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Em busca da felicidade

Quando o sono é mais forte que a hipocondria

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Factos:

Sou hipocondríaca assumida.

Não sou hipocondríaca em ultimo grau.

Mas gosto de fazer exames e tirar fotografias ao interior.

Sou uma pessoa que aprecia dormir.

Desconfio sempre de medicamentos.

E quando tenho de tomar alguma coisa mais forte do que um Bem-U-Ron assaltam-me receios de efeitos secundários.

 

Quando na sexta-feira passada fui ao médico, o doutor, muito simpático, fez-me uma enxurrada de perguntas para saber que medicamento me poderia passar. Que peso tenho, se tomo a pílula, se tomo outros medicamentos, etc.

Para a maior parte das pessoas o facto de o senhor doutor fazer muitas perguntas resultaria num sinal de conforto, até porque, se está a ter em conta tantos fatores é porque o medicamento será mesmo o mais adequado.

Na minha cabeça as coisas não funcionam assim.

Quanto mais perguntas o médico faz, mais eu suo. A minha cabeça é tomada a saque por neurónios neuróticos que disparam observações parvas: «o medicamento deve ser mesmo perigoso!», «porquê tanta pergunta?», «quantos dias vou tomar aquilo?», «8 dias? Tanto?», «Ainda me dá alguma coisa, um AVC, uma embolia pulmonar, sei lá!».

Tomo o medicamento desconfiada. Com medo. Sinto pontadas ocasionais e faço exercícios que li na internet para ver se estou a perder capacidades. Procedo ao acalmamento interior. Rezo. Mesmo não sendo crente, rezo. E posso dizer que escrevia cartas a Nosso Senhor e lhas enviava em correio azul se soubesse que as lia.

 

Há duas noites acordei com uma pontada no peito. Podia ser um mau jeito. Podia estar mal deitada. Podia ser muita coisa. Na minha cabeça: uma embolia pulmonar. Já sentia a falta de ar.

Mas estava com sono. Eram 3 e tal da manhã e eu tinha muito sono.

Disse para mim: «encosta-te só um pedacinho…o pior que pode acontecer é faleceres…mas descansa.» Lembro-me perfeitamente de me dizer isto. O Nuno deitado ao lado, a dormir, e eu a falar sozinha. A dizer a mim mesma que era tranquilo, o pior que podia acontecer era falecer, mas não havia de ser nada.

Encostei-me e adormeci.

Quando acordei fiquei radiante por não ter tido uma embolia pulmonar.

 

Está visto que, no meu caso, o sono é mais forte que a hipocondria, espero que se um dia for a sério não me dê para me encostar um nadinha «a ver no que dá!»

 

Lá há forma...

...melhor de acordar do que com a mão pequenina e quentinha do nosso filho no rosto?

Há. Às 10 da manhã.

 

Perfeito, mas mesmo perfeito, é acordar com a mão pequenina e quentinha do nosso filho no rosto, mas às 10 da manhã.

 

Bom dia!

 

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