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Em busca da felicidade

What’s up?! E o dia em que percebi que ficava melhor de botas da tropa que de sandálias cor de rosa

A minha mãe quis criar uma menina. Uma princesa com cintura de vespa e saia rodada. Vestida de rosa, que não saltasse muros e não andasse sempre cheia de nódoas negras das quedas na rua. Uma mocinha bem arranjada e penteada. Que não dissesse asneiras nem falasse alto. Caracóis controlados e se possível alisados para estar mais composta. A roupa direitinha, sem vincos e feminina.

Assim foi. Até ter visto estas senhoras pela primeira vez na TV. As sandálias rosa deixaram de fazer sentido, as botas da tropa pareciam muito mais apelativas e certamente a minha praia. O meu cabelo indomável mais normal. Um brinco no nariz que viria mais tarde, não com uma argola mas num pontinho brilhante. Esse como os outros todos que tinha nas orelhas, mesmo que hoje praticamente não use brincos. As calças desalinhadas e rasgadas, o chapéu preto e a validação de que as mulheres não têm de ter todas o mesmo aspecto. Que ser certinho não é sinonimo de ser inteligente, que questionar o que nos é imposto deve ser uma virtude e não uma rebeldia.

Não ter de ser a menina que todos querem ver, encontrar a normalidade no que é peculiar, perceber que me sinto melhor em ser diferente que em ser igual.

Queria ser assim, como aquela mulher de rastas no cabelo, com um chapéu alto e botas da tropa.

Não andei pintada com lábios vermelhos, não tive rastas, nem mesmo calções rasgados. Tive as orelhas com vários furos de cada lado. Tive um brinco no nariz e andei contente de botas da tropa.

Fui para a escola de jeans, t-shirt larga e bola de volei debaixo do braço. Que para sermos raparigas não precisamos de andar de vestido, para sermos desportistas não precisamos de ter o ar mais clean do mundo e um brinco no nariz não interfere com nada, para sermos nós próprios temos apenas de gostar daquilo que somos.

Já lá vai esse tempo. Não ando de botas da tropa, mas tenho saudades delas. Não uso brincos e hoje acho que não há nenhuns que me fiquem bem. Mal tenho maquilhagem porque não tenho paciência para me pintar todos os dias. Não ando de jardineiras coçadas, mas não visto fatinho todos os dias. Sei que ficava melhor de saltos mas ando sempre de rasos não vá partir os dentes.

Às vezes penso que podia mudar muita coisa. Que mudando muita coisa ficava mais a preceito com o que as pessoas querem. Depois lembro-me que não. Que sou o que sou e que estou tão bem na minha pele. Que por dentro continuo de botas da tropa e chapéu alto.

Para quem não gosta é olhar e dizer…Hey what’s going on?!

 

Twenty-five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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