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Em busca da felicidade

Coisas que me acontecem ou de como a liberdade de expressão já viu melhores dias

Bom, nem tenho a certeza se tenho demasiadas palavras ou falta delas. Escrevi um texto sobre uma coisa minha, histórias da minha vida. Escrevi-o sem qualquer intuito de ofender quem seja, mas para fazer rir.

Há pouco dei com um link feito para o texto: este.

Ao que parece o meu texto, de humor, está cheio de ódio.

Eu nem sei o que dizer. Respondi à autora no seu espaço, algo que não teve a amabilidade de fazer comigo. Mas é triste. É muito triste que nos tentem colocar uma forma. Temos de escolher mil palavras para dizer o que pensamos. 

O melhor é ficar pelo silêncio ou escrever textos de ir ao pão.

Pensando melhor, não.

Peço imensa desculpa se alguém se ofendeu, o melhor será não voltar a este antro de ódio e reprovação.

São opiniões, eu folgo em saber que existem, que se podem expressar. São o resultado da liberdade de expressão.

De resto, boa tarde.

 

Comunicado à população leitora

Nova-Imagem-2.jpg

 

O porquê do Comunicado

Devo estar a ficar famosa porque vai na volta e lá me batem à porta uns elementos que mais valia ficarem lá pela vida deles. E toda a gente sabe que malta dessa só bate à porta dos famosos.

Ontem, estava eu bem descansada na minha vida quando recebo um comentário a um post escrito no inicio de Outubro (Outubro senhores!).

Já toda a gente sabe o profundo carinho que tenho por comentadores anónimos e ali estava um, anonimozinho, a dizer “Ai esse português…”. Eu, de pessoa simpática e calorosa que sou nestes dias de pico de frio lá com as frentes que vêm de outros continentes, respondo enfatizando o profundo carinho que tenho por comentários de pessoas que mais parecem postas de pescada que não servem para nada e mais valia não terem sido ditos por ninguém porque não me recordo de existir gente de nome anónimo.

Respira, inspira que foi à Saramago, esse danadão que não usava os pontos e as virgulas como manda a lei.

A pessoa, que passou ao lado numa excelente carreira na PIDE da Língua Portuguesa, colocando nas catacumbas todos aqueles que se enganam e profanam a língua de Camões, esclarece que andava à procura de receitas de sopas e deu com o meu post, tendo percebido que faltava um “h” num “à” e mais lá uma qualquer gralha de escrita. Que afinal a senhora tem nome e se chama Ana, mas que, como não tem perfil no Sapo não assinou.

 

Ora este comentário, ao qual já respondi, leva-me a duas questões, ou observações, vá!:

 

1ª – O que é que leva uma pessoa que anda à procura de receitas de sopas a ler um post com este titulo: Momentos em que eu gostava de subtrair os meus próprios olhos à colherada - #1? Terá sido por causa da colherada? Por andar à procura de receitas com o ingrediente olhos? Porque raio? Não interessa.

 

2ª – Estamos perante uma pessoa a quem não escapa qualquer escorregadela na Língua Portuguesa (não sei se é afeiçoada ao acordo ortográfico ou não, mas também não me interessa) mas ao que parece não conseguiu perceber que podia assinar com o seu nome no comentário mesmo não estando registada. Ou se calhar não quis perceber. Porque é sempre mais fácil arrotar larachas para o ar do que dizer, eu Joaquina de tal acho que você escreve mal. E até rima! Hummmm. Toma lá poesia!

 

Esta situação faz-me lembrar a descrita neste post. Isto é malta que anda enraivecida com a vida e que procura na net sacos de box virtuais. “Ai, ofendeste a minha Língua, ofendestes, toma lá um comentário para te punir!”. E eu ali, a sentir-me punida, açoitada, de lombo vergastado.

Ou então não!

 

Agora "o" Comunicado

Pessoas que não cometem erros, não venham a este blog. Ou venham mas guardem as vossas opiniões. Ou deem, tanto me dá. Sempre pode ser que encontre uma forma de me rir deles. Como agora. Porque é preciso uma pessoa ter uma vida um tudo nada vazia para andar à procura de receitas de sopas e acabar a chamar a atenção de outra para a falta de um "h", num post, de um blog, que nada tem que ver com receitas do que quer que seja. Muito menos sopas.

Já aqui disse e volto a dizer. Eu dou erros a escrever. Muitos erros. Tal como dou muitos erros a viver. É a vida, faz-se o melhor que se pode. Não há cá perfeições. Nem a Barbie é a mulher perfeita, loira, boazuda e calada que nem um rato, havia eu de ser. Este é um espaço publico, livre, e profundamente meu. Não recebo 1 cêntimo pelo trabalho que me dá, por isso não me moam a cabeça com correções de português. Só Deus e eu sabemos que a maior parte das vezes não volto a ler o que publico.

 

As Helenas Isabeis da vida real

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Como já aqui referi, nesta fase da minha vida sou espetadora assídua (não doente) da casa dos segredos. Ao fim de 13 ou 14 anos de reality shows e na sequência da minha enclausura por baixa em casa no final de 2014 e principio de 2015 ganhei apresso à coisa.

A verdade é que, se olharmos com algum pormenor para aquilo, é possível perceber que se retratam em muitas daquelas pessoas características das pessoas que nos rodeiam no dia a dia e até mesmo nossas.

Se nos colocarmos à parte do português mal falado (ou então não, em alguns casos) a verdade é que os comportamentos que têm uns para com os outros demonstram muito daquilo que é a sociedade em que vivemos. Uma sociedade quase selvagem, sem respeito às regras, a tender para a anarquia, sem a capacidade de assumir responsabilidades pelos seus atos, encontrando para todos os comportamentos errados justificações estapafúrdias, quando não mesmo nos outros que em nada têm que ver com os seus comportamentos.

Um cada vez mais crescente narcisismo desequilibrado em que não conseguem ver muito para além dos seus próprios umbigos.

Tenho acompanhado a edição deste ano e cada vez mais vejo isso mesmo. Existem os que andam calados, ouvem e tentam não se pronunciar, mas depois quando lhes toca alguma coisa mostram-se indignados. Os que gritam e chamam nomes à mais pequena diferença de opiniões. Os que bebem e culpam os maus comportamentos em dois copos de vodca. Justificando que perdem a noção dos seus atos por causa do álcool.

Todos ficamos parvos com dois copos de vodca. Agora, perder noção do que se está a fazer, só mesmo quem tenha alergia ao álcool, ou quem aproveite para encontrar neste fácil bode expiatório uma forma de justificar os seus comportamentos.

Assisto a esta edição e encontro sempre o mesmo tema. Uma jovem de nome Helena Isabel, que ao que parece é a culpada da maior parte dos males do mundo. Só falta a pobre coitada ter causado os tremores de terra em Itália. Tudo é culpa da moça. Falam mal dela e perante imagens em que a chamam de cabra, cobra, venenosa, entre outras afirmações ofensivas, desmentem. Dizem que está descontextualizado. Que ela também fala mal. Pedem que passem imagens de quando se sentam todos a falar uns dos outros e que ela fala mal dos colegas. Ou seja, se ela fizer igual as suas atitudes ficam justificadas. Não entendem que agir mal não depende do que os outros fazem. Depende do que nós fazemos.

Eu assisto ao programa. Não 24 horas. Mas vejo os resumos à hora de jantar. Ou aqueles que consigo quando o meu filho de ano e meio deixa. A moça manifesta a sua opinião. Diz o que pensa dos outros. Mas não ofende.

E o problema é esse. A incapacidade de compreender que dar uma opinião não é ofender.

Dizer que discordo com determinado comportamento e dizer que um colega é otário são coisas diferentes.

Mas é difícil fazer entender.

A moça em questão tem granjeado simpatias por todo o lado menos dentro do concurso em que está inserida. Prova disso é que a colocam a nomeações todas as semanas e lá se vai mantendo.

As pessoas gostam da prestação, porque estão cansadas da falta de educação. Dos gritos. Do não levar desaforos para casa a todo o custo. Estão cansadas de comportamentos incorretos e da incapacidade de reconhecer que estão errados.

Gostam porque num ou noutro comportamento ou situação acabam por se rever. Rever no momento em que alguém as manda à merda ou as chama de cabras sem razão e têm de engolir o sapo para não se chatearem mais. Tem granjeado simpatia porque quer queiramos quer não todos passamos por momentos Helena Isabel, em que nos apetece dar uma arrochada em alguém, mas optamos por engolir e seguir em frente. Ser superiores ao comportamento irracional dos outros.

Um reflexo da nossa sociedade, quer queiramos quer não. A pessoa que é correta é desconsiderada, e, caso alguém lhe reconheça mérito no comportamento, aparecem sempre 5 ou 6 hienas para dizer que devem ser amigos ou andou a dar graxa.

Na semana passada estávamos a sair do trabalho e num cruzamento uma tipa passa por um stop sem parar, quase lhe batemos. O Nuno buzinou, a alertar para o sinal, para o comportamento. A tipa abre o vidro e faz um manguito para nós, como se ela tivesse razão no que estava a fazer.

E eu lembrei-me, que afinal isto é tudo uma grande casa dos segredos. Só não estamos sempre a ser filmados. E por isso tantas vezes é pior que lá dentro.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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