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Em busca da felicidade

Uma opinião cá minha sobre esta coisa dos Blogs do Ano

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Para que iniciemos esta dissertação da melhor forma possível vou começar por falar da vaca branca que está no ecrã. Sim, eu gostava de ganhar os Blogs do Ano, antes disso, eu gostada bueda mesmo de ser sequer nomeada. Quem tem um blog tem-no porque gosta de escrever, mas também porque gosta de partilhar e fica carregada de jubilo quando há quem lê.

Ponto.

Eu não sou exceção.

Não tenho qualquer hipótese de qualquer das coisas, sou menos do que um grão de areia e faço isto porque há meia dúzia de gatos pingados que leem, ainda que, para ser franca, haja muitos dias em que pense que havia de mandar isto às couves e dedicar-me à plantação de beringelas orgânicas uma horta comunitária.

“Ah, mas em primeiro lugar deves escrever para ti…” e bla-bla-bla, pardais ao ninho, conversa da chacha. Quem escreve num espaço e publica fá-lo com o objetivo de que alguém leia. Fá-lo à procura de que outros gostem. Se fosse só para si anotavam as coisas num caderno e enfiavam na mesa de cabeceira.

Não me venham com tretas que eu não tenho paciência para conversa de encher chouriços.

 

Dito isto, tenho algumas considerações a fazer a esta excelente iniciativa.

Os Blogs de Portugal começaram no ano passado. Sendo a primeira vez, já sabíamos que havia alguns nomes que tinham de ser nomeados e que, de entre esses, eram mais do que conhecidos os favoritos. Não há discussão. Há blogs que definiram o conceito de blog em Portugal enquanto elemento de criação de conteúdos, enquanto fonte de rendimentos, e essas pessoas – bem como os seus espaços – tinham de ser reconhecidas. Quanto a isto não há nada a referir.

Ultrapassada esta questão essencial, parece-me um pouco redundante e mais-do-mesmo, que os vencedores da edição do ano anterior sejam candidatos no ano seguinte.

“Ah, mas ó Cátia as pessoas têm direito e leuleuleu…!”

“Ah, mas ó Cátia isto não é a da Joana e cada um tem de fazer por si, se querem ganhar têm de ter um espaço melhor e larailailai…”

“Ah, mas ó Cátia isto se continuam a ser os favoritos são os favoritos e bleubleubleu…”

Certo, tudo certo. Os argumentos estão todos certinhos como a vida. Mas depois as coisas na prática têm um efeito de espiral, senão vejamos:

  1. Os blogs que foram selecionados no ano passado já têm uma dimensão grande, pelos anos que têm disto e pela panóplia de seguidores que granjearam;
  2. Ao serem selecionados como candidatos passam a ter ainda mais seguidores, porque quem não seguia vai conhecer e, como seria de esperar, muita gente que não seguia passa a seguir, que mais não seja para perceber o que é que os outros veem no espaço. A lógica do “se tanta gente gosta é porque deve ser bom”.
  3. Quando ganham não ficam só com o prémio, há um mediatismo associado, uma exposição de que ainda não gozavam e também aqui se repete o fenómeno referido no ponto 2.

Ou seja, quando são candidatos no ano seguinte têm ainda mais seguidores que no primeiro ano, o que deixa quem chega de novo um pedaço descalço perante quem está em toda a parte.

Na minha modesta opinião, estes concursos deviam ser como a Miss Mundo, quem ganha entrega a coroa no ano seguinte. Ou seja, dá lugar a outro. Se quisermos foi isso que aconteceu com o Por falar noutra coisa, este ano retirou-se do concurso e isso fez com que um espaço espetacular tivesse mais hipóteses, o Bumba na Fofinha.

Gosto muito dos espaços que ganharam, sigo-os e compreendo perfeitamente que concorram, afinal de contas acredito (mas não sei) que quando ganham acabem por colher frutos (a nível financeiro). Mas gostava de ver uma coisa mais clean, onde fosse possível que outros espaços, tão bons ou se calhar até melhores (não sei, não conheço todos) tivessem uma oportunidade de ganhar.

Uma opinião, um pensamento, um lai-lai-lai pardais a ninho muito meu, que sou pessoa para gostar de viver num mundo que não existe.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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