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Em busca da felicidade

Filme: Eddie "The Eagle"

São tantas e tão poucas as coisas que se podem dizer sobre esta história. A superação humana. O trabalho, a dedicação, a vontade; acima do dito «talento».

Sei que me transformei numa mariquinhas pé de salsa.

Mas comovi-me várias vezes. Chorei várias vezes. Tapei a cara quando pensei que ele se ia partir todo.

Depois limpei as lágrimas e procurei-o no Google. Tem esta página. 

A vontade de facto pode ser mais forte que tudo.

 

 

Epicrítico e Protopático

Epicrítico - Que tem uma sensibilidade fina, especifica e localizada ao tacto, à pressão, à dor ou á temperatura, por oposição ao protopático.

Protopático - Que tem uma sensibilidade grosseira, pouco especifica ou pouco localizada ao tacto, à pressão, à dor ou à temperatura, por oposição ao epicrítico.

(informações disponíveis no dicionário Priberam

 

Gosto e usar o dicionário, saber o que as palavras são e o que podem ser, até porque muitas vezes têm mais significados do que aqueles que eu conheço para lhe atribuir.

 

Sempre gostei de me rir. Sempre gostei de brincar com as palavras. Tiro gozo de fazer pouco das circunstâncias da vida, até porque, de outra forma é tudo tão mais cinzento, tão mais forçado, tão mais rígido.

Gosto de pessoas que não se levam demasiado a sério. Gosto de não me levar a sério e é exatamente por isso que faço pouco de mim, das minhas escolhas, da minha cabeça, do que sou e das decisões que tomo. É possível que seja a minha forma de lidar com a aspereza da vida, mas lá está, cada um com a sua.

Apetece-me contar uma história.

Quando era miúda tinha uma amiga que vou chamar de Maria. Assim só Maria. Não nos vemos há muitos anos e estou certa que é algo bom para ambas. Esta minha amiga comportava-se como se fosse a mais especial das raparigas: o que ela fazia era o que estava certo, o que ela dizia era perfeito, os cadernos dela eram os melhores, as pessoas de quem ela gostavam eram sempre as mais fixes; os outros andavam por ali.

Eu nunca fui líder de nada. Nunca fui especial para coisa nenhuma, mas também nunca tive perfil para ser um mamífero ruminante e lanífero da espécie Ovis, vulgo carneiro. No meio de todos os defeitos que assumo ter há um que me orgulho de não constar da lista: não sigo as ideias dos outros só porque eles são fixes ou porque a maioria acha que sim. Penso pela minha própria cabeça, gosto de pensar pelo prazer de pensar, gosto de desconstruir os temas e é aí, nesse momento em que me avalio a mim mesma, que sou capaz de me rir das minhas fragilidades, das minhas escolhas, do que sou. É um processo de conhecimento que pode ser bastante divertido.Ou então não.

Mas voltando à Maria. Ela ria-se muito quando eu fazia pouco de mim mesma, concordava quando alguém fazia pouco das peculiaridades alheias, mas quando o tema era a própria tudo mudava de figura. Apenas ela podia escolher com o que fazer troça e só a própria podia faze-lo. Ela podia fazer troça dos outros, mas ninguém podia brincar com as suas idiossincrasias.

Descobri isto porque houve um dia em que ela se espatifou no chão porque, distraída, embrulhou os pés um no outro. Ri-me que nem uma perdida. Ri-me de forma incontrolada. Não demorou 5 minutos para que aquela amiga - que se ria quando eu fazia pouco de mim mesma por ser gorda - me oferecesse um tabefe. Não demorou mais de uma semana para que eu passasse a ser uma pessoa menos desejada no seu circulo de amigos.

Eu defequei para a situação. Como aliás faço sempre. Considerando que nunca tinha feito parte do rebanho, não me causou incomodo.

Mas deu-se o fenómeno da aprendizagem. Eu aprendi que as pessoas não são exatamente aquilo que nos dão a ver, que se melindram com pouco, que mesmo quando fazem pouco de si, se outra pessoa se atreve, sentem-se ofendidas e com uma espécie de refluxo esofágico de defesa. Tantas vezes injustificado.

Nos dias que correm isto acontece mais vezes do que seria de esperar. Apesar de ser espectavel, com o acesso à escolaridade para todos, que a capacidade de interpretação estivesse mais apurada. Acontece porque as pessoas se ofendem a troco de nada. Porque quando leem ou ouvem algo garantem a retenção exclusiva de um conjunto de palavras e, a partir daí, fazem as extrapolações que entendem, resultando estas, na maior parte das vezes, em manifestações de melindramento, ofensa, repulsa pelo outro e no bendito refluxo de defesa. Mesmo que não haja nada que de tal careça.

Deve ser da celeridade dos dias, ou quem sabe do calor, ou do frio, ou de uma qualquer necessidade de indignação que parece pairar como o vírus da gripe.

O facto de as pessoas se ofenderem com as palavras alheias resulta, muitas vezes, de um profundo narcisismo, até porque, exceção feita para os casos em que o nome da pessoa é apontado, é preciso que a pessoa ache mesmo que é, não só a melhor bolacha do pacote, como a única; para sentir que alguém está a tentar fazer pouco de si.

Quem escreve tem vida, espera-se que tenha mais que fazer, por isso não levemos tão a peito as palavras. Essas só nos magoam se deixarmos. Não são socos.

As palavras, os textos, esses que deviam ser interpretados e que hoje são absorvidos de forma literal, como se nenhuma outra função pudesse ser atribuída a uma palavra.

Há umas semanas reli esta crónica do Ricardo Araújo Pereira e, infelizmente, voltei a adorar. Vou explicar: infelizmente porque era melhor que não fosse assim, que ela não tivesse de ter sido escrita. Convido-vos a ler também, a ler e a refletir. A fazer um exercício simples: quando lerem um texto escrito por alguém demorem o tempo que for preciso, garantam que leem todas as palavras, assegurem-se que não se estão a agarrar a duas ou três que vos são mais próximas, desconstruam o texto e pensem em tudo o que pode estar dito. Pensem sobre as palavras escritas e depois reflitam. No fim vão ver que não há nada para se indignar, nada para justificar, nada para ofender. No fim, nada do que lá está é sobre vocês.

É um exercício que carece de treino, mas no fim é compensador.

Tenham uma boa semana.

 

Filme: Wiskey Tango Foxtrot

 

Podia gastar aqui 1000 caracteres a encontrar as palavras certas para descrever este filme. Mais um que não teve a projeção que merecia. 

Mas acho que a melhor coisa é dizer: vejam. 

Está excelente!

Produzido pela Tina Fey.

Atriz principal: Tina Fey.

 

 

 

Os brutos também procuram a felicidade

Existe uma ideia fantasiosa, mas muito atual, de que as pessoas que procuram a felicidade têm todas um determinado perfil. Não se apoquentam, não gritam, não têm maus dias; até porque para esses arranjam sempre uma frase inspiradora que tudo resolve.

As pessoas felizes têm sempre fotografias coloridas no Instagram, têm textos sobre o interior de si mesmos no facebook, comem sempre muitas bagas de coisas várias e nunca se fartam das suas opções. Aparentemente as pessoas felizes nunca se arrependem de nada. Não se passam dos carretos e sabem que as decisões tomadas foram sempre «a melhor com a informação que tinham à data».

As pessoas felizes têm roupas de cores leves e têm fotos tiradas por pessoas sorrateiras que as apanham a pensar no jantar quando estão à beira mar pontapeando as ondas com o biquinho do pé por forma a tapar a parte menos jeitosa da perna pousada.

As pessoas felizes têm tralha de praia a condizer e acham que os cocós dos filhos cheiram melhor que o perfume francês mais caro (estava a tentar lembrar-me de um nome mas não me ocorre nenhum porque sou pobre, e o ultimo perfume que comprei era do Boticário).

Estas pessoas felizes amam-se sempre buedesde e nunca dizem «fodasse ou foda-se lá mais esta merda!», as pessoas felizes de alma dizem «ora bolas!» e seguem à sua vida.

As pessoas felizes, aparentemente, não sabem o bem que faz à alma mandar uma valente caralhada quando as coisas correm menos bem. Para não dizer: quando correm mal como a porra! Não sabem o prazer de mandar o windows para a puta que o pariu quando o cabrão insiste em não abrir o Excel que precisamos. Não sabem o que é chamar de cabra à gaja boa que aparece no Instagram, porque desejamos profundamente ter umas nalgas iguais às dela. As pessoas felizes, sempre felizes, não sabem como sabe bem ser bruto com a vida.

Gosto de frases bonitas e de fotografias bem tiradas. As ultimas até as invejo, para dizer a verdade. Gostava de ter talento com a máquina, mas o talento não quer nada comigo em vertente alguma. O mal das frases é que se parecem tanto a lugares comuns. O enfado é que muitas vezes (e digo muitas, não todas) parecem saídas de vidas que não sabem lá muito bem o que a vida custa. Mas lá está, também não têm de saber.

«Sabemos lá nós da vida dos outros!», foi uma frase que me ficou. Porque é verdade; sabemos sempre bem como gerir a vida dos outros, como achar que podem fazer o que nós fazemos, mas sabemos lá nós dos contornos da vida alheia.

«Ser feliz é uma escolha!", já li, já ouvi, já contestei. Ser feliz não é uma opção como a cor da camisola que se veste. Aliás, se pensarmos bem nem essa, até a camisola que vestimos está disponível num numero limitado de cores. É como a felicidade. Está limitada a um numero de momentos. Alguns de nós são agraciados com mais, outros com menos. Alguns têm a capacidade de perceber quando a felicidade lhes bate à porta, outros só dão por ela quando estão novamente na fossa.

Ser feliz não é uma escolha (na minha modesta opinião), nem tão pouco é uma condição (outra vez na minha modesta opinião). Ser feliz é um momento, que se segue por outro menos feliz, que se segue por outro raivoso, que se segue por outro indiferente, que se segue por outro feliz, que se segue por outro infeliz e por aí em diante.

Cada um encara a sua felicidade de maneira diferente.

O brutos fazem-no à sua. Sem frases feitas. Sem o nascer nem o pôr do sol atrás; muito provavelmente porque no primeiro estão a caminho do trabalho e no segundo ainda estão por passar a 25 de Abril.

Eu vivo na categoria dos brutos.

Ainda assim gosto dos Instragrams coloridos. Aliás é um ponto de melhoria para o barraco: criar uma conta como deve de ser no Intagram, uma coisa que valha a pena ver. Mas também gosto de coisas divertidas, que me tirem uma gargalhada de quando em vez. Aquela coisa do: «acredita em ti!» de segunda à sexta é um pouco de amor próprio a mais para mim.

Não gosto que me digam que: «não se dizem essas coisas», como se existissem frases da felicidade e frases do diabo; como se mandar alguém à merda fosse sinonimo de falta de amor próprio. Muito pelo contrário.

Que se dê um desconto aos brutos, eles também procuram a felicidade.

 

#afinfanamotivação

#tambémseiinspirar

#senãosoubesseinspirarjátinhafalecido

 

O facebook e a feira da minha terra

Quando eu era miúda vivia numa vila pequena da Margem Sul que dá pelo nome de Corroios. Hoje já nem sei se é vila, se o que será. Mas também não importa para o caso. O que importa é que em Agosto dava-se o acontecimento do ano: a feira de Corroios. As ruas eram fechadas ao trânsito e davam lugar às bancas dos feirantes: pipocas, algodão doce, cachorros quentes, mel, charcutaria diversa, chupas&rebuçados, mantas, rifas. Tudo acabava nos carroceis e nos carrinhos de choque. Os meus irmãos iam andar de carrinhos, atirando as viaturas uns contra os outros, eu, porque era pequena demais para essas andanças (e porque uma menina não anda à pancadaria em carros sujos), ia com os meus pais ao leilão dos cobertores. Era uma senhora gorda, que falava alto que chegasse para não precisar de um altifalante. Abria a porta da carrinha, repleta de mantas, cobertores, lençóis com folhos, toalhas de um turco nunca visto. Dava o mote para base de licitação e ali estávamos, a ver quem levava o cobertor com o desenho do leão para casa.

Até chegarmos à dita carrinha cirandávamos pelas outras bancas. Raras vezes íamos comprar alguma coisa, por isso o recado: «veem com os olhos, não se mexe no que não se vai comprar, não se chateia quem está a trabalhar». A minha mãe gostava pouco daquela gente que, aos seus olhos, fazia pouco de quem trabalhava. Porque eles andavam sempre por ali. Entravam nas bancas, mexiam em tudo, criticavam o produto, perguntavam o preço, criticavam o preço, que o bem «não vale isso nem que você se pele», pousavam o bem, criticavam o vendedor, não tinha jeito para atender os clientes, assim não havia de vender nada.

Estas pessoas nunca estiveram interessadas em comprar nada. Umas porque nem dinheiro tinham, outras porque achavam interessante fazer pouco de quem vendia na feira. Eles que trabalhavam em escritórios ou em lojas finas de perfumes eram muito melhores que «aquela gente».

Hoje acho que estas pessoas têm todas contas no Facebook, entram nas páginas públicas dos outros e, apesar de não gostarem do que são, ou apesar de os invejarem, ou seja lá pelo que for, entram. Para eles é o mesmo que entrar numa loja para implicar com o dono, implicar com a vendedora. Criticam o que a pessoa é, o que a pessoa disse, o que a pessoa não disse, o que a pessoa vai ser daí a 5 anos e ainda regateiam a profundidade da bosta que dizem.

É a feira de Corroios chutada para a estratosfera digital. A massa de gente que vai, gosta. Quer que a feira volte. Respeita. Depois há os nichos de gente que ciranda a terra como se estivessem a fazer um favor a Deus nosso Senhor. São uma espécie de bullys sociais, ou apenas os idiotas que antigamente se sentavam ao canto da taberna, mas agora têm um telemóvel com touch screen.

 

Tenho um profundo respeito pelo Nuno Markl, faz-me rir, e eu respeito pessoas que, sem me serem nada, me alegram o dia. Penso que de todos os humoristas é o mais inofensivo. Não que os demais sejam ofensivos, acho que não há nenhum de que não goste, e adoro os mais ácidos. Fazer rir não é fazer mal. Fazer mal é deixar um animal abandonado à sua mercê, preso num rail. Fazer mal é ver alguém cair e, em vez de lhe estender a mão, desviar-se para que não impacte 2 cagagésimos o seu dia. Fazer mal é sair do meu caminho para ofender alguém só porque essa pessoa disse o que pensava.

 

A maldade das pessoas resume-se à sua frustração, má formação, ignorância e maldade. Fazer rir é um trabalho difícil e pessoas como o Nuno trabalham todos os dias para alegrar alguém, para arrancar uma gargalhada num dia de merda. Essa é a vitoria do seu dia de trabalho. Vejam como é difícil.

Ser humorista não é ser médico, mas quando estamos na merda e nem os médicos conseguem ajudar só há uma coisa a fazer: rir. Rir muito disto tudo.

 

Hoje, quando vi a mensagem do Nuno Markl no Instagram lembrei-me da feira da minha terra. Lembrei-me das pessoas que entravam nas bancas de quem estava a trabalhar, não queriam comprar nada, só queriam estragar-lhe o dia.

 

Espero que o Nuno pense o mesmo que a senhora das toalhas de mesa e saiba que: «estes cabrões só para aqui vêm para me dar conta da mona». Que os mande pastar e nos continue a fazer rir, mas rir muito. Eu cá sei a falta que ele me faz todos os dias a caminho da 25 de Abril.

 

 

Querem lá ver que é um cachalote de tanga

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É sexta-feira e a cabeça rejubila de uma alegria imensurável, os neurónios dão-se a uma dança frenética que isto filmado cá dentro se assemelharia muito a uma qualquer gaiola das loucas. Vai daí e decido meter as minhas extremidades superiores dotadas de 10 falangetas ao serviço do mundo cor de rosa. Podia dar-me para pior, podia acordar com os espírito virado para a política, mas não. Decidi meter as ganfias numa coisa que afeta muito mais as nossas vidas que Bancos falidos e rendimento de inserção social.

Desta feita percorro a minha conta de Facebook - onde vós não ireis encontrar fotos de minhas pernas à beira mar, mas quem sabe das minhas falangetas inferiores soterradas em areia da praia - e deparo-me com a nova pancadaria de galhardetes que se vive. Mais uma vez com um participante num dos programas da SIC Caras, o que me leva a consolidar ainda mais o meu pensamento de que podiam aniquilar aquele canal e sugerir aos seres vivos que vivem de falar da vida dos outros, à falta de saber o que fazer com a deles, que arranjassem um emprego que produzisse alguma coisa para a sociedade.

Esta é apenas uma pequena nota, uma opinião, um pedido, um desejo, vá!

Pois então, e passando ao que interessa, diz que a querida Luísa Castelo-Branco, conhecida por todos pela sua beleza, admirável forma física, já para não falar da sua agradabilidade vocal (sendo que em nada se parece com um camionista de longo curso, nada, nada, nada) refere, a propósito de um vestido usado pela Sofia Ribeiro, que "ficava bem a uma pessoa com metade do peso dela".

Ora uma pessoa a ouvir um comentário destes fora de contexto é bem capaz de pensar que a querida Luísa se deparou com um cachalote em cuecas a caminho do Chiado. Mas não. Fala de uma outra mulher, que tem idade para ser sua filha e que é, por sinal, uma mulher lindíssima, que passou por algumas dificuldades em termos de saúde e que apesar de tudo isso, continua a ser uma gaja boa, como aliás a querida Luísa nunca foi.

Espanta-me que uma mulher que é mãe de uma outra mulher que foi tão satirizada por causa de um vestido há coisa de ano e tal, seja hoje tão cruel com uma miúda que tem idade para ser sua filha.

E não, querida Luísa, não estou a dizer que tem de gostar de tudo. Todos podemos ter a nossa opinião. Contudo há formas para dizer as coisas. Até eu, que estava na arrecadação a arrumar tralhas velhas quando distribuíram a classe lhe sei dizer que há formas mais simpáticas de se dizer, digamos que, o mesmo excremento.

"Já a vi com vestidos melhores", "este não lhe assenta tão bem", "gosto mais de ver este corte em pessoas mais esguias", sei lá, vocês é que recebem para ser comentadores, não eu. Mas parece-me que qualquer destas três frases ajudaria a transmitir que a Luísa não gosta, sem ser, como hei-de dizer...rude e camionista.

A Sofia por outro lado, revestida de amor e coisas, escreveu um post ou lá o que foi à Luísa, sentida pelo comentário da comentadora, ou lá o que é.

Compreendo que a Sofia se sinta melindrada pela frase, mas palavras são palavras, trapos são trapos, opiniões são guizos e temos de lhes atribuir o valor que merecem dependendo do impacto que têm na nossa vida, bem como a boca de onde saem. E muito francamente, depois de já ter gasto alguns minutos da minha vida a ver este magnifico programa de profundo interesse intelectual e cultural, nada me admirava que depois de proferir a frase um dos exemplares comentadores espetasse com uma mão cheia de tremoços na boca, assim mesmo com casca, desse umas valentes golfadas numa jola e num ato de classe continuo, libertasse um arroto profundo seguido de um, "vamos passar ao próximo". Assim mesmo, como quem tritura chicha para salsichas na Sicasal.

 

Humm, que tal, tenho jeito pró cor de rosa ou não?!

 

Feita que está a minha resenha, vou fazer cenas que de facto interessam para alguma coisa ao contrário disto.

 

*para quem não sabe e por forma a dar algum tipo de cunho intelectual ao supra descrito esclareço que um cachalote é  um "Mamífero cetáceo dentado, de comprimento até 20 metros, encontrado em mares temperados e tropicais."

 

E quem ganha o ordenado mínimo, como é que faz?

Estamos de pseudo férias. Não temos de nos apresentar ao trabalho, porque, lá está, estamos de férias. Mas a virose prendeu-nos em casa. Por isso não são bem férias, são uma espécie de descanso forçado com sopa sem azeite e com ausência de produtos com lactose.

Pensávamos que a coisa estava mais composta mas de manhã o pequeno acordou choroso, com dores, nem abria os olhos.

Não sei se já disse, tenho a ideia que sim, mas ouvir o meu filho chorar com dores é a pior dor que eu consigo sentir. No momento em que ele chora prefiro que me vazem uma vista a sangue frio em troca pela dor que ele está a sentir.

E sim, já sei que há coisas piores, que é uma dor de barriga, que lhe passa, que já teve antes e há de ter mais, que se me vazassem uma vista por cada vez que ele chorar por uma coisa pequena qualquer não havia globos oculares que me valessem nesta terra e tudo e tudo. Mas custa-me. Aguento-me e contenho uma lágrima quando a dor lhe passa e finalmente descontraio.

Tivemos de ligar ao médico. Não podia ficar como estava (e até hoje não tinha estado assim, tinha estado sempre bem disposto, sem vómitos). Aconselhou a compra de uns sumos na farmácia (depois faço um post sobre esses porque são mesmo bons e resultam a sério - para crianças e adultos (nós também bebemos)) e mais umas saquetas para juntar ao leite (hoje sem lactose).

Quando o Nuno chegou da farmácia:

- Fazes ideia de quanto custaram 6 sumos de 200 ml cada?

- Não.

- Quase 30 Euros!

Quase 30 Euros por 6 sumos de 200 ml cada. Só se vendem em farmácias. São bons? São. Se fossem o dobro, comprava? Comprava. 

Porque, felizmente, posso paga-los. Não sou rica. Longe disso. Tenho um carro usado e ando há mais de 6 anos para mudar de casa mas não posso porque não tenho como suportar uma renda superior. Mas ainda posso comprar estes sumos para o meu filho.

Depois penso, como faz quem ganha o ordenado mínimo? Sim, aqueles que o senhor da Padaria Portuguesa, que tira lucros de 400 % sobre um Pão de Deus, aqueles que têm de trabalhar mais não sei quantas horas para ganhar mais algum. Como fazem esses? 

Uma renda, uma prestação de carro, água, luz, gás, ATL ou creche, certo?

Como é que fazem estes? 

Desenrascam-se. Criam-se. Tudo se cria.

Mas não devia ser assim, pois não? Não é para isso que vejo uma batolada do meu ordendo ser descontado todos os meses. 

Depois falam-se em incentivos à natalidade, para ver se cada mulher atinge o objetivo dos 2.1 filhos. Palmadinhas nas costas, é o único incentivo que conheço.

Diz-se que dinheiro não traz felicidade. É verdade. Mas traz descanso. A possibilidade de dar aos que mais amamos, não tudo o que querem, mas todas as condições para que, com sorte, repito, com sorte, tenham o melhor futuro possível. Quem sabe melhor que o nosso. Quem sabe, melhor do que o ordenado minimo.

 

(nota complementar, os sumos não servem sequer para pôr no IRS. mas repito são bons, funcionam, e depois faço um post sobre isso)

 

Este post foi escrito 4ª feira à noite, muito tarde, cansada e sem vontade de o publicar na hora.

(feita a devda retificação do trás pelo traz...quem cá vem já sabe que sou meia analfabeta )

Há dias em que me convenço ...

... que o melhor é escrever sempre sobre coisas inócuas.

Há dias em que me convenço que o melhor não é ter uma boa nem uma má opinião, é conseguir escrever um texto sem dizer nada. Não importa se é curto ou longo.

Cada vez mais me convenço que o melhor é escrever sobre estrelas e constelações e posição da lua.

E isso é um tédio tão grande.

Cada vez mais me convenço que não tenho grande jeito para isto.

 

E pronto, lá vou eu ler “O nosso Reino”

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Esta situação que está a ser vivida com o livro “O nosso Reino” de Valter Hugo Mãe está a dar-me a volta ao estômago de tantas formas que nem sei bem por onde começar. A leviandade e a estupidez num matrimónio descarrilado que se celebra por uma cataduta de opcionalmente ignorantes.

Mas vamos por partes, que isto não há nada como dissecar os temas com calma e tranquilidade para lhes encontrarmos o âmago.

 

Em primeiro lugar se o queixume e choque anafilático-indignado tivesse acontecido à Maria Clotilde, mãe da Marlene Beatriz e ao Quim Tó, pai do Rúben Filipe, que estão no 8º A da E, B 2/3 do Feijó, escola que até há dois anos era um pré-fabricado, estou certa que ninguém lhes tinha dado ouvidos. Até porque a escola em que os filhos estudam foi um pré-fabricado durante 30 anos, e por mais queixas que tivessem sido feitas só em 2014 alguém se lembrou que essa coisa de ter alunos a aprender Físico-química com um alguidar ao lado, para apanhar as pingas da chuva, era coisa para não ser muito adequada. De qualquer modo posso imaginar a malta lá para o Ministério da Educação a receber uma queixa da Maria Clotilde e do Quim Tó:

- É pá mas esta gente não fica satisfeita com nada? Primeiro a moer o Ministério por causa do pré fabricado e agora livros. Percebe lá esta gente alguma coisa de literatura?! Ó Maria Amélia, faça-me o favor e ponha na pilha que eu não tenho pachorra p’a isto.

E na pilha ficava.

Mas como isto se deu num liceu "de bem", em Lisboa, então temos de ter outra atenção.

 

Depois, fico sempre com a ideia que os filhos destas pessoas "de bem" (chamemos-lhe assim), para além de vestirem sempre encarnado (nunca vermelho) e darem sempre presentes (nunca prendas), não foram concebidos durante uma relação sexual, não, sexo é chavascal e chavascal é para o pobre. As pessoas de bem fazem o amor em leitos imaculados e o climax não se dá em gritos ou gemidos de prazer, mas numa espécie de luz que encandeia as vistas alheias. Assim como quando o Son Goku se transforma em super guerreiro. E o parto? No nascimento de crianças de bem não há dor e muito menos a criança vem de um pipi. Nada disso. Todo o momento se reveste de puro encantamento, em que os enfermeiros se vestem de cor de rosa e os médicos são póneis encantados. Quando a criança vem ao mundo vemos um arco íris lindo e plim, a criança aparece. Só o pobre é que vai parir. Fazemos confusões ou quê?!

 

Acho extraordinária a dedicação destes pais, porque, ao que parece, todos foram ler o livro. E já que leram este, espero eu que tenham lido todos os outros no Plano Nacional de Leitura. Esta gente não é culta. É mega culta. Ou se calhar houve um beato que leu e depois tirou cópias das páginas pecaminosas para mostrar aos outros. Eu aposto que é mais a segunda. Ou ainda, de tão entediante e persecutória que é a sua vida, depois de saberem que havia 2 páginas e meia de sexo correram a ler. Aí pipis e pilas, pipis e pilas!

Pessoas, tenham juízo! Acham mesmo que com 13 e 14 anos os miúdos ainda não sabem de onde vêm os bebés? Acham mesmo que com 13 e 14 anos ainda não sabem que os meninos têm pilinhas e as meninas pipis? Por maior escândalo que vos possa parecer, alguns já terão até aprendido a usa-los. Desculpem lá a franqueza.

Sim, porque quando eu andava na escola a Marlene Sofia ficou grávida. Estávamos no 8º ano e ela tinha a mesma idade que eu. Por mais inculta que possa parecer nunca chumbei e nunca andei em nenhuma escola de ensino especial. Fiz isso tudo no publico, numa escola pré fabricada e que ainda hoje tem um excelente corpo docente. Que preparou alunos para ser médicos, engenheiros, investigadores, pedreiros, desempregados e parvos, como eu. Como podem ver, de tudo um pouco, numa espécie de potpourri de seres humanos.

 

Mas continuando com a viagem literária, calculo que por esta altura tenham já preparado um abaixo assinado para “Os Maias” porque se sexo é um escândalo, então esperem até um irmão e uma irmã se começarem a encavalitar um no outro, várias vezes. Por encavalitar não estou a falar de equitação, estou a falar de se comerem um ao outro, fornicarem, fazerem sexo, porque fazer o amor só acontece depois do matrimónio.

Então não seria melhor os miúdos irem por fazes, primeiro lerem sobre o sexo e depois vir o incesto?

 

Revolta-me esta permanente busca pela opcionalmente escolhida ignorância. Será que ainda não aprenderam nada? Que ainda não conseguiram encaixar que a pior coisa que podem fazer é esconder aos miúdos a realidade, com histórias fantasiosas e respostas evasivas? É melhor irem pesquisar à wikipedia, ou aprenderem com as novelas? Olhem que lá há sempre muito amor e muito pouco preservativo. Eu diria que este ultimo é sempre útil. Para além disso, se os miúdos até podiam achar o livro uma seca, agora vão estar numa cegueira fora de serie por lê-lo, tal não é o espalhafato em torno de 2 páginas. Valha-me Deus, vamos com 2 séculos e tal disto e ainda ninguém aprendeu que o fruto proibido é o mais apetecido. Jesus!

 

De qualquer modo, assim se avalia um livro. Menos de meia dúzia de páginas e pronto. Parece o livro do demónio que vai conspurcar as mentes límpidas destas inocentes crianças. Crianças estas que, nem devem ter acesso ao youtube para ver ao vivo como se faz. Nunca ouviram Snoop Dog com as senhoras semi nuas que o acompanham sempre, entre outras músicas de letra sexual (este foi um exemplo). Não me digam que põem os miúdos a ouvir Renascença e TSF em permanência.

Acham mesmo que miúdos com 13 e 14 anos nunca viram (ou pelo menos tentaram ver) um filme pornográfico? Minha gente, até no American Pie que passa à tarde em períodos de férias há miúdos a masturbar-se, a fazer insinuações e há um que diz que "fuck" toda a gente. Mas isso não faz mal, porventura porque não está no Plano Nacional de Leitura.

“O meu Afonso Maria jamais faria isso! Usar a internet para coisas do mal. Afonso Maria dedica-se inteiramente a seus estudos e usa a internet unicamente para investigação.”

Claro que jamais. E eu acredito bem que investigue.

Ou depois a prima manda cartas à Maria com perguntas como “Querida Maria, se eu lavar os dentes com a escova do meu primo fico grávida?” Arriscando-se a que um dia alguém a esclareça de forma errada.

Que mentes tão pudicas, que mentes tão pobres, que mentes tão pequenas. Quanto mais ferramentas temos para procurar a evolução da nossa espécie, mas retrógrados e tacanhos nos tornamos.

 

E no fim de tudo isto, falamos de um livro cuja descrição reza assim:

"Num ambiente rural onde a religião é uma âncora fundamental e a visão do pecado uma pesada herança do Estado Novo, o nosso reino começa como uma aventura terna e cândida, contada por uma criança obcecada pela diferença entre o bem e o mal. Conseguirá o narrador escapar e transformar- se em borboleta ou anjo?"

Ui, qual 50 Shades qual quê!!! Isto deve ser lambada e cama que até doí.

Ó pá não me moam a cabeça e tenham dó de mim!

 

Quanto a mim, vou comprar o livro. Vou lê-lo e muito provavelmente coloca-lo para leitura lá em casa. E logo que entenda que pequeno sôtor está apto para o compreender, seja com 10, 12 ou 18, quando ele quiser, vou dar-lho para ler. E vou perguntar-lhe se entendeu, se tem questões, e vou esclarece-lo. Eu, ou o pai, se ele preferir, não a internet e muito menos as suposições ou os primos dos amigos que mal sabem duas coisas e meia da vida.

 

 

As frases inspiracionais do Facebook

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Abri conta no Facebook porque me tinham dito que dava jeito ter conta para seguir algumas páginas de promoções e de informação e coisas desse género.

Mantive a conta do Facebook porque fiz like a montes de páginas de animais fofinhos e passou a ser um mecanismo de relaxamento ao longo do dia, numa espécie de substituição do cigarro. Ia ao Facebook, via os gatinhos fofinhos ou os cãezinhos bebés e ia ficando mais animada. Qualquer coisa como “olha um gatinho, like, olha um gatinho, like, olha um gatinho like, olha o relatório, tem de like”.

Depois descobri que me dava jeito ter uma página de Facebook para o blog, sempre acabo por granjear mais alguns leitores, ainda que nem sequer tenha chegado aos míseros 100 likes. Uma calamidade.

Mas adiante.

Hoje em dia evito ir ao Facebook. Dou lá uma volta p’aí uma vez por semana e trago trauma que chegue por, no mínimo, 5 dias. São demasiada frases inspiracionais e aquilo tende a dar-me conta dos nervos. É uma espécie de síndrome de barriga inchada, em que a pessoa acorda com a barriga lisa e depois ela vai inchando ao longo do dia, mas para a irritação. É uma irritação inchada, vá! Parece que toda a minha gente tem uma espécie de filosofo-ó-mago dentro de si, com frase redundantes que têm por objetivo alegrar a vida de uma pessoa mas que quando a merda chega ao nariz (quando chegamos à fase da merda já o verniz foi com o caraças) só nos dão é vontade de dar cabo da canastra de quem se lembrou delas. Parece que uma pessoa hoje não pode dizer que está a ter um dia fodido, porque todos os copos têm uma parte meio cheia, nem que seja o facto de a pessoa estar vida.

Pessoas, news flash, estar vivo é fundamental para sentir cenas, mas muitas vezes é manifestamente insuficiente para uma pessoa estar alegre. Há momentos até, em que uma pessoa para se sentir alegre só lá vai depois de botar abaixo uma de tinto. E estou a apontar por baixo.

 

Hoje de manhã decidi que devia dar uma volta ao Facebook. A fila estava mesmo supimpa, havia chuvinha mas o tempo estava melhor, e não me fazia mal nenhum apanhar uns gatinhos para fazer uns likes. Aceitam-se gatos que fazem miau e gatos que dizem “Oi!” desde que os últimos se apresentem apenas cobertos na parte inferior e mostrem de forma clara que o ginásio é a sua segunda casa. Se não cumprirem estes requisitos, por favor vistam-se e, melhor ainda, não tirem selfies. Pelo menos não de corpo inteiro. Só Deus sabe que é o que eu faço para evitar traumas.

Sou muito atenciosa com as outras pessoas.

Mas dizia então. Estava eu em busca de gatinhos e outra bicheza de regalo ocular quando me deparo com uma e outra frase inspiracional.

Pessoas, não há cú que aguente. Parece que esta malta tem toda um Gustavo Santos lá dentro (depois desta frase desimpeçam por favor as vossas mentes menos asseadas, esta frase é puramente filosófica e espiritual até porque o homem é casado, sim!?) só que o tipo é o único a fazer dinheiro com isso. Depois dizem que a aparência não ajuda. Fosse ele um trombolho anafado e queria ver alguém a acreditar no “a mente chama-se mente porque te mente”, diziam-lhe mas era “tá calado ómêm!”

 

Dediquemos então alguma - breve - atenção ao teor filosófico desta manhã, a ver se conseguimos sacar das frases algum sumo.

 

“uma casa sem livros é como um corpo sem alma”

Eu, quando estou a limpar o pó, só me ocorre que uma casa sem livros era a casa que eu gostava de ter. Assim, sem gretas com ácaros e essas cenas. De mais a mais ainda não percebi se o meu corpo tem alma. Nunca a vi e desconheço a existência de algum exame que me ajude a ver a sua condição e bem estar.

 

“o lar é onde o coração do homem cria raízes”

Este gajo tinha empregada de limpeza. Só pode. Porque o lar é onde os braços do homem lavam a loiça e arrumam a tralha espalhada. O lar de um homem sem empregada é um segundo emprego ou um chavascal. Isso das raízes deve ser outra cena qualquer.

 

“Pense o bem. Queira o bem. Faça o bem. Semeie o bem. Que o retorno vem!”

Estava a ler esta e a tentar interiorizar quando uma desgraçada veio em contra-mão na nossa direção. Não me escavacou o carro por milímetros. Avisámos e ainda acenou a demonstrar que sabia bem o cocó que estava a fazer. Alegre. Devia ter lido outra frase inspiracional à qual eu ainda não tinha chegado. Pensei que ela devia marrar contra um muro. Quis que se esmerdalhasse toda. Fiz um sinal com o dedo e não semeei nada. Por esta altura já estávamos a estacionar e eu enervada.

 

“Nada de desgosto nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça”

Mas recomeço o quê afinal? O dia de trabalho? Que remédio. Senão quem é que me paga as contas? Desânimo? O gajo que escreveu isto havia de ir a minha casa à 6ª feira ao final do dia, quando ele visse o que há arrumar nem a ansiolíticos se safava. Chico esperto. Este é outro com empregada.

 

“O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”.

Este ano não tenho plafond para óculos. Tenho de esperar pelo 2018 a ver se vejo as coisas melhor.

 

E há mais. Podia estar aqui até amanhã.

Pessoas, arranjem o que fazer, tipo terapia e deixem-me o Facebook em paz senão qualquer dia quem tem de se tratar sou eu.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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