Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em busca da felicidade

Está a ficar mais fresco...

Como é que eu sei disso?

Porque a minha cervical gane. Porque o meu braço range. Porque os meus joelhos estalam. Porque me aparecem dores alternadas em toda a estrutura. Dores essas que, antes do trinta e em tempo aconchegado, não me aporrinhavam.

Pareço um móvel moribundo de uma casa abandonada.

 

Epicrítico e Protopático

Epicrítico - Que tem uma sensibilidade fina, especifica e localizada ao tacto, à pressão, à dor ou á temperatura, por oposição ao protopático.

Protopático - Que tem uma sensibilidade grosseira, pouco especifica ou pouco localizada ao tacto, à pressão, à dor ou à temperatura, por oposição ao epicrítico.

(informações disponíveis no dicionário Priberam

 

Gosto e usar o dicionário, saber o que as palavras são e o que podem ser, até porque muitas vezes têm mais significados do que aqueles que eu conheço para lhe atribuir.

 

Sempre gostei de me rir. Sempre gostei de brincar com as palavras. Tiro gozo de fazer pouco das circunstâncias da vida, até porque, de outra forma é tudo tão mais cinzento, tão mais forçado, tão mais rígido.

Gosto de pessoas que não se levam demasiado a sério. Gosto de não me levar a sério e é exatamente por isso que faço pouco de mim, das minhas escolhas, da minha cabeça, do que sou e das decisões que tomo. É possível que seja a minha forma de lidar com a aspereza da vida, mas lá está, cada um com a sua.

Apetece-me contar uma história.

Quando era miúda tinha uma amiga que vou chamar de Maria. Assim só Maria. Não nos vemos há muitos anos e estou certa que é algo bom para ambas. Esta minha amiga comportava-se como se fosse a mais especial das raparigas: o que ela fazia era o que estava certo, o que ela dizia era perfeito, os cadernos dela eram os melhores, as pessoas de quem ela gostavam eram sempre as mais fixes; os outros andavam por ali.

Eu nunca fui líder de nada. Nunca fui especial para coisa nenhuma, mas também nunca tive perfil para ser um mamífero ruminante e lanífero da espécie Ovis, vulgo carneiro. No meio de todos os defeitos que assumo ter há um que me orgulho de não constar da lista: não sigo as ideias dos outros só porque eles são fixes ou porque a maioria acha que sim. Penso pela minha própria cabeça, gosto de pensar pelo prazer de pensar, gosto de desconstruir os temas e é aí, nesse momento em que me avalio a mim mesma, que sou capaz de me rir das minhas fragilidades, das minhas escolhas, do que sou. É um processo de conhecimento que pode ser bastante divertido.Ou então não.

Mas voltando à Maria. Ela ria-se muito quando eu fazia pouco de mim mesma, concordava quando alguém fazia pouco das peculiaridades alheias, mas quando o tema era a própria tudo mudava de figura. Apenas ela podia escolher com o que fazer troça e só a própria podia faze-lo. Ela podia fazer troça dos outros, mas ninguém podia brincar com as suas idiossincrasias.

Descobri isto porque houve um dia em que ela se espatifou no chão porque, distraída, embrulhou os pés um no outro. Ri-me que nem uma perdida. Ri-me de forma incontrolada. Não demorou 5 minutos para que aquela amiga - que se ria quando eu fazia pouco de mim mesma por ser gorda - me oferecesse um tabefe. Não demorou mais de uma semana para que eu passasse a ser uma pessoa menos desejada no seu circulo de amigos.

Eu defequei para a situação. Como aliás faço sempre. Considerando que nunca tinha feito parte do rebanho, não me causou incomodo.

Mas deu-se o fenómeno da aprendizagem. Eu aprendi que as pessoas não são exatamente aquilo que nos dão a ver, que se melindram com pouco, que mesmo quando fazem pouco de si, se outra pessoa se atreve, sentem-se ofendidas e com uma espécie de refluxo esofágico de defesa. Tantas vezes injustificado.

Nos dias que correm isto acontece mais vezes do que seria de esperar. Apesar de ser espectavel, com o acesso à escolaridade para todos, que a capacidade de interpretação estivesse mais apurada. Acontece porque as pessoas se ofendem a troco de nada. Porque quando leem ou ouvem algo garantem a retenção exclusiva de um conjunto de palavras e, a partir daí, fazem as extrapolações que entendem, resultando estas, na maior parte das vezes, em manifestações de melindramento, ofensa, repulsa pelo outro e no bendito refluxo de defesa. Mesmo que não haja nada que de tal careça.

Deve ser da celeridade dos dias, ou quem sabe do calor, ou do frio, ou de uma qualquer necessidade de indignação que parece pairar como o vírus da gripe.

O facto de as pessoas se ofenderem com as palavras alheias resulta, muitas vezes, de um profundo narcisismo, até porque, exceção feita para os casos em que o nome da pessoa é apontado, é preciso que a pessoa ache mesmo que é, não só a melhor bolacha do pacote, como a única; para sentir que alguém está a tentar fazer pouco de si.

Quem escreve tem vida, espera-se que tenha mais que fazer, por isso não levemos tão a peito as palavras. Essas só nos magoam se deixarmos. Não são socos.

As palavras, os textos, esses que deviam ser interpretados e que hoje são absorvidos de forma literal, como se nenhuma outra função pudesse ser atribuída a uma palavra.

Há umas semanas reli esta crónica do Ricardo Araújo Pereira e, infelizmente, voltei a adorar. Vou explicar: infelizmente porque era melhor que não fosse assim, que ela não tivesse de ter sido escrita. Convido-vos a ler também, a ler e a refletir. A fazer um exercício simples: quando lerem um texto escrito por alguém demorem o tempo que for preciso, garantam que leem todas as palavras, assegurem-se que não se estão a agarrar a duas ou três que vos são mais próximas, desconstruam o texto e pensem em tudo o que pode estar dito. Pensem sobre as palavras escritas e depois reflitam. No fim vão ver que não há nada para se indignar, nada para justificar, nada para ofender. No fim, nada do que lá está é sobre vocês.

É um exercício que carece de treino, mas no fim é compensador.

Tenham uma boa semana.

 

Filme: Jason Borne

 

 

Porque motivo vi este filme? Porque cá em casa a escolha é feita à vez. E desta não fui eu.

Se já vi os anteriores? Sim. Porque a escolha se dá à vez muita vez. 

Não sou apreciadora desta tipologia de filmes. Eles têm sempre reconhecimentos faciais fora de serie, apagam documentos de computadores através de um telemóvel, limpam o sebo a 150 mafarricos durante todo um filme, têm acesso a armamento de topo e depois ninguém consegue apanhar um gajo loiro numa multidão de gregos. 

O Jason é o melhor da turma dele, não há duvida disso, até porque ele dá tau-tau a todos os outros operacionais da CIA e os gajos nunca lhes ocorre que ele possa estar atrás de uma porta, assim à coca, para lhes espetar com a perna que falta à cadeira que está à frente deles, mesmo no alto da pinha.

Ainda assim, de todos os filmes do género este é o único que ainda consigo ter algum gosto a ver. Não tenho pachorra para ver as Missões Impossíveis e o Tom das Cruzes pendurado em aviões. Detesto o James Bond e aquela coisa de dar tiros para o ar e acertar no gajo que está a 500 metros à frente dele. Para não falar que o 007 me parece ser, acima de tudo, sobre um tipo que fala snob a papar gajas boas, mas mesmo boas.

Voltando ao filme. Este trata de um moço mais modesto. Mais comum. Eu gosto do comum. Nos dias que correm ser comum é cada vez mais uma irreverência.

Para além disso - muito por responsabilidade de senhor meu esposo - tenho ganho bastante apreço pelo Matt Damon porque é, de facto, um excelente ator.

Jason Borne foi o filme de ontem. Para quem gosta do género, aconselho. 

Para quem não gosta, mas aprecia moços pouco bronzeados com tronco definido e desnudo, é uma hipótese.

 

 

Colinho de praia

Lembro-me das manhãs de praia passadas com os meus pais. A sacola de palha da minha mãe onde iam as sandes de fiambre e as garrafas de água. No topo as toalhas bem dobradas num retângulo que ocupava toda a boca da sacola e se dependuravam de cada lado. Tão bem dobradas para depois se amarfanharem quando segurava numa alça de cada lado.

Íamos à praia pela manhã. Acordávamos cedo e, ainda antes das nove, já estávamos a arranjar lugar para estender o turco colorido na areia. Esperávamos pelo pai pôr o chapéu de sol, era o trabalho do homem da casa.

- Mãe, posso ir à água? Posso? Posso? Quando é que posso?

Nunca soube estar quieta na toalha. 

Hoje revejo-me no meu filho. É como se revisitasse as minhas memórias, como se me fosse dada a possibilidade de me ver a mim crescer. Tais são as semelhanças...

No Domingo fomos à praia. A maré estava baixa e, entre corridas e desafios, consegui convence-lo a dar saltos nas poças enormes que se faziam à beira mar. Para mim poças, para ele pequenas piscinas com água pelo umbigo.

Orgulho-me de manter viva a criança que tenho em mim. A vida já me bateu bastante, já me arrastou pelos cantos, já me fez quanto baste para fazer de mim uma adulta séria. Mas a criança que sou é mais resistente que a mulher adulta. É, aquilo que hoje se chama de resiliente. Ou talvez seja apenas uma miúda feita de matéria de outro tempo, em que os fracos não tinham lugar e até os moles se endureciam.

Saltei nas poças como se fosse mais pequena que ele. 

- Anda filho, salta! Assim! Vê a mãe!

E ele foi atrás. Saltou. Pulou. Perdeu-se nas gargalhadas mais doces. Aquelas que nem as melodias de Mozart conseguem bater.

No fim não queria ir para casa. Queria correr, saltar nas poças, pular. Mas aceitou. Ia para casa e, quando chegasse, ganhava uma goma.

(com sorte até chegar a casa esquecia-se).

Tirei-lhe uma boa parte da areia numa das poças mais pequenas. Depois peguei-lhe e ele disse-me:

- Ahhh colinho. Enconsta mãe.

Diz-me sempre que melhor que o colo é ir encostadinho ao ombro da mãe. E continuou:

- Ahhh, este colinho de paia!

E eu percebi-o tão bem. O colinho de praia. O abraço depois do cansaço das brincadeiras boas, com a pele a saber a mar; aquele momento em que nos enroscamos na toalha com os olhos pesados e a cabeça limpa, como se nada mais no mundo nos pudesse preocupar.

Adoro estes fins de tarde lentos, onde nos perdemos em abraços e mimos, porque ainda não há vergonha do colinho da mãe.

 

Rico filho de sua mãe #1

Passamos por um autocarro.

 

Sôtor

Mãe tócarro.

 

Eu

Sim é um autocarro.

 

Sôtor

'Ssoas.

 

Eu

Sim leva as pessoas.

 

Sôtor

Pessoas e bebés.

 

Eu

Sim, pessoas e bebés. Já agora velhotes também.

 

Sôtor

'Ssoas, bebés, velotis.

 

As nossas tardes

Passa tão pouco tempo em casa que hoje, com a possibilidade de uma tarde lenta entre os brinquedos espalhados em casa e os bonecos na televisão, me disse: "mamã hoje, casa, quato".

Que é como quem diz: "fica lá aqui a brincar comigo e deixa-te de passeios".

Às vezes racionalizamos tanto tudo. Vemos por todo o lado as hipóteses de passear. Preocupamos-nos tanto em fazer tanto que muitas das vezes nos esquecemos que estas tardes lentas valem semanas.

Não estou no topo dos meus dias alegres. Estou cansada e ressacada dos dias pesados de trabalho. Valem-me os abraços e os mimos deste meu pequeno, grande herói.

 

Arte do dia:

 

Sôtor. Não aos meus olhos, mas segundo as minhas mãos

20170904_191502.jpg

 

Criatividade a jorrar pelas paredes

20170904_191520.jpg

 

O Ruca e a mãe fizeram um arco íris. Nos também.

20170904_191535.jpg

 

Sweet September

sep.jpg

 

 

O calor de Agosto chegava ao fim. Os dias de praia ficavam para trás. O corpo já estava satisfeito de banhos de mar e sandes de fiambre com manteiga, daquelas que têm sempre um sabor diferente quando saímos do mar. Já tinha dito?

Naquele tempo o verão era longo. Os trabalhos de casa não se arrastavam com cadernos, fichas e livros. As férias eram férias, passadas em casa, com tardes de brincadeiras lentas, onde não havia a pressa de brincar com todos os brinquedos; havia a imaginação para fazer mil histórias com duas bonecas e três vestidos. Usávamos a imaginação sem limites.

Havia as tardes em que pintava, desenhava e os ponteiros do relógio não acusavam as horas. A mãe havia de chamar para jantar.

Na rua não havia crianças da minha idade, já nasci «fora de horas», diria a minha mãe; os mais velhos já eram adolescentes e esses pouco queriam saber de jogar à apanhada, saltar ao elástico ou de brincar com bonecas.

Cresci muito metida em casa, eu com a minha companhia. Eu com a minha companhia e a minha imaginação. Talvez por isso hoje a minha cabeça não pare; afinal de contas não sabe fazer outra coisa.

Setembro trazia algo de especial. Quando Setembro chegava comprávamos os livros da escola. Coisas novas para aprender, imagens, desenhos, textos, exercícios. Livros. Íamos comprar o material escolar, os cadernos, os estojos, as canetas. Um mundo tão mais pequeno que o que existe hoje. Talvez por isso ainda mais encantado.

Não mudou em mim esse encanto. Ainda hoje me perco nas alas de material escolar. Adoro. Cheiram-me aos meus meses de Setembro. Aqueles em que eu ansiava pela escola. Pelas histórias dos amigos que tinham terra. Sabem o que é ter terra? Ter terra é «ir passar férias à terra».

- Onde vais de férias?

- Eu vou para a terra.

Que inveja que eu tinha dos colegas que tinham terra. Achava que eu era uma desterrada, nascida e criada três prédios abaixo da escola. Para mim ter terra era ir de férias para longe, onde só havia campo e estava uma avózinha ao pé de um fogão a fazer bolachas e chocolate quente. A descascar fruta fresca. A fazer limonadas. A deixar-nos correr à vontade porque os avós são sempre mais permissivos. Sabem por experiência que tudo pode acabar bem, que a vida é curta, que um dia aquele brilho de criança vai dar lugar a uma luz mais baça, toldada pela vida, moldada pelos afazeres que carregam a alma e nos tornam mais tristes, incapazes de ver as coisas pelo que podem ser, forçados a reconhece-las apenas pelo que são.

Setembro era tempo de deixar os dias lentos em que inventava o que fazer, para ter o que fazer, para encontrar os amigos, dar abraços, contar histórias, ouvir as deles, sempre tão mais interessantes que as minhas.

Quando era miúda lembro-me que a meio de Agosto desejava por Setembro. Como se Setembro tivesse uma qualquer aura divina onde se escondiam todas as coisas boas. Hoje percebo que era assim porque tinha tempo, tinha tempo para achar que havia tempo a mais. Para descansar da escola e sentir falta dela. Fazem-me falta esses tempos. Gostava tanto que o meu filho conhecesse essa vida mais lenta e saborosa.

Cresci e o encanto com o mês de Setembro acompanhou-me sempre. Enquanto puder é em Setembro que tiro férias. Hoje, com 34 anos continuo a ansiar pelo mês de Setembro, não para que as férias acabem, mas para que comecem.

 

Welcome September, I've been waiting for you!

 

Coisas #3

9 (1).png

 

#jádormiamais8horas

#factos

(assim com «c» porque aqui eu mando mais que o acordo)

 

O que é que o stress me faz?

 

stressed.jpg

 

 

Comer batatas fritas a todas as refeições.

Perder as estribeiras com as gomas.

Esquecer-me que devia beber água.

Sonhar com bolos e pão com fiambre carregado de manteiga.

Ter sede de Coca-Cola, um copo grande, cheio de gelo e com uma rodela de limão.

Achar que o chocolate é a minha salvação.

 

Isto para não falar que fico mais cansada. Que deixo de comer as coisas boas e fofas e lindas em detrimento de comida de plástico. Nem falemos que não corro faz uma semana e meia, porque chego a casa e só tenho vontade de me enfiar na cama a ler. Mas nos dias piores só me apetece mesmo é sentar-me à frente da televisão com o cérebro de uma couve e a babar como um caracol. Não vale a pena sequer analisar o tamanho da culpa que tenho depois de ir pela 10ª ao pacote de gomas, que trouxe para os colegas, mas que depois despacho só os deixando chegar a um cheirinho.

 

Dizem que o stress salvou a nossa espécie porque nos permitia estar alerta, lá bem longe no tempo dos homens das cavernas. Os Uga-Ugas que não tinham stress – logo, os gajos zen – não se preocupavam quando aparecia uma espécie de tigre para os papar e, trufas, mandíbula abaixo. Safaram-se os meus tetra avós stressados, resultando na existência do eu, hoje.

 

A pequena grande diferença é que na altura o stress dava para as pessoas correrem. Logo, faziam exercicio. Para além disso não havia máquinas com batatas fritas no emprego. E porquê? Porque não havia empregos. A malta caçava e depois estava ali de papo para o ar a descansar forte.

Hoje tudo nos stressa: o gajo no transito, o emprego, a senhora que nos tirou mal o café, as redes sociais, as conversas de elevador, as filas de supermercado, os transportes públicos, os atrasos, a falta de rede e a falta de dados móveis para atualizar o feed do Facebook. Enfim, quando até o acto de não fazer nada nos causa ansiedade, está tudo dito.

 

A mim o stress dá-me cabo da tola.

 

E vocês? Também são um bando de stressados ou falamos de pessoas do bem e zen e tudo e tudo?

Gostava de saber o vosso feedback, conhecer um pouco melhor as pessoas que visitam as minhas escrevinhanças.

 

 

 

 

 

A vida em verbos

Amar

 

Aqueles que me compõem os dias.

 

Ler

 

Todos os livros que tenho e todos os outros que quero. (só para este precisava de 8 horas por dia)

 

Escrever

 

Para pôr no papel todas as histórias que me lembro. Para as compor. Para deitar para fora os aglomerados de palavras, por vezes desconexos, que me assaltam as ideias e me roubam a concentração.

 

Escutar

 

Para fechar os olhos e ouvir a voz doce do meu filho quando aprende a falar. Para ouvir Mozart, Bach e Chopin. Para mexer a boca enquanto acompanho as letras do Jagged little pill.

 

Passear

 

Para conhecer o mundo. Umas vezes para lá dos meus horizontes. Outras no conforto das linhas que delimitam a minha vida. As saudades que tenho da minha pequena cidade.

 

Correr

 

Para espantar os meus demónios. Para enrijecer as carnes. Para gastar a adrenalina que se acumula. Porque sim.

 

Comer

 

Com glúten. Sem glúten. Tudo o que me apetecesse.

 

Rir

 

Porque sem o riso a vida é cinzenta. Poucas coisas na vida batem o prazer de uma gargalhada com vontade.

 

Reparem que o verbo trabalhar está excluído destes meus desejos de vida, considerando que a minha profissão de sonho é ser calona.

Estão também excluídos todos os verbos associados ao contexto escatológico, até porque no meu mundo ideal o ser humano só produz coisas lindas.

 

Nota: Eu afinfo na inspiração como gente grande.

 

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

--------Instagram--------

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D