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Em busca da felicidade

Vizinhos

(imagem da net)

 

Para mim só existem 2 tipos de vizinhos. Os que são parvos e os que não são parvos.

Às vezes oscilam entre estas duas categorias. Podem até ficar no limbo. Mas ou são uma coisa ou outra.

A maioria dos meus vizinhos entra na categoria do Não Parvo, graças a Deus! No entanto, a categoria dos Parvos leva a medalha (pela qualidade).

Antes de sermos pais detestávamos os vizinhos de cima. Hoje compreendemos as condicionantes de ter um ser em casa que mal controlamos, que tem vontade propria e que faz birras.

Gritavam um com o outro, gritavam com o miúdo. Diziam alhadas o dia todo e a criatura pequena passava o dia a fazer qualquer coisa que mais parecia cavalgar de um lado para o outro da casa. Nunca deixámos de sorrir para o bom dia e boa tarde, nunca batemos à porta (ainda que tivéssemos tido vontade) nunca nos chateámos porque sabemos que vivemos num prédio e não na nossa vivenda privada. Com isso vêm outras pessoas que têm a sua própria forma de viver e, desde que respeitem as regras básicas de civilização, temos de ter calma.

Não tivemos a mesma sorte com o idiota do andar de baixo. Vivia neste prédio mas achava que era o comandante de um barco e que, por obra e graça do Espírito Santo, toda a gente lhe havia obedecer. O barulho dos meus vizinhos de cima incomodavam-no, os saltos da vizinha do lado acordavam-no e por fim os meus cães estavam cá mal. Qualquer coisa de que "discordava com a existência de cães em apartamentos". Tivemos uma discussão tal numa reunião de condomínio que o tipo deve ter ficado a pensar que eu faço mais vezes a barba que ele. Tal não é a rijeza aqui da menina.

(ainda por cima a meter-se com os meus cães...tá bom!).

Ao fim de um ou dois anos foi-se embora, alugou a casa. Primeiro a um casal muito tranquilo, depois a um casal que ainda não percebi se é de nacionalidade moldava, se romena. Sei apenas que são de leste porque ele fala muitíssimo alto e às vezes ouvimo-lo a falar com amigos ao telefone.

Sempre muito simpáticos. Sempre com uma brincadeira. Sempre risonhos.

De há umas semanas a esta parte que o tipo passa por nós e mal nos fala. Cumprimenta, mas mostra-se chateado.

Suspeitamos que tenha que ver com as correrias do pequeno ao fim do dia.

O que tenho a dizer sobre isso?

Deixem-me encontrar uma palavra eloquente....

Já sei...

Caguei!

Estamos todos na cama antes de 23h. Passamos a maior parte do dia fora e os cães só ladram se vier alguém ao pé da porta. Não damos chatices a ninguém, nem chateamos nas reuniões de condomínio com temas parvos.

Era o que faltava agora o meu filho brincar incomodar os outros.

Quando eu tenho de ouvir alguém a falar ao telefone tão alto que ouço em minha casa, o senhor não se incomoda. Quando tenho de o ouvir às alhadas a ver bola, não se incomoda.

Isto porque só nos incomodamos quando são os outros.

Em resumo, este era dos que estava nos não parvos, bailou no limbo, agora tufas... está nos parvos.

É a vida...temos pena!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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