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Em busca da felicidade

Bom rir com o cinema espanhol

 

 

Pode ser maturidade. Pode ser fartura do cinema americano. Mas a verdade é que cada vez mais me seduz o cinema europeu, especialmente o francês, ainda que o cinema nacional esteja a melhorar a olhos vistos. 

Este fim de semana experimentámos uma comédia espanhola. Não é a primeira vez que vejo filmes espanhóis, mas já há muito tempo que não escolhia um. Provavelmente desde que vi um do Almodôvar, para aí há uns 10 anos.

Está comédia está de partir o coco a rir. Tão boa que domingo à noite acabámos com mais cinema europeu, ontem uma comédia francesa. 

 

 

Não há nada como um homem agarrado ao varão

Uma pessoa passa meses em que decide que não vai escrever mais num sitio. Mas depois a vida traz-lhe acontecimentos à porta e a pessoa fica com ansiedades de desconstruir todo um rol de cáca mental que se lhe apossa da mente.

Hoje uma colega de trabalho lembra-se de contar, a plenos pulmões e em sede de departamento com elementos tremendamente estudiosos do comportamento humano, que esteve no fim de semana passado num jantar onde estava um moço (pelos vistos bem apessoado) que é instrutor de Pole Dance.

 

Esclarecimento que ando cá é para ensinar

Para quem não sabe o Pole dance é a também conhecida dança do varão, em que a pessoa depois de passar bem as mãos por farinha - por vias de evitar o esfrangalhamento das faces caso se agarre ao pau e a mão escorregue – se agarra a um pau de ferro e procede a um conjunto de acrobacias (também conhecidas por macacadas sensuais). É um género maioritariamente conhecido (e apreciado) pelos homens, envolve sempre a colocação de notas na roupa interior de outra pessoa (só não envolve quando o tipo é um forreta e acha que por ter pago a bebida já não gasta mais nada no bar de cores duvidosas).

 

Ora dizia então esta colega - que prontamente se disponibilizou para procurar uma fotografia do moço, que por sua vez se encontrava em tronco nu, tremendamente sarado e dificultando que uma pessoa lhe avaliasse as qualidades faciais – que este belo espécime do sexo masculino é apenas instrutor e que aquilo é mais difícil do que parece. Que o moço é perfeito, dança, tem um sorriso magnifico, tem um corpo “ufa” (ou lá o que isso significa) e ainda gosta de animais. Até porque o dito quando não está agarrado ao varão de sunga ou seminu nas suas fotografias do Facebook, traz debaixo do braço um belo cãozinho pequeno que trata com carinhos vários.

Um mimo.

 

Eu, de pessoas ceptica que sou, vejo-me a braços com o pensamento, “mas para que raio serve um gajo que se agarra a um poste nos tempos livres?”

É que isto de estar casada há quase 10 anos faz com que uma pessoa se veja na necessidade de pensar nas coisas pelo seu lado mais prático. É possível que em tempos pudesse achar interessante ou até engraçado um individuo que fizesse macacadas com um poste. Hoje, não há nada mais sensual que chegar a casa e ver o homem agarrado ao aspirador. Ali a aspirar forte e feio o chão. O sentimento de descanso que se tem quando se percebe que já não há pelos dos cães a cagar o chão todo. E mais, que a tarefa não sobra para uma pessoa.

Ah, mas e então e de avental nú a fazer o jantar?

Pessoas, minhas. Tucanos tontinhos de meu coração. Antes de mais o asseio. E aquela coisa das nove semanas e meia com comidinha da boa espalhada pela pessoa abaixo é coisa para me deixar cheia de comichões. Depois, com a idade a fazer-se notar uma pessoa gasta mais nos biológicos. E andar a brincar com aboboras bio é coisa de quem ganha mais que eu ou de quem não sabe o quanto a vida bio custa.

 

Momentos em que devia cair uma bigorna do céu #6

bigorna.jpg

 

Já há algum tempo que não mandava descer bigornas com força em cima de gente parva.

Hoje apanhei mais uma espécie de ave rara.

É uma espécie quem tem ganho espaço e que até conduz. O tipo de pessoa que parece sofrer de um tipo de síndrome de Moisés atualizado.

Malta que vem na faixa da esquerda e que, apesar de a 100 metros estar trânsito intenso, todos os carros parados, ainda faltam mais de 5 km para a ponte, vêm ali, a esmifrar, a esfrangalhar os carros, fazendo sinais de luz aos veículos da frente. Para que saiam, abram alas para ao meninos passarem.

Depois param.

Arretam!

Para quê pessoas?!

Porquê, pessoas?!

A não ser que a aventesma que está dentro do carro ache mesmo que se vai abrir uma fila pelo meio das filas para a sua passagem, mais ou menos como Moisés fez à água, não faz sentido.

É, como hei-de dizer, estúpido!

Ocorre-me apenas uma coisa…

BIGORNA!

Detesto frases feitas #2

Nada é impossível até acontecer

 

?????

Grilos

WTF

 

 

Uma pessoa passa por todos estes estádios emocionais. Depois pede apoio só para ter a certeza de que não está a pensar mal. E por fim conclui o que já sabia…não faz sentido.

Então a coisa torna-se impossível depois de acontecer, é isso?!

 

Tá certo!

 

É a moda das frases inspiracionais. Tanto inspiram que depois já nem fazem sentido. E o pior é que tenho cá para mim que ninguém pensa muito nisso. É só o “uaaau, pois é!!!! Brutal!”

 

Não, não é brutal. É parvo. Porque não faz sentido.

Frases que tendem para o idiota e afligem o recetor

Então estás aqui?

Não. Não estou. É uma merda de um holograma que está aqui programado para te responder a essa pergunta acutilante e deveras perspicaz. Não, não estou aqui. Neste momento estou como a tipa do anuncio do Jumbo, estou a passear o cão e, numa espécie de sentimento semelhante ao que tenho a ter esta conversa, estou a apanhar mais um cocó dos meus cães. E se damos continuidade a isto ainda entro no sentimento de quem quando vai a fechar o saco se apercebe que tinha um buraco e está a segurar nas fezes com a própria mão.

 

Aí, não sei como é que consegues comer isso!

Não sabes nem tens de saber. Alguém te de deu a provar? Preparei para o teu lanche, para o teu almoço, quem sabe para sua seia ceia? Não, pois não! Então papai o que vos apetece e deixai-me a mim e às minhas comezainas da mão.

 

Já voltaste?

(depois de ter ido fazer alguma coisa)

Não. De maneira alguma. Tu é que estás a alucinar. E no meio do teu anseio por mim já me vês aqui com os sacos do continente e os pacotes de leite que tinha ido comprar. Mas não, não estou aqui.

 

E se eu fizer "não resoluções", pode ser?

frases_de_ano_novo.jpg

 

Estamos na reta final do ano e por toda a parte se fazem resoluções. Toda a gente quer ver 2016 pelas costas e dar as boas vindas ao novo ano. Como já é habito, já cansados do ano velho, em que fizemos promessas a nós mesmos, muitas vezes as mesmas de todos os anos, sempre acompanhadas da frase "mas este ano é que vai ser". Queremos que venha Janeiro numa esperança de que as chatices fiquem presas a uma qualquer estaca que faz parte do ano velho e que a 31 lá fiquem retidas as malditas.

Uns fazem resoluções, outros dizem que não querem fazer grandes compromissos, há os que não acreditam nessas coisas e os que fazem pouco dos que as fazem.

Tenho as minhas, claro, mas essas ficam só para mim. Guardadinhas em papel.

Por isso pensei em pegar no tema de outra forma. Então e se eu fizesse "não resoluções"?

Em vez de falar do que eu pretendo fazer, falo do que eu não quero fazer em 2017. É mais ou menos o mesmo mas pela negativa, só assim para ser diferente, porque tenho a mania que sou esperta ou coisa que o pareça.

De maneiras que.

 

 Em primeiro lugar, faço todas as intenções de não falecer. Essa é muito importante, porque sem essa não dá para cumprir as resoluções nem as não resoluções.

 

 Não fazer dieta, até porque está mais do que visto que não resulta.

 

 Não me escangalhar toda, diz que é coisa que doí.

 

 Não cometer nenhum crime, acima de tudo porque depois me faz anotações no registo criminal e isso tende a dificultar aquisição e/ou manutenção de emprego.

 

 Não pintar o cabelo de louro, era capaz de ficar a parecer uma ave rara pior que o Bieber.

 

 Não gastar dinheiro em coisas parvas (vá tinha de pôr aqui uma que não é para cumprir) e já agora...

 

 ... não me chatear com gente parva (outra que só cumpro p'aí até final de Fevereiro e mesmo assim lá pa dia 20 já está a ser esticadinho, que isto a magia do ano novo passa rápido).

 

 Não me candidatar à presidência da republica, não só porque não vamos entrar em ano de eleições, mas também gosto que chegue do nosso querido Marcelo para lhe querer ficar com o poiso.

 

 Não comer chucrute, que é uma coisa feia e com ar a atirar para o nojento.

 

 Não comer favas (a não ser que sejam fritas, essas já marcham).

 

 Não ir para a praia de biquíni brasileiro (já não tenho idade para isso e de qualquer das maneiras nunca tive lombo para a coisa).

 

 Não ofender outros condutores que, às 7 e meia da manhã insistem em estar mais preocupados com a batida da faixa ao lado do que em chegar a horas ao trabalho, energúmenos (esta é mais uma para não cumprir, até 2 de Janeiro devo conseguir, até porque 1 é feriado).

 

E é isto pessoas. "Não resoluções".

 

Pode ser assim?

 

 

Coisas que me deixam feliz

Entrar na página principal do Sapo e perceber que o João Quadros passou a fazer parte da escrita de crónicas para a Sapo24.

É qualidade senhores. Qualidade e gargalhada garantida.

Como se não bastasse ainda começou em grande ao falar desse flagelo que esfrangalha a condição nervosa de uma pessoa, que são, nada mais nada menos, que os embrulhos de natal. Pior, a malta que embrulha bombons e garrafas de vinho baratas.

Esta foi a primeira crónica. E já me ri. E que contente que fiquei.

Sapo, já viste que sem fazeres nada em especifico-concreto para a minha pessoa me deixaste tão contente.

Sapo, que és do Reino Animalia, Filo Chordata, Classe Amphibia, Ordem Anura...

És o maior anfíbio de todos os tempos.

Para quem tem dificuldades com caminhos, aqui fica o link para ser fácil, fácil.

 

Coisas que eu sei sobre futebol

Na sequência do meu grotesco erro neste post, decidi fazer uma lista das coisas que sei sobre futebol, para que, de ora em diante, quem sofre de distúrbio grande suficiente para insistir em ler este espaço, fique devidamente informado sobre a minha ignorância futebolística.

Assim, deixo desta forma e por esta via os meus conhecimentos futebolísticos.

 

Conhecimento 1

Sei quem é Cristiano Ronaldo. Não por ser o melhor jogador do mundo e ter mais bolas de ouro que o meu puto tem de plástico (ou lá o que é o material que usam para fazer as bolas), mas porque é a melhor exportação da madeira e comigo é mais economia que desporto. Sei também por causas que ele está sempre com malas caras (das que eu gostava de ter caso tivesse a carteira bem untada de notas roxas) nas capas das revistas cor de rosa que estão em escaparate nos hipermercados assim junto à caixa. Revistas essas que aproveito para ler sem ter de comprar. O que me leva a concluir que a Cristina Ferreira é que a leva direita que mandou embalar a dela por causas das espertas como eu.

 

Conhecimento 2

Sei quem é o Raúl Meireles. Não porque o tipo até jogue bem. Mas porque me faz lembrar bastante o António Variações. Cantor e poeta certeiro que admiro porque ele é que a sabia toda. Já o tipo dizia “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga”. Coisa de que uma pessoa se lembra depois de beber uns copos.

 

Conhecimento 3

Sei quem é o Quaresma. Não necessariamente porque reconheça que joga bem (se calhar até joga, eu é que não percebo da coisa). Mas acima de tudo porque o moço se chama Ricardo, nome pelo qual tenho um profundo apreço. Diz que é moço que tende para a trivela. Cada um com os seus hobbies. Ao escrever este post não tive propriamente tempo para pesquisar no sentido de saber se é algum tipo de desporto aquático, daqueles com barcos e coisas, se é mais na área dos skates e cenas.

 

Conhecimento 4

Sei quem é o Pauleta. Não por causa do futebol, nem dos queijos. É mais por causa dos multeveteminicos (deve ser assim que se escreve em açoriano).

 

Conhecimento 5

Sei quem é o Scolari. Não por ter sido treinador da Seleção. Mas por duas celebres frases “e o burro sou eu?!”, coisa com a qual me reconheço quando ouço determinados políticos falar. E “agridi?! Agridi é assim! Eu defendi o minino!”, coisa que às vezes me apetece dizer quando estou no transito “oh porca, agredir é assim” e depois espetava-lhe um valente banano!

 

Conhecimento 6

Sei quem é o Jesus, o JJ e o Jorge Jesus. E até sei que os 3 são a mesma pessoa. Sei quem é, não por ser o treinador do meu clube (essa parte só descobri há coisa de 2 meses), mas porque é homem com uma capacidade gramatical de levar uma pessoa ao céu. Ouvir JJ a conjugar um verbo é quase tão belo como se Fernando Pessoa ressuscitasse e nos cita-se a Chuva Obliqua, fosse lá em que heterónimo fosse.

 

Conhecimento que tento ter mas não consigo

Fora de jogo. Pois se estão todos os 22 atletas em campo, porque raio é que dizem que um saiu de jogo. Na minha mente não faz sentido.

 

E é isto. Para a próxima. Caso notem falta de cultura futebolística façam o favor de dar o desconto.

A casa agradece.

Só tem um defeito

Ricardo-Araújo-Pereira.png

 

Sabe a pouco e, tal como disse o Miguel Esteves Cardoso aqui, espero que venham mais.

É verdade que tem pouco mais de 100 páginas.

É também verdade que, de acordo com o Pacheco Pereira - que às vezes era pessoa para estar melhor era como as freiras, em voto de silêncio - não conta como um livro lido porque tem menos de 250 páginas (saliento que é a opinião do Pacheco e não a minha, que já li coisas com 5 centenas de páginas com menos conteúdo e interesse).

É ainda verdade que não consegui ler todo de uma empreitada só, mas isso é derivado da meu estado permanente de sonolência.

Dito isto.

Está muito bem escrito. Sem palha. Sem inventar e arranjar frases para dizer em páginas sem fim o que claramente pode ser dito em poucas linhas.

Posso dizer que aprendi alguma coisa útil e que acabei o livro uma pessoa mais culta do que quando o comecei. Quantas vezes podemos dizer isto de um livro.

Não sou ninguém para recomendar coisas, mas, tenho a dizer...

...meus tucanos roxos com pintas peludas acinzentadas que correm pelas pastagens densas, ide comprar o livro do RAP, só tendes ganhar com isso.

E depois não digam que não sou vossa miguinha...

 

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