ao inicio da noite, lá vem o berbequim.

Será que é o principio do fim?

donald-trump.jpg

 

A noticia do dia hoje é a tomada de posse de Donald Trump como presidente dos EUA. Momento este que custará uns estimados 200 milhões de dolares. Ao que parece a maior parte deste dinheiro será gasto em segurança.

Eu diria que é em segurança e em artistas, porque não está fácil encontrar quem queira atuar para esta desgraça. Faz-me lembrar o Titanic, quando os três desgraçados dos músicos  continuaram a atuar mesmo quando se estava a escangalhar todo e a ir ao fundo.

Houve um coro Mórmon que aceitou atuar, ainda que um dos elementos tenha desistido. Com um coro Mórmon imagino que aquilo vá ser para lá de animado e emblemático. Também terão conseguido contratar as The Radio City Rockettes (não conheço), mas um dos elementos já se manifestou envergonhada e desapontada nas suas redes sociais. Como te entendo Rochette que não conheço, mas é a vida, todos temos de ganhar o pão e às vezes engolir sapos. E este é um sapo bem feio. Parece uma experiência que correu mal.

Confesso que li várias vezes a parte da noticia que fala no valor gasto porque parecia uma brincadeira, 200 milhões de dolares. Tudo o que se podia fazer de bom com este dinheiro, e vê-lo assim, tão mal empregue.

E pronto, no fim do dia de hoje só fica mesmo a faltar o planeta bully vir acabar com isto. Ou se calhar o tipo desiste, o Trump adiantou-se.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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