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Em busca da felicidade

Aí que as pessoas caem aqui por engano

Ora pois que há 2 almas neste planeta que bateram com os costados por aqui à conta de andarem à procura de tarefas que causam a felicidade.

Eu, pessoalmente, acho que a palavra "tarefas" e a palavra "felicidade" não jogam bem juntas. Ou uma pessoa está a fazer tarefas, ou a pessoa está a ser feliz.

Este é o meu maior conselho para quem procura tarefas para andar mai contenti.

Ou seja borrefe-se nas tarefas. Deixe o chão sujo, liberte-se da loiça para lavar, dispense o banho porque o cheiro natural é uma coisa mais selvagem. Liberte-se destas coisas de tem-de-ser e sente-se a abocanhar uma tarte Dancake de morango enquanto lê um livro um livro a gosto ou um filme xuxu.

 

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Escolher ser feliz

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Lia há uns meses atrás que ser feliz é uma opção e fiquei a pensar sobre o assunto.

Ainda hoje penso e não tenho uma opinião sobre esta opinião.

É verdade que podemos, por vezes fazer opções. Que podemos escolher se nos queremos entristecer com o que a vida nos oferece ou se nos queremos agarrar ao que de bom ela tem e estar felizes por isso.

Aquela história do copo meio vazio e meio cheio. Há quem tenha a capacidade de ver sempre o copo meio cheio. E também os há que tenham a capacidade de nunca olhar para a parte preenchida.

Tenho dias.

Tenho dias em que não me largam as tristezas e em que me questiono, quase de forma permanente, sobre todos os porquês que resultam nas coisas menos boas da minha vida.

Tenho dias em que escolho não pensar nas coisas menos boas e, em vez disso, me concentro em tudo o que de bom tenho. Agradeço e sigo em frente. E o que é mau? Não desaparece, está lá, faço pouco dele. Ou outras vezes nem o cotoco, não vá acordar e vir para me aborrecer.

Mas lá está, será que ser feliz é uma opção? Talvez. Depende da cabeça de cada um de nós. Há quem, contra tudo e contra todos escolha sorrir. Nunca vergar à tristeza. Falta-lhes o pão. O tecto. Às vezes o pior mal, a saúde. Sorriem na mesma.

Talvez para esses seja uma opção. Há quem o chame de inteligência emocional. Talvez seja. Mas e então as condicionantes da vida. A liberdade, o direito a ser criança, o respeito pelo corpo e pelo ser? Quem não tem estes pequenos detalhes tantas vezes esquecidos nas nossas comiserações à vida?

A verdade é que para alguns não há escolha, os infortúnios da vida são profundos demais para poder escolher.

Mas para a maioria de nós pode ser. Para os que têm uma vida trivial, mesmo que sempre igual, os que reclamam da chuva e do sol, da roupa larga e da roupa justa, do tempo que não têm para os filhos e depois do que passam com eles.

Será que aqui não há uma opção?

Mas e os estados de espirito? E se acordo de mau humor? E se a vida me arrasta?

Mas não arrasta todos os dias.

Ser feliz pode ser uma opção. Não a de me sentir feliz todos os dias. Mas a de procurar ser feliz todos os momentos.

 

A minha resolução é não haver resoluções

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Sempre tive presente na minha cabeça uma lista de resoluções. Sempre achei idiota mas não me continha na lista que fazia dentro da minha cabeça. Cumpria o que a vida permitia e o que tinha força de vontade para fazer. Depois, ali ao entrar no segundo semestre do ano lá vinha o declínio e o empurrar com a barriga para o ano seguinte os planos ponderados.

É que não estava nada escrito e ninguém me podia dizer “olha aqui, disseste que fazias”. Desdizia-me a mim mesma e bastava.

Depois decidi começar a fazer uma lista. Um comprometimento.

Desde há dois anos que decidi fazer a dita lista com 12 resoluções. O Nuno acompanhou-me. No final do ano, ali mesmo na reta, nos últimos minutos, líamos a lista um do outro e riscávamos o que estava feito.

Pouco diferente do que já acontecia. Porque a verdade é que o que temos de fazer, o que queremos mesmo levar avante não precisa de ser assente num papel. A mente não esquece. O resto, o que nos queremos impor, aquilo que achamos que devíamos fazer, isso sim, tem de ir para um papel. Uma forma de colocarmos sobre nós essa pressão. De nos impormos a vontade que muitas vezes não temos.

Boa! Mais pressão, mais stress, mais uma forma de dizer “não fizeste porra nenhuma este ano”.

Este ano decidi mandar às urtigas a lista e deixar a vida fluir. Eu sei o que quero fazer. Sei o que tenho para fazer. Não preciso de uma resolução por cada mês do ano.

Preciso de paz, de saúde, de tranquilidade, de amor. Preciso da liberdade necessária para criar e ser feliz. Não preciso de mais imposições e obrigações. Essas a vida já traz no dia-a-dia.

Preciso de descansar e de deixar a vida acontecer. Acho que são muitas as vezes que me ponho à frente dela.

Penso demais. Pondero em excesso. Meço demasiados riscos e depois não vivo que chegue.

Este ano a resolução é não fazer resoluções.

É pedir a Deus ou a quem quer que seja que haja saúde para todos, mas em especial para o miúdo. É desejar que todos os dias incluam um sorriso e se não for pedir muito, uma gargalhada.

O que eu gosto de uma gargalhada.

O resto. O resto a vida há-de tratar. A seu tempo.

Que venha um 2017 feliz e cheio de saúde. Que nos permita a liberdade que muitas vezes não nos damos, sempre em busca de metas e mais metas.

 

Dar milho aos pombos

(imagem retirada da net)

 

Lembro-me de ser pequena e ir passear à baixa com a minha mãe. Os irmãos mais velhos tinham as coisas deles, por isso íamos as duas. Íamos às lojas de tecidos da baixa. Pintas, riscas, flores. Algodão, linho, cetim e napa. Botões simples e com brilhantes. Fechos grande e pequenos, das mais variadas cores.

Cada tecido um vestido possível.

- Se sobrar da cliente fazemos um para ti. Com pintas e riscas. A mãe viu numa revista. Fica bem lindo.

Dois metros de renda.

- Se sobrar alguma, ainda pomos no vestido.

Feliz.

Era feliz nesses dias.

Nesses dias que não sabia o valor das coisas. Só conhecia o que eu lhes dava. Que a minha mãe costurava. Que mais ninguém tinha. Que eu rodava por casa e era uma princesa sem mais ninguém saber.

Que fechava os olhos e os caracóis rebeldes se transformavam em cabelos lisos e sedosos. Uma vez loiros outros morenos. Esvoaçavam e quando parava, voltavam sempre ao seu lugar.

Lembro-me dos dias em que a minha mãe vestia o fato azul e os sapatos de verniz. Costureira sim. Uma senhora também. Sempre bem apresentada. Os seus sapatos de salto alto de verniz.

Eu de totós. Ou com uma trança longa. Quem sabe nos dias que nos levantávamos mais cedo se não fazia um rabo de cavalo cheio de canudos.

Um vestido de algodão e cetim. Um sapatos com fivela. As meias com renda inglesa.

Apanhávamos o autocarro. Chegávamos a Cacilhas a tempo de ficar a ver as pessoas na azafama de ir trabalhar. A pensar porque raio tinham tanta pressa.

Íamos a Lisboa. Lisboa é linda. Não há pressa em Lisboa.

Apanhávamos o Cacilheiro.

O que eu gostava de passar o Tejo de cacilheiro. Tenho saudades.

A professora tinha contado que há muitos anos tinham sido vistos golfinhos no Tejo. Se calhar ainda aparecia um, só para eu ver.

No Rossio comprava-se milho à senhora. Dava milho aos pombos.

Nessa altura gostava de pombos. Ainda não me sujavam o carro.

Depois alguém decidiu que era proibido dar milho aos pombos no Rossio.

Já não lá ia há anos quando o proibiram. Mas ficou a saudade.

Gostava de ir apanhar o cacilheiro. De ir comprar milho à velhota e de o mandar aos pombos.

Lembrar-me de quando era pequena. De quando vestia pintas com riscas e era feliz por nada. De quando fechava os olhos e acreditava que era uma princesa. Só porque sim. Só porque eu queria.

 

Vou de férias...

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...por isso preciso fazer uma lista das coisas que não me posso esquecer de fazer. É que a cabeça já foi melhor e às vezes posso, sem dar conta, não fazer nada do que devia nestes dias. Por isso.

1. Desligar do trabalho. Esquecer que o trabalho existe.

2. Desligar do trabalho. Sim outra vez. Porque tenho sempre de fazer duas vezes reset à minha cabeça para entrar em modo férias.

3. Não atender chamadas de trabalho (coisa que já aprendi a garantir há alguns anos) - nem deixar que o marido ande a mandar mensagens para saber se é preciso alguma coisa no escritório.

4. Dormir.

5. Dormir.

6. Dormir.

(tenho um défice de horas de sono de ano e meio para pôr em dia)

7. Ir à praia (espero que o São Pedro não me lixe os dias).

8. Passear.

9. Conhecer coisas novas.

10. Arrumar a casa por forma a parecer habitada por seres humanos.

11. Passar o foguete para o quarto dele. A ver se conseguimos fazer a transição sem eu chorar muito.

12. Dar passeios longos com os meus cães. Tenho saudades disso e tenho a certeza que eles também.

13. Levar os cães ao veterinário e à praia (não necessariamente no mesmo dia).

14. Fazer exercício porque tenho mais tempo.

 

Tinha feito esta lista mas decidi risca-la.

 

Na verdade acho que só preciso de:

 

1. Descontrair e descansar. O resto virá na tranquilidade dos dias.

2. Passear de mão dada com o marido. Com o filho ao colo. Beija-lo e abraçado por todos os segundos que estamos afastados.

3. Ser feliz. Rir muito. Esquecer-me que os dias bons têm fim, e gozar os instantes.

 

Boas férias para mim!

 

O que eu gosto de histórias de amor....e de quem as partilha...

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Os meus dias são cheios, muito cheios. Entre a vida exigente de trabalho, a dedicação em ser a mãe mais presente que consigo para um filho que não vejo mais de 10 horas no dia, o meu esforço em meter este corpo no ginásio pelo menos 3 vezes por semana, ser filha de um pai que não vejo há três semanas mas com quem falo todos os dias, ser amiga de amigos a quem não ligo tantas vezes quantas gostaria, prima e irmã de gente boa para quem encontro um dia aqui e ali para trocar dois dedos de conversa e matar saudades. Entre todas estas coisas enfio nos meus dias alguns minutos para mim. Preciso do escape, da pausa no meu cérebro. Guardo uns preciosos minutos para escrever umas coisas, umas que ponho aqui, outras que ficam perdidas num word, que hoje não há textos em gavetas, há pastas perdidas num qualquer desktop, numa pen ou numa cloud.

Dentro dos parcos minutos que guardo para mim gosto de ler. Livros, blogs, reportagens. Os jornais infelizmente evito, a cada dia mais e mais. A desgraça que temos em torno entristece-me, deixa-me cheia de medo do dia de amanhã.

Dos espaços digitais tenho alguns de coração. Uns que visito todos os dias (ou quase) outros que a espaços vou tendo saudades, mas volto sempre. Outros que hoje procuro por conhecer. Depois aqueles que não procurei, que apareceram por acaso e que tenho pena de ter gasto tempo a pôr os olhos em cima.

Gosto de me rir. Gosto de sorrir. Gosto de peripécias e de histórias de amor. Aí as histórias de amor! (suspiro) Entre um homem e uma mulher. Entre uma mãe e os seus filhos. De uma pessoa pela vida. Histórias de amor que me encantam, tanto que me seduzem a voltar todos os dias.

O meu blog de eleição é sem duvida o “Dias de uma Princesa”. Já há alguns anos atrás, nem sonhava eu em criar um espaço para escrever. - Já escrevia mas tinha vergonha de assumir que gostava de o fazer, por isso escrevia no word as minhas histórias e guardava. Tenho muitas guardadas. Muitas inacabadas. – dei comigo num ranking de blogs. Queria saber afinal de contas o que é que havia de tão interessante. De repente - esta minha perdição pelas histórias encantadas – aparece uma “princesa”, eu entro e desde então acompanho sempre.

Quando estive em casa de licença, aproveitava o tempo livre que tinha para ler mais para trás as palavra escritas por esta princesa Catarina. Entretanto já li os livros, já fiz o like no facebook, já sigo no Instagram e até já subscrevi o canal do Youtube. Via o “Não faz sentido”, mas entretanto o meu filho cresceu o suficiente para me dizer “da, da” tirar o comando e pôr a televisão em vários canais ao mesmo tempo (eu quando gosto, gosto mesmo, e este não é o único caso, é apenas o que motiva este post).

Para mim, o que faz, o que tem conseguido é fantástico, tem qualidade, tem bom gosto.

 

Pois e este post tem o quê que ver com o titulo?

Tudo, porque estou a fazer caminho para aqui chegar.

 

Ontem deparei-me com um post de critica, mais não sei quantos comentários de pessoas anónimas que, na minha perspectiva, mais nada são do que pessoas frustradas que vivem escondidas atrás de um ecrã, não vivem e tem inveja de quem vive. Porque para contar alguma coisa é preciso viver. É preciso arriscar, para ter vida para contar.

Não concordam com a partilha das fotos. Com os vídeos. Mas quem são estas pessoas para concordar ou não? Foram partilhadas fotos suas? Porventura dos seus filhos? Foram comentadas ou chamadas a participar? Não?! Então é favor usar a cruzinha no canto superior direito e seguir em frente.

Todos gostamos de falar dos nossos filhos. Contar as suas peripécias. Pegar no telefone e mostrar a toda a gente como são lindos. Todos gostamos de mostrar as nossas fotografias de dias felizes esparramados na praia. Agora se só queremos fazer isso para meia dúzia de pessoas é um problema nosso. Façamos o que nos faz a nós felizes e preocupemo-nos menos com as decisões dos outros.

Estas criticas dão-me sempre a ideia de que por detrás de cada palavra está um mar de inveja, associada à falta de coragem de tentar fazer alguma coisa por si. E, por ser manifestamente faz fácil (e até ajudar a descarregar frustrações) lá se pisa em quem está feliz. Essa gente nojenta que se sente bem na sua pele e que está sempre de sorriso na boca.

É o que esta minha querida Catarina faz. Vive. Mostra o que, para ela, é preciso para ser feliz. E conta-nos. Conta de coração aberto. Abre as portas da sua casa e diz “moramos aqui, somos felizes assim”. Como uma amiga a quem nunca demos dois beijos, mas que parece já ser lá de casa.

Diz a Catarina que “a vida resolve-se sozinha” e a prova disso é a família que construiu. Seguiu, acreditou, e sem esperar encontrou em pleno o que nem sabia procurar.

Dá-me gosto visitar aquele espaço todos os dias. Dá-me gosto ver coisas bonitas. Que a vida tem coisas feias que cheguem para perdermos tempo com elas.

Por isso minha querida Catarina, continua como estás que estás muito bem. No que me toca a mim, cá estarei para ler, ver, comentar, rir e desejar-te de quando em vez “muitas felicidades”.

 

 

E aconteceu uma coisa chamada vida

A minha vida tem sido tudo menos um mar de rosas. Altos e baixos. Dias melhores e piores. Semanas melhores e piores. Anos malvados e anos de graça.

Insisto em rir. E hoje insisto em não me esconder.

A vida às vezes parece perfeita, imaculada, vibrante, olhamos em torno e sentimos que tudo está exactamente como queríamos que estivesse, até o que não nos parecia ideal de inicio parece agora bem encaixado. O pináculo desta coisa chamada felicidade.

Depois acontece uma coisa chamada vida. Um dia corre pior. Às vezes uma sucessão deles. Um pneu que se fura. Uma discussão em que se diz o que não se queria dizer. Uma maleita qualquer. Um problema no trabalho. E não percebemos porque raio conseguimos escalar até essa montanha tão alta onde está o cálice da felicidade e depois, sem que tenhamos feito nada para a fazer estremecer a tipa começa a querer escorregar-nos por entre os dedos.

A felicidade pode ser como uma droga. Como extasy. Deixa-nos loucos, drogados. Vemos tudo de forma perfeita. A casa que não gostávamos passa a ser aquela que se encaixa perfeitamente na nossa vida. Amamos e somos amados.

Mas a felicidade também tem ressaca, porque nem sempre é possível manter a vida numa nuvem alta, afastada de todas as chatices. 

Se nos tivéssemos resguardado mais. Se não tivéssemos embandeirado em arco.

Se nos tivéssemos resguardado mais não tínhamos partilhado com quem queremos a nossa felicidade, não os teríamos contagiado, porventura num momento difícil da vida, quem sabe a servir como alento. Se não tivéssemos embandeirado em arco, mas quem falou em embandeirar em arco? A felicidade serve para ser vivida de forma aberta, sem pensar no que os outros pensam, no que acham, se nos querem bem ou mal. Vão sempre aparecer os idiotas que invejam o bem estar dos outros. Mas essa gente não conta. Não pode contar.

Não acredito que a felicidade seja uma opção. Não porque às vezes a puta da vida é puta demais para conseguirmos sorrir. Mas acredito com todas as forças do meu ser que temos todos os dias a oportunidade de fazer aquele dia melhor. De nos esforçarmos para ser felizes. De buscar essa felicidade.

É por isso que para mim o nome deste blog faz sentido. Nem sempre sou feliz. Há dias, semanas, em que a única coisa que me apetece é enfiar-me dentro da cama, ter os cornos tapados com o edredom e esperar que a vida passe, como um barco que passa a velocidade de cruzeiro em alto mar.

Quando a minha mãe faleceu fiquei uma semana em casa. Tinha 12 anos e não decidia nada. O meu pai achou que devia ter tempo para fazer o luto. Como se alguma vez fosse possível fazer o luto do amor da nossa vida. Não é.

Fiquei essa semana em casa e regressei às aulas. A caminho da escola vínhamos sempre à conversa. Continuei a ser eu, a palhaça de serviço que diz baboseiras de manhã à noite. De gargalhada fácil. A tentar entreter e ser entretida.

Um dia uma amiga disse-me: "fico feliz que estejas a conseguir ultrapassar a morte da tua mãe."

Quem falou em ultrapassar? O que ela via era uma miúda bem disposta que não falava da morte da mãe da mesma forma que nos últimos 4 anos não falava da doença. O que ela não sabia era que essa mesma miuda chorava todos os dias antes de dormir. E que se adormeceu assim quase todos os dias durante anos.

Mas a vida é assim. Cheia de bolas curvas. E eu recuso-me, recuso-me a deixar que seja a vida a decidir quando me rio. Quando dou uma gargalhada. Que sejam os outros a decidir quando a partilho. Rio quando eu quiser. Partilho com quem bem entender.

No ano passado conheci o grande amor da minha vida. Cresceu no meu ventre. Conheci-o mesmo antes de o ver. E a minha vida ganhou novo sentido. Ou ganhou sentido pela primeira vez. Num ápice escalei aquela montanha e agarrei com todas as forças o cálice da felicidade.

Vivi meses em que parecia estar num orgasmo de felicidade 24 horas por dia. Qual cansaço qual quê?!

Depois aconteceu a vida outra vez. Ou voltei à vida que tenho de ter. E a minha cabeça não se quis adaptar.

Dei-lhe duas chapadas e disse-lhe mas quem manda aqui afinal?

Mando eu.

Por isso busco a minha felicidade todos os dias. Uns dias encontro-a. Outros não. Uns dias sorrio, outros não tenho vontade e visto as minhas trombas. Nem que seja para lhe dizer quem manda aqui afinal?! Vamos lá a ver se não sou eu.

Porque raio deste um nome tão choninhas a isto?!

 

OK, admito. O nome do blogue é choninhas. E o motivo também. O que é coisa que pode causar alguma estranheza a quem me conhece, porque sabe que sou uma pessoa assim mais a atirar para o bruto, com trombas vincadas e uma faceta muito marcada de camionista quando conduzo. Não, não tenho a marca da t-shirt pelo meio do braço, mas digo muitas coisas que rimam com alho e ofendo de várias formas os demais condutores. Se tenho razão ou não pouco importa, o que interessa é que os outros estão a obstruir o meu caminho. Ponto.

Mas adiante. O nome do blogue.

Pode dizer-se que resultou de um profundo momento choninhas da minha parte. Que as hormonas ainda estavam a ajustar-se. Que isto de ter filhos mexe com a tola de uma pessoa e começamos a ficar muito mais melosas para tudo na vida.

Confesso que me apetecia escrever. Apetecia-me muito escrever. Tinha tido outro blogue, mas com aquilo tudo de querer ser a super mãe que voa e trepa paredes e mais não sei o quê, acabei por ter a certeza que não tinha tempo para isto e apaguei-o. Depois comecei a convencer-me que devia continuar a ser gente e começou a fazer falta ter onde apontar as minhas balelas.

Há milhares de blogues na blogosfera. Nos mais diferentes domínios e eu também não queria criar uma coisa que não fosse verdade. Pelo menos no momento em que o criei.

Passei por uns momentos bem complicados e percebi que o que me estava a fazer voltar à mó de cima é esta minha permanente necessidade de encontrar uma forma de me sentir feliz, mesmo quando a vida não me sorri. E olhem que já passei por um bocado. Mas não me fazia sentido, nunca fez e continua a não fazer. Andar por aqui para dizer mal da vida, para não ter prazer com nada, para não amar e ser amado.

Então lembrei-me, lembrei-me do filme "Em busca da felicidade”. Do tipo que bateu no fundo e que fez tudo, literalmente tudo, para encontrar a felicidade, a dele e a do filho, para o filho. Fazia sentido. Ainda faz. Quando me falta a vontade de me esforçar olho para ele, para o meu campeão e lembro-me que, se não tenho a coragem de o fazer por mim, tenho de o fazer por ele. Para que ele aprenda que ser feliz não é uma opção, mas procurar ser é. E somos nós que temos de buscar essa felicidade. Há quem tenha a sorte da tipa estar sempre a esbater consigo. Não é o meu caso e não sei se será o dele, por isso, quero que aprenda, que se há coisa importante nesta vida é nunca desistir de viver e viver é ser feliz.

 

Choninhas?! Definitivamente! Mas às vezes é tão bom ser lamechas….

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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