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Em busca da felicidade

Encontro imediato com o objeto do demónio

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Esta semana fui ao ginásio apenas uma vez. Ando de rastos e não está fácil ter forças e muito menos vontade de, pegando na minha parca hora de almoço, me enfiar em roupas de treino e ir malhar.

Mas lá fui na terça.

Optei por uns minutos na elíptica e depois algumas máquinas.

Acabadas as series no leg press ponho-me a caminho de uma máquina de braços cujo nome ainda não consegui descortinar e pumbas, ambas as máquinas disponíveis ocupadas.

Uma com um jovem que tinha acabado de chegar e outra com um senhor com idade para ser meu pai que fazia 3 repetições pejadas de sopros sonoros e parecia que nunca mais dava de frosques dali.

Olhei para o relógio e decidi que podia antes fazer umas flexões.

Assim fiz, assim fizemos.

Acabados os abdominais e as flexões reparo que acabava de vagar um apetrecho que mais não é que um pau com uma espécie de pneu (ou duas rodas) a meio. É suposto uma pessoa pôr-se de joelhos e deixar rolar para a frente e voltar para trás (como na imagem). Já tinha visto muita moça a fazer aquilo e pareceu-me, assim de assistente, bastante simples.

Pessoas, julguei que falecia antes de regressar da primeira.

Contudo, como ninguém tinha desistido depois de fazer apenas uma vez, fiz 5. Depois mais 5 e depois mais 5.

Impecável.

Ontem estava com dores.

Hoje tenho problemas a rir.

Posso afiançar-vos que é um objecto criado por um sacana de um masoquista. E estou na ideia de comprar um lá para casa. Chama-se AB Wheel e é um tormento do caraças.

 

Ainda agora entramos em 2017...

...e já tive a confirmação que o mundo continua o mesmo.

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Saí para ir dar a primeira corrida deste ano. Fraquinha é certo, mas a primeira. As comezainas de ontem e o facto de ter treinado ainda ondem já depois das 18 fizeram com que as pernitas não dessem para mais.

Ora estou eu ali nos primeiros 250 metros quando passa por mim um cota barrigudo, de bicicleta, totalmente apetrechado com tudo e tudo, mesmo daqueles que comprou o arsenal no natal, como prenda de si para si mesmo, convencido que a compra de todos os bens o faria garantidamente treinar neste 2017. E, munido do seu valente atletismo com menos de 24 horas, grita para mim:

- MAIS DEPRESSA, PÁ!

Eu, não fosse ser ainda dia 1 e estar a trabalhar naquela única resolução de desenvolver as 5 dioptrias para a estupidez. Não querendo desistir já. Não lhe disse nada.

Calha a ser em Fevereiro e levava um:

- P'ó car$%&/!

Mas pensando bem, provavelmente em Fevereiro já ele arrumou as sapatilhas e a bicla da resolução.

 

Enfim, o que interessa é que 3,5 km (miséria) já cá cantam...o resto é conversa.

 

Uma corrida...resolve quase tudo

Uma corrida não resolve tudo. Não vai ao super comprar aquele ingrediente que falta para o jantar. Não limpa a casa. Não passeia os cães. Não dá banho ao miúdo e muito menos o entretém enquanto passamos a roupa a ferro.

Uma corrida não resolve as tarefas do nosso dia a dia.

Uma corrida não resolve tudo...mas resolve quase tudo. 

Uma corrida livra-nos do stress do trabalho. Descarrega a ansiedade dos nossos compromissos. Aligeira o peso que trazemos ao peito de tantas responsabilidades. Faz-nos sentir melhor, mais capazes, mais corajosos. Quase invencíveis. Se conseguirmos mais aquele quilometro. Se conseguimos mais aqueles quinhentos metros. Que se lixe, se conseguirmos mais aqueles 100 metros a que nos propusemos.

Ultrapassamos as barreiras que nos impomos a nós próprios e sentimo-nos mais felizes.

Uma corrida não cura doenças nem salva o planeta, mas salva-nos de sermos engolidos pela própria vida, um quilometro de cada vez.

Hoje foi dia de uma corrida curta. De recuperar os pulmões que foram fustigados. Mais uma volta ao jardim que das ultimas duas corridas. Mais uma volta de cada vez.

Sempre com a melhor música a acompanhar, aquela que me lembra do essencial:

 
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
Don't give up, I won't give up
Don't give up, no no no
I'm free to be the greatest, I'm alive
I'm free to be the greatest here tonight, the greatest
The greatest, the greatest alive
The greatest, the greatest alive
 
 

 

Um jantar vegan

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Aos sábados gosto de ir ao mercado aqui da terra.

Gosto de ir às bancas do final e ver o que os pequenos produtores têm nessa semana. Legumes e frutas da época. Sem carimbos de validação biológica, mas mais orgânicos de qualquer um. Plantados pela pessoa que está a minha frente e colhidos pela mesma. Os molhos de nabiças presos por um cordel. O "quer um pedacinho de salsa?" antes de pagar e fechar a conta. O caderno onde aponta com lápis o preço de cada legume. As contas feitas à mão com a ajuda dos dedos para não errar num cêntimo.

Nem sempre consigo organizar os sábados para ir ao mercado. Mas este sábado passado consegui. Entre sestas do pequeno e o levar a Tulipa ao veterinário lá consegui dar um saltinho ao mercado.

Fiquei pela senhora da esquina, à esquerda de quem entra. Já lá tinha comprado duas ou três coisas e desta vez foi tudo.

Maçãs, pêras, uvas, couve, batata doce, xuxu, alfaces (a 0.50 €, dá para acreditar?!). No fim ainda me ofereceu um molho enorme de salsa e coentros acompanhados de um valente beijinho de bom fim de semana e os desejos de uma boa semana. Contente pelos 15 € que lá gastei por uma sacada de legumes "dos bons". Inconsciente dos preços que se praticam nas quintas catalogadas de biológicas. Onde pagaria 3 vezes o preço.

No meio das coisas que de lá trouxe veio um belo pedaço de abobora. Estamos no tempo dela e aquela luziu-me o olho.

"Plantada e colhida por mim", dizia a senhora.

Lá trouxe. Arranjei-a. Toda em cubos e posta no congelador para não deixar estragar.

Uma parte para a sopa do príncipe, o resto logo se via.

Ontem andava nas minhas visitas aos blogues do costume. Dei com este caril de grão de bico e abóbora, nem de propósito.

Tinha tudo em casa menos o leite de coco. Lá dei um salto ao hipermercado para comprar leite de coco (até estava em promoção o biológico).

Ficou uma delicia. Até o senhor meu marido, homem cético em tudo o que não envolva chicha ou peixinho, disse que estava uma delicia e se "parecia muito mal comer tudo".

 

(nota: a receita está no link que coloquei acima, é bom mas não fui eu que inventei.)

 

Ora tomem lá a receita do bolo morno de chocolate

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Pois que no outro dia falei aqui do bolo morno de chocolate, e, como sou uma pessoa a atirar pr'ó boa gente, vai de hoje - só mesmo por vossa causa, a mim não me apetecia nada come-lo - ir fazer um bolo morno de chocolate só para tirar umas fotos em condições e explicar à malta que lê este antro de toleira que eu até sei fazer umas coisas.

Ora pois que antes de seguir com a receita relembro que o original está no livro "Dias com Mafalda" da Mafalda Pinto Leite, e que esta é a minha forma de o fazer.

Pois vamos lá.

Vamos precisar de 3 taças.

Na taça 1 vamos colocar 200 gramas de chocolate de culinária e 50 gramas de manteiga.

Na taça 2 vamos colocar 100 gramas de açúcar e 3 gemas de ovos. (ingredientes para 4 pessoas, para 2 é tudo pela metade e eu escolho pôr 2 ovos, visto que 1 1/5 era esquisito)

Na taça 3 as claras para bater em castelo.

Levamos a taça 1 ao microondas para derreter tudo.

Batemos com a batedeira, até ficar com uma cor esbranquiçada e um aspecto fofo, o que está na taça 2.

Batemos em castelo as claras da taça 3.

Juntamos o conteúdo da taça 1 à taça 2 e envolvemos cuidadosamente.

Juntamos o conteúdo resultante às claras batidas em castelo.

Colocamos esta massa, distribuída de forma equilibrada em 4 ramequins untados com manteiga e levamos ao forno (pré-aquecido a 200º) por 12 minutos.

Quando retiramos do forno deve estar cozido por fora, mas quando damos a primeira colherada está derretido por dentro.

Cá em casa a malta delicia-se. Espero que gostem.

Ficam aqui umas fotos para dar água na boca.

 

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 (a massa)

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(o aspecto quando retiramos do forno)

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(eu gosto de polvilhar com açúcar de confeiteiro)

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(bem derretidinho por dentro)

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 (isto é o que lhe aconteceu!!! )

 

Bolo morno de chocolate

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Se eu fosso melhor fotografa talvez fosse possível quase sentir o cheiro e o sabor delicioso deste bolo morno de chocolate. Mas felizmente sou melhor cozinheira que fotografa.

Sei que devia estar a passar os dias de boca fechada a comer tostas sem nada a ver se o lombo encolhe. Mas co tempo para cozinhar o que gosto, é-me difícil.

 

Gosto de cozinhar. Mas não gosto de estar na cozinha para fazer as refeições do tem de ser, do despacha que já estamos atrasados. Gosto de cozinhar com tempo. De provar a comida. De não dar nota dos minutos a passar e de depois me sentar para saborear o que acabei de fazer.

Estamos de férias e fui desencantar "o livro".

Não tivesse já eu bem dentro da casa dos 30 e era pessoa para dizer que "quando for grande quero ser como a Mafalda". Adoro a Mafalda Pinto Leite. É gira, é doce, cozinha bem que só ela. Dá dicas e receitas deliciosas, coloridas, lindas e saudáveis. E, como se não bastasse, ainda explica tudo com uma calma e paciência que me deixa vidrada. Sou capaz de ver vídeos da Mafalda a fazer receitas em loop uma tarde toda.

Aqui há uns anos compre o livro "Dias com Mafalda" e para mim é "o livro" de receitas. Por todos os motivos. Já fiz quase todas as receitas e são maravilhosas. As fotos estão espectaculares. A disposição do livro. O livro em si.

Adoro tudo.

Ontem lembrei-me de fazer o bolo morno de chocolate. Uma espécie de souflé de chocolate,

Delicioso.

Lá fiz as minhas aldrabices de sempre, mas ficou divinal de comer e chorar por mais.

 

 

 

Tarte de figos e pêra

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A minha sogra trouxe do Alentejo uma caixa de figos. Mais biológicos impossivel, tratados e apanhados pela tia do Nuno.

Mandou maçãs e pêras também.

Insistiu em mandar figos (sabe que eu gosto). Trouxe quase um quilo mas não sabia bem o que lhes fazer, não os queria deixar estragar.

Lembrei-me de fazer uma tarte de figo.

Como não encontrei nenhuma que me agradace inventei.

Receita da massa retirei daqui (é a massa que uso para a apple pie).

Figos (uns 15) (cortei em quartos)

Pêra (1, que cortei em fatias finas)

75 gr de manteiga + 75 gr de açucar mascavado + raspa de casca de 1 limão (para fazer calda) 

Canela para polvilhar em cima.

 

Ficou uma delicia!

E já foram 2 fatias para cada um!

 

Sou preguiçosa...

(imagem retirada da net)

 

 

..., gulosa, medrosa, stressada e nada organizada.

É por isso que me vejo a braços com este lombo largo que trago comigo.

 

Em Dezembro de 2013 pesava 49 quilos. Corria durante a semana. Nadava pelo menos uma vez ao fim de semana.

Fumava.

Em Fevereiro de 2014 decidimos que queríamos tentar. Por isso deixei de fumar. Confesso que me faz confusão ver uma grávida a fumar.

Por mim nunca fui capaz de parar. Por um ser que ainda nem existia não me custou nada (ou mais ou menos isso).

Em Junho de 2014, quando descobri que estava grávida, pesava 54 quilos. Mais 5 que no inicio do ano.

Achei natural, com a gravidez e o ter deixado de fumar.

Em Fevereiro de 2015, na véspera do parto, pesava 72.

Nunca tinha visto a balança acima dos 70. Perto, muitas vezes. Acima...nunca.

O bebé nasceu. A avalanche de amor chegou. Deixei de me lembrar de mim, de dormir, comia o que aparecia e não visitava a balança. Comprei umas calças maiores.

Quando ao fim de 5 meses regressei ao trabalho ainda vestia o 40.

Sentia-me pesada e cansava-me depressa.

A ansiedade começou a tomar conta de mim e o ginásio pôs-se como uma opção natural para drenar o stress. Estou inscrita desde Outubro do ano passado e tendo ser o mais assídua possível.

Mas a disciplina com o que como sem sempre é a melhor. E em alguns dias o cansaço lava a melhor de mim. A parte medrosa toma conta e confesso que tenho medo de ter um treco qualquer.

Não sei se puxo demais umas vezes, se de menos outras.

Enfim, sou pouco consistente.

Decidi falar com um PT. Mas não sei se é a melhor opção. Pelo menos não para já. Se não tenho disciplina não vai ser ele a dar-ma.

Estava com saudades de correr.

Misturei tudo e decidi que nas férias começava a disciplinar-me. Afinal de contas com mais tempo e mais tranquilidade seria mais fácil.

Registei um plano de treino (singelo) na Asics, a ver se volto aos 5 km sem ficar com os bofes na boca. E decidi seguir alguns treinos funcionais do Salgueiro (foi com esses que mais estive em forma desde que fui mãe).

Na segunda e na terça lá cumpri. Ontem, com o quarto do miúdo por arranjar e o jantar com o marido, lá ficou o treino por fazer e hoje, hoje bateu a preguiça misturada de ansiedade, de quem sabe que as férias não são eternas e sente que o corpo precisa de descansar.

Não fui correr como devia.

Fui à pastelaria comprar um bolo.

Enfim, afoguei o treino em doce de ovo.

Prometi a mim mesma que me dou até ao final desta semana.

Na segunda começa a contar.

Preciso de forças pessoas! Forças para levar isto avante. Para me disciplinar, para me organizar, para perder a preguiça, para comer um iogurte em vez de uma bola de berlim.

Segunda! Segunda é que vai ser!

 

 

Alguém tem uma parede para demolir em casa?

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Ontem deu-me para fazer uns muffins. Quis fazer uma coisa mais a atirar para o saudável (e porque tinha de gastar as pepitas de cacau biológicas antes de passarem do prazo e ter de ouvir o homem a dizer outra vez "compras estas coisas que custam uma pipa de massa e depois...") por isso, com os ingredientes que tinha em casa lá desencantei uma receita, alterei o sabor do iogurte que era aconselhado e em vez de mirtilos vai de pôr as pepitas.

Ficaram...ficaram...como é que hei-de dizer...deixem-me escolher bem a palavra...já sei! Ficaram uma bosta!

Ficaram rijos. O cacau é azedo (mas faz maravilhas pelo corpo, vi no rotulo). Enfim, um desgosto.

Por isso, se alguém tiver aí por casa uma parede para mandar abaixo é só deixar a morada. Garanto cada arremesso um furo na parece.

 

 

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