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Em busca da felicidade

Eu sou o monstro das manhãs

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Não sou uma pessoa das manhãs. Ou como diriam os americanos “i’m not a morning person”. Aliás, sou o completo oposto. Acordo, praguejo, levanto-me 20 minutos depois porque o Nuno insiste. Vou à casa de banho e lentamente vou arrumar as coisas para o pequeno almoço e a mala do almoço. Preciso que os outros habitantes da casa me contornem e evitem dirigir-se a mim.

Nesse momento estou a tentar lidar - recorrendo ao único neurónio disponível - com a frustração de não poder acordar ao sabor do nascer do sol. Arranjo forças para sorrir a sôtor porque afinal de contas ele é ainda mais importante que o sol. Quando ele acorda nasce o meu dia.

 

Sôtor é assustadoramente meu filho e tem mau acordar como a mãe. Entendemo-nos lindamente de manhã. Normalmente só corre menos bem se um de nós estiver mais acordado que o outro. Ambos partilhamos o desejo de voltar para a cama. Tal como fizemos todos os dias nos primeiros 4 meses de vida dele.

 

Quando alguém impede este mecanismo de combustão lenta o meu cérebro entra em colapso e o único neurónio ao serviço levanta-se, vai até à primeira parede que encontra e fica lá, a bater com a mona proferindo o mesmo mantra “fuck, fuck, fuck-fuck-fuck, fuck, fuck, fuck-fuck”. Isto só se remedeia quando outro neurónio percebe que a torre de comando está ao Deus dará e manda reforços. Um neurónio para substituir o que está marado, duas neurónias enfermeiras, um colete de forças e um neurónio psiquiatra que diz “está a ter uma crise psicótica. CHOQUE” e levam-no já inconsciente para uma sala almofadada onde dorme 5 dias para depois ser acompanhado por dois ou três meses procurando evitar a situação que funciona como trigger aos momentos de crise.

Nessa altura o nerónio ao serviço manda comprar pão de Centeio com manteiga para remediar a situação.

 

Em jeito de estupidez

Hoje não me apetece escrever nada.

Humm...

Vim aqui escrever que não me apetece escrever. É pouco estúpido.

Boa segunda-feira.

Boa semana.

E que os testículos de São Pedro estejam tão frios quanto as minhas canelas. E tão incomodados com a humidade quanto as minhas articulações.

A ver se aprende.

Blue Monday

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Diz que hoje é o dia mais deprimente do ano. A terceira segunda-feira do mês de Janeiro.

Não sabia. Não fazia a menor ideia.

De qualquer forma, no que a mim se toca, confirma-se.

Pouco de alegria. Vontade de rir zero. Talvez me faça falta uma boa comédia, como sugerido no SapoMag, ou quem sabe uma fatia de bolo cheia de creme para me adoçar as papilas e encantar os neurónios.

Quem sabe...

...se conseguir chegar a casa a horas, ainda consiga acabar os 25 minutos que ficaram do filme que comecei a ver ontem. Talvez assim me anime.

Ou quem sabe...

...se não acordo amanhã feliz e contente, que isto não passou de uma nuvem mais escura que se abateu sobre mim.

 

É a primeira segunda-feira do ano

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E está no ar esta sensação de que ainda é Domingo e de que o ano só começou mais ou menos. Ainda está tudo a recuperar energias do ano novo.

A auto-estrada estava quase vazia, foi uma brisa para chegar ao trabalho. Até nos safámos bem apesar de nos termos deixado adormecer mais 40 minutos do que era suposto.

Havia lugares de estacionamento a dar c'um pau.

E no trabalho mais de metade das pessoas tem o dia livre. Nem as luzes estavam acesas quando cheguei.

Parece que é assim um Domingo esquisito. Estava mais feliz na cama, mas só não ter apanhado transito já é bom.

Podia ganhar o Euromilhões e ser sempre Domingo.

Mas ser sempre assim já não é mau.

Sou preguiçosa...

(imagem retirada da net)

 

 

..., gulosa, medrosa, stressada e nada organizada.

É por isso que me vejo a braços com este lombo largo que trago comigo.

 

Em Dezembro de 2013 pesava 49 quilos. Corria durante a semana. Nadava pelo menos uma vez ao fim de semana.

Fumava.

Em Fevereiro de 2014 decidimos que queríamos tentar. Por isso deixei de fumar. Confesso que me faz confusão ver uma grávida a fumar.

Por mim nunca fui capaz de parar. Por um ser que ainda nem existia não me custou nada (ou mais ou menos isso).

Em Junho de 2014, quando descobri que estava grávida, pesava 54 quilos. Mais 5 que no inicio do ano.

Achei natural, com a gravidez e o ter deixado de fumar.

Em Fevereiro de 2015, na véspera do parto, pesava 72.

Nunca tinha visto a balança acima dos 70. Perto, muitas vezes. Acima...nunca.

O bebé nasceu. A avalanche de amor chegou. Deixei de me lembrar de mim, de dormir, comia o que aparecia e não visitava a balança. Comprei umas calças maiores.

Quando ao fim de 5 meses regressei ao trabalho ainda vestia o 40.

Sentia-me pesada e cansava-me depressa.

A ansiedade começou a tomar conta de mim e o ginásio pôs-se como uma opção natural para drenar o stress. Estou inscrita desde Outubro do ano passado e tendo ser o mais assídua possível.

Mas a disciplina com o que como sem sempre é a melhor. E em alguns dias o cansaço lava a melhor de mim. A parte medrosa toma conta e confesso que tenho medo de ter um treco qualquer.

Não sei se puxo demais umas vezes, se de menos outras.

Enfim, sou pouco consistente.

Decidi falar com um PT. Mas não sei se é a melhor opção. Pelo menos não para já. Se não tenho disciplina não vai ser ele a dar-ma.

Estava com saudades de correr.

Misturei tudo e decidi que nas férias começava a disciplinar-me. Afinal de contas com mais tempo e mais tranquilidade seria mais fácil.

Registei um plano de treino (singelo) na Asics, a ver se volto aos 5 km sem ficar com os bofes na boca. E decidi seguir alguns treinos funcionais do Salgueiro (foi com esses que mais estive em forma desde que fui mãe).

Na segunda e na terça lá cumpri. Ontem, com o quarto do miúdo por arranjar e o jantar com o marido, lá ficou o treino por fazer e hoje, hoje bateu a preguiça misturada de ansiedade, de quem sabe que as férias não são eternas e sente que o corpo precisa de descansar.

Não fui correr como devia.

Fui à pastelaria comprar um bolo.

Enfim, afoguei o treino em doce de ovo.

Prometi a mim mesma que me dou até ao final desta semana.

Na segunda começa a contar.

Preciso de forças pessoas! Forças para levar isto avante. Para me disciplinar, para me organizar, para perder a preguiça, para comer um iogurte em vez de uma bola de berlim.

Segunda! Segunda é que vai ser!

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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