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Em busca da felicidade

Viciada nos gémeos

Podiam ser o gémeos das minhas belas pernas, seguradas por um par de calças da Zara, podiam ser ao manos Guedes que ‘tão sempre a rir e bueda e cenas. Mas não.

Estou viciada no programa que dá na SIC Mulher de 2 manos gémeos em que um é empreiteiro ou decorador ou lá o que é. O que é certo é que o gajo desenha, decorra, arranja canos e arrebenta com paredes sempre com o cabelo sem mexer um fio. O outro é um agente imobiliário do melhor que há. Negoceia ali forte e feio.

O programa é sempre igual. Por regra há um casal que quer comprar uma casa que não tem dinheiro para pagar. Normalmente pessoas que querem sempre muitas coisas e coisas para lá de boas, mas mesmo boas. Não estão para se meter em obras que dá muito trabalho e então vão ver a casa dos seus sonhos. É tudo muito lindo mas depois dizem-lhes o preço e ficam todos muito tristes porque para comprar a casa que querem pronta não há bago.

De maneira que começam então a ver casas a cair de podre sob a promessa de que o gémeo mãozinhas vai fazer milagres com o espaço sem rebentar com o orçamento.

Ficam sempre entre duas casas, muita divididos e, por regra num café qualquer sob a pressão do gémeo génio da negociação imobiliária, acabam por escolher a casa que vai ser dos seus sonhos.

Lá aparecem com o mano da laca a partir umas coisas. Têm sempre umas ideias parvas para fazer programa e há sempre uma borrada qualquer com a casa que ninguém viu antes de comprar.

(uma nota a meio, não há forma de eu entender porque raio os americanos continuam a fazer casas em madeira…mesmo depois de saberem que as térmitas lhes comem as paredes….)

No fim o gémeo engenhoso põe os donos da casa para fora e acaba os trabalhos mesmo ali a uma nesga do tempo prometido.

Por regra está sempre a pôr a ultima almofada ou a ajeitar a moldura que falta quando os donos estão para chegar.

As casas ficam lindas e os proprietários maravilhados.

Dito isto até parece que não gosto. Mas é viciante. Ver aquelas casas a cair de podre e depois o moço a transformar aquilo em casas que eu não conseguia engendrar na minha ideia por mais imaginação que tenha. E olhem que para inventar ando cá eu.

 

Fica aqui um trecho para verem como é giro.

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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