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Em busca da felicidade

Vou ter mesmo de falar dos ciclistas...desculpem lá, mas tem de ser

(imagem retirada da net) 

 

Começo desde já por dizer que sou tudo a favor da malta andar de bicicleta. De correr. De fazer exercício no jardim. Dessas coisas todas.

Aliás, não fosse eu um pretensa corredora, casada com um corredor e mãe de um gajo de 20 meses que anda sempre a dar à perna. Também eu vou para o jardim fazer exercício e encanta-me que hoje, ao contrário do que acontecia à alguns anos atrás, seja comum ver pessoas a aproveitar verdadeiramente os espaços verdes, maiores ou menores, que têm perto de casa. Para cuidar de si, para passear, como escolha alternativa ao shopping.

Dito isto, tenho de falar dos ciclistas.

Não sei andar de bicicleta, gostava muito de saber, acredito que um dia ainda aprenderei e por isso o que direi a seguir não é, de modo algum, uma forma alguma um ressabiamento para com quem sabe.

Moro nos arredores de Azeitão, praticamente uma aldeia, não de passa grande coisa e a ao fim de semana é ver verdadeiros enxames de ciclistas estrada fora.

Gosto. Uma forma de fazer exercício, de cuidar do corpo e da mente. Um estilo de vida melhor do que o que se via há 15 anos atrás, em que andar de bicicleta era para o gajo que queria ser camisola amarela ou para os miúdos.

Adorava que no meu pais houvessem espaços próprios, faixas criadas para os ciclistas e tudo e tudo.

Mas não há. Não estamos em Londres nem em Amesterdão. Por isso resta-nos o respeito e o civismo. Que umas vezes há, outras nem por isso.

Não acho que os ciclistas devam ir sempre na berma, ostracizados e com medo de levar uma panada. Mas também acho incorreto que se coloquem lado a lado à conversa no meio de uma estrada nacional, fazendo com que quem vai de carro tenha de mamar com 6 km a 20 km/hora porque os meninos têm coisas para contar um ao outro.

Sendo que são viaturas na estrada têm de respeitar as regras da estrada. Também não há carros lado a lado com condutores à conversa!

Até dou de barato que o façam se não houver carros a circular, ou se a estrada for larga o suficiente para caberem todos, permitindo ao condutor da viatura automóvel ultrapassar em segurança.

Contudo, o que muitas vezes acontece é que não só vão à conversa, nem tentam desviar-se, quando ainda por cima o fazem em estradas estreitas, em que há um traço continuo. Não dando qualquer margem ao condutor para ultrapassar.

Isto para mim - e em especial quando fazem questão de olhar para o carro e depois se viram para a frente mesmo com ar de quem diz "agora esperas, ó porco" - é pura falta de civismo. Será que não conduzem durante a semana? Será que não têm filhos para levar à escola, ao futebol, ao ballet, à natação?

Até que tenhamos um país cheio de coisas maravilhosas como as cidades que mencionei, resta-nos o civismo e o respeito, o problema é que a cada dia que passa é mais escasso que os jardins e as faixas para ciclistas.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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