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Em busca da felicidade

5 - Miau-miaus e ão-ãos

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 (é que o estúpido é um bicho que mói com'á porra!)

Sôtor inicia-se na vida do engate

No outro dia quando o fui buscar, contou-me o avó que, de manhã, quando foram ao jardim, Sôtor terá visto uma menina com quem entendeu confraternizar. Para tal abordou-a corretamente e apresentou-se da seguinte forma:

- Sou o Guicádo e tenho um péu lindo!

(Eu sou o Ricardo e tenho um chapéu lindo!)

 

Não há cá confusões. É para saber com quem vai falar e que não se trata de um qualquer mitra com um chapéu rafeiro. Nada disso, sôtor tem um chapéu lindo.

É logo para elas saberem com o que é que contam.

Tá certo meu rico filho. A mãe não te cria para menos.

 

Comunicado

 

Queridas pessoas cujos contactos eu possuo, com particular atenção para aqueles com os quais partilho amizade nesse antro de inflamação social designado facebook.

 

Venho por este meio informar-vos que não assumo quaisquer responsabilidades por contactos, mensagens ou outras vias de contacto que possam vir a receber da minha parte.

 

Acontece que, numa base ocasionalmente frequente, permito que meu filho (doravante "sotor") faça uso do meu dispositivo de comunicação, vulgo telemóvel. Na sequencia das suas utilizações deste equipamento, ocorrem iniciativas no âmbito da descoberta que colocam sua mãe em situações constrangedoras.

Após perceber a realidade em que me encontrava procedi à eliminação de quaisquer imagens reveladoras de nudez por parte da proprietária do dispositivo, considerando que, poderia ter como desfecho final algo profundamente desagradável. Por exemplo: pessoas queridas que consideram que vestida sou um excelente exemplar e, após verificação do conteúdo do pacote confirmam a degradação da matéria.

Como exemplo do supra disposto posso arremessar um acontecimento recente, decorrido na tarde passada em sede de minha viatura e após descompostura com respeito a uma birra. Ora pois que, seguido a gritos e choros foi possível alcançar tréguas por via da negociação e do empréstimo do equipamento de telemóvel de mãe de sôtor, moimeme. Com a arma em punho, o sacripanta excelentíssimo senhor meu filho, procedeu ao envio de mais de 25 mensagens privadas com a fotografia da mãe do Ruca, fazendo esta que vos escreve passar por uma pessoa cruel e amenamente descompensada, por estar a enviar informação desta natureza a pessoas com as quais não contacta desde o ultimo exame nacional de acesso ao ensino superior (corria o ano de 2002).

Não sei quantas pessoas foram alvo do envio massivo de fotos da mãe do Ruca. Contudo, quero apenas tornar claro que tinha imagens da senhora no meu telemóvel por razoes humorísticas e de partilha social numa rede com melhor fama: o instagram.

Grata pela compreensão de todos.

Votos de uma maravilhosa semana.

Estou a transformar-me na minha sogra

Eu - Filho, queres que a mãe descasque uma pêra?

Filho - Não.

Eu - E uma maçã.

Filho - Não.

Eu - E um pêssego?

Filho - Não.

Pondero 30 segundos.

Eu - A mãe vai descascar uma pêra.

 

Dilema existencial-ó-político

Não sei se vou votar ou e vou ver o Sporting-Porto. Não sei se dá tempo para os dois.

Óh, Meu Deus! Que me colocas provações.

 

(eu armada em engraçadinha....)

A minha bipolaridade no silêncio ou blá blá blá de uma pessoa de molho

Numa boa parte das grandes coisas das nossas vida, bem como das microscópicas, triviais e invariavelmente olvidadas, existe muito pouco de decisão. Limitamo-nos a encaixar os acontecimentos. A absorver, viver e sentir. A encasqueta-los como parte das nossas vidas.

A forma como percecionamos o que nos acontece pode ter várias formas, e estas variam com a nossa idade, a nossa maturidade, o nosso estado de espírito, de alma, uma zanga ou uma alegria no dia anterior. Revestem-se da nossa capacidade de ver tudo de uma forma mais leve (para não usar o «positiva») ou mais pesada (para não usar o «negativa»).

Eu, que não sou melhor nem muito diferente da maioria dos aborígenes que leram o manual de civilização do meu mundo e que por isso fazem parte dele, consigo, se despender minuto e meio, percecionar as várias formas como podemos viver uma determinada situação.

Nenhuma é melhor que a outra. São apenas diferentes. Podemos ser pensativos, podemos ser queixinhas, podemos ser tripeiros, podemos ser gozões ou podemos cagar para o assunto.

Vamos pegar nos acontecimentos deste triste e silencioso dia, em que senhor meu marido se vê privado de minha voz, de meus aconselhamentos, de minha visão correta e sensata da vida. Vamos olhar para este momento em que tenho de me manter reprimida e pensar nas várias formas de registar este sucedimento.

 

O pensativo

Engraçado o silêncio. Perdemo-nos tão frequentemente em palavras vazias que quando o vazio de som preenche o nosso dia reconhecemos o seu valor. Os pássaros que afinal piam do lado de fora da janela, naquele pequeno jardim a que não damos valor tantos dos dias. Ouvimos os nossos pensamentos. Sentimos vontade de verbalizar a primeira coisa que nos vem à ideia e paramos, estagnamos, não podemos falar. Então pensamos naquilo que íamos dizer. Gozamos o pensamento. Desconstruimos as palavras que iam jorrar da nossa boca e percebemos que tantas vezes falamos para preencher tempo. Para consumir o espaço etéreo. Falamos por falar. Porque o silêncio torna o espaço mais denso, mais real, e a visão melhora, e a audição, aquela que fingimos ter e tão poucas vezes usamos, aguça-se. Percebemos a falta dos outros sentidos. Percebemos que a vida podia ser feita de menos conversa fiada. E prometemos que amanhã nos vamos lembrar disso.

 

O queixinhas

Queria dizer que vou buscar pão. Mas não posso. Queria ir buscar o pão, mas não tenho como pedir à senhora. A mesma que vai pedir para explicar o que eu tenho e eu sem conseguir falar.

Doi-me.

Porquê eu? Com tanta gente que não precisa de falar. Não podia ter dado uma destas a uma freira que fez voto de silêncio? Nem dava por ela. Não desejo mal a uma senhora devota. É só que não lhe fazia falta e a mim...aí que me doí.

 

O tripeiro

Farta desta merda car&%$%. Fod/&-se! Rai's parta mais à garganta. Se apanho a filha da pu%$ da amígdala lá fora parto-lhe a boca toda, car&%$&.

 

O gozão.

Estou a ouvir a minha própria voz na minha cabeça e estou nauseada. Ouvir a minha propria voz na minha cabeça é saudável. Ouvir vozes na cabeça é um acontecimento, digamos que, normal. Tenho mesmo uma voz irritante. Eu digo esta bosta da boca para fora todo o dia? O marido confirma. Rio-me.

Faço 25 tentativas de gestos para lhe explicar que se não come a canja que lhe pus no prato, lhe vou arrear com uma cadeira nas costas. Forte. Não entende. Ou não quer entender...o sacripanta. Era uma boa hipótese para lhe arrear no lombo por todos os pares de sapatos que não comprei por conta da sua forretice. Posso sempre alegar que como não entendia os outros gestos, quis esperimentar uma coisa nova.

Lá fora os pássaros piam. Hoje ouço-os mais que nos outros dias. Fechei as janela, mas continuo a ouvi-los, Ao principio era giro, mas agora sonho com uma fisga para os virar a pedrada. O som do ultimo piu antes de baterem com os costados no chão. Por acaso isso faz-me lembrar o periquito velho da minha prima Xana, que um dia, pouco antes de se sentarem para jantar fez um «piu» e caiu inteiro do balancé que tinha na gaiola. Não sabiam se haviam de rir com a cena, se chorar porque o coitado morreu, mas morreu uma morte cómica. Sem nunca antes deixar a sua despedida. Uma especie de: «adeus mundo, até um dia»; mas em piu.

 

O que caga no assunto

...................

...................

...................

(se cagou no assunto não tem nada para dizer, né?!)

 

E assim se esmiúçam várias formas de ver o mesmo problema e se ocupa o tempo de quem está de choco em casa. 

Fim.

 

 

Coisas #5

28.09_2.png

#tomaláquejáalmoçaste

#afinfanainspiração

#senãoinspirasfaleces

 

Pero que vas a estar calada por un dia! Está bien?!

 

Na passada semana, ainda a gozar das benditas e merecidas férias, fomos assolados - como aliás já vai a ser condição frequente dos nosso períodos de férias - por uma maleita de ordem gastrica . Em cada dois períodos de férias, um está literalmente na merda. Como estas últimas férias se atreveram a ser de 3 semanas, e dando-nos a sorte uma maravilhosa benesse de estar 2 semanas sem: dores de cu, pedras de rins, amigdalites e/ou outras; presenteou-nos na terceira semana com regurgitações e produtos do intestino.

Na terça feira da semana passada, estávamos nós a regressar com os cães do veterinário quando o miúdo, sem mais, começa a ficar de uma cor assim meio esverdeada, abre a boca e liberta iogurtes coalhados por todo o carro. Um pot-pourri de laticínios de várias cores. Afinal de contas tinha comido um daninho laranja, um vermelho e um amarelo.

Havia de vomitar pelo menos mais três vezes nesse dia e nós, havíamos de lhe enfiar goela abaixo: chã de camomila carregado de açúcar (para aquelas canelas magricelas terem energia) e sumo com probióticos para lhe melhorar a flora intestinal.

Tudo com uma seringa (sem agulha - esclarecimento para a malta que possa ficar confusa) e muita gritaria.

O que eu gosto de gritaria Meu Deus!

No dia seguinte ainda tivemos regurgitações e deu-se inicio à saída secundária de males gástricos...se é que me faço entender.

Pelo final do dia de quinta-feira a coisa estava controlada, pelo que, na sexta, decidimos que para arejar estas mentes inquietas, o melhor a fazer era pegar nas nossas almas e ir comprar três ou quatro tarecos ao IKEA.

Lá fomos, todos meio mal enjorcados e até tirámos fotografias para termos um catalogo personalizado com a nossa foto na capa.

Posso afiançar que a máquina era boa porque, pelo nosso estado nesse dia, e tendo sôtor acordado 15 minutos antes da foto, até ficámos bastante bem.

Somos pessoas que enfrentam as maleitas com armas e bolinhos de canela. Por isso fomos comprar 3 (bolinhos de canela, não armas), que são bem bons e baratos lá na terra dos móveis em conta.

Estava eu a convencer sôtor a comer um, quando ele me faz uma cara de desespero e de quem diz:

"Caguei-me"

E cagou-se.

Todo.

Peguei-lhe. Corremos para o fraldário. Após pousar a criança percebemos que não só ele estava repleto de material escatológico, como também a camisola de sua mãe.

Procedemos agilmente à desinfeção da cria por via do gasto de meio pacote, repito, meio pacote de toalhitas. Trocámos roupa. E de seguida houve uma tentativa de limpar a única roupa que trazia comigo. A que estava vestida.

Sôtor estava aliviado e animado.

Sua mãe atraía mais atenção do que a Madonna em Sintra.

Para quem quiser saber o que é ser verdadeiramente famoso, é barrar uma fralda borrada de um filho numa camisola e depois passear-se por uma loja de móveis em conta e por montar. Vão ver que é bastante incomodo.

Concluímos o passeio mais cedo. Não que o facto de continuar a cheirar à fralda do meu filho me estivesse a causar algum transtorno. Nada disso.

No sábado sôtor estava mais animado. No domingo acordei eu adoentada.

Segunda foi dia de trabalho e eu fui arrastando-me. Cheia de dores de garganta, o corpo dorido e um brufen no bandulho.

Terça feira ao almoço o Nuno diz-me que toda aquela água que tinha bebido de manhã lhe tinha feito mal. Mamou o almoço como um lorde. Achando que se afogasse o esparguete na água bebida e devolvesse os camarões ao meio aquático (ainda que sem casado e sem cabeça) a coisa poderia acalmar.

No final do dia andava de uma forma estranha e queixava-se de dores preocupantes.

Ontem eu acordei pior. Mandei um Ben-U-ron bucho abaixo, fiz-me de forte e fui trabalhar. Senhor meu esposo, que é homem que se acha dominador das bactérias, insistiu em ir também.

Passou o dia de caixão à cova e entregou as botas às 16:30.

Hoje estávamos os dois arrumados. Ele ainda mal se mexe. E é pior que as crianças para comer. 

Eu tenha a garganta em tal estado que se percebeu que o melhor era estar calada...todo o dia.

Assim para aqui ando. Com algumas dores no corpo. A ver se o sacripanta do meu marido não me passa aquela bactéria porque não as quero acumular. Sabe-se lá o que é que duas bactérias juntas podem aprontar. Não posso dizer nada e ando com o telemóvel em mãos para escrever sempre que tenho alguma coisa para dizer.

São pouco mais das 9 da manhã. Estou a pé desde as 6 e posso dizer que já percebi:

1. Que não tenho jeito para jogos de mímica. Ou sou eu que não sei fazer gestos ou é o meu marido que está a mangar comigo;

2. É preciso uma resistência sobre-humana para não mandar cagar à mata o outro doente cá de casa, porque insiste em fazer perguntas e eu não posso responder;

3. Tenho 2 dedos polegares de gorila, porque é uma treta escrever à pressa no teclado do telemóvel;

4. Alguém devia apedrejar o gajo do corretor automático.

Assim, passarei meu dia a vaguear em silêncio dentro de minha própria casa, tentando manter registo das horas dos medicamentos para ver se esta bosta passa. Sentindo-me culpada porque falto ao trabalho com montes de coisas por fazer. Sentindo-me culpada porque apesar de estar em casa, o miúdo foi recambiado para os avós porque não lhe conseguiríamos dar atenção e descansar, que é aquilo que de facto precisamos.

Enfim, sinto-me uma merda, física e psicologicamente. Sendo que, para agravar esse estado de espírito, alma e carnes, nem posso dizer a plenos pulmões: "Mas que car&%$& me havia de acontecer! Pu%& que pariu mais esta me%&$!!!"

 

(o titulo está em portunhol e não em espanhol...eu mal sei falar a minha língua nativa...que é o almadense)

 

Coisas #4

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#eandoládias

#antesnaminhaquenadosoutros

#frasesdemerdaquedavamumlivro

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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