Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em busca da felicidade

O RAP, eu e mais não sei quem entramos num bar

20161203_231709.jpg

 

- Então e Ricardo?

- Como assim Ricardo?

- Sim, se deixássemos cair o João e se se chamasse só Ricardo?!

- Achas?

- Sim. Na pior das hipóteses cresce para ser um palerma.

 

Foi assim que ficou escolhido o nome da pessoa mais importante da minha vida, sôtor meu filho. Depois de ouvir o genérico da Mixórdia de Temáticas ficou escolhido o nome Ricardo.

(importa contudo deixar uma nota, é que se caro senhor RAP calha a chamar-se Asdrubal ou Quim Tô, tal não se teria dado)

 

Não sou pessoa de grandes admirações. Não me imagino a tirar fotografias a ninguém na rua, nem a abordar mesmo que seja para dizer "gosto do seu trabalho". Sou - apesar de às vezes poder não parecer - uma pessoa que atira para o acanhada e que, numa situação dessas, tem muito medo de dizer merda.

Contudo confesso que se calhamos a dar boleia ao RAP na nossa Scenic (coisa que tem fortes probabilidades de acontecer), me será muito difícil desfazer-me do carro. Diz que tenho algum apreço pelo senhor. É, para mim, uma espécie de Eusébio das palavras e das gargalhadas.

Se eu pudesse escolher ser alguém diferente do que sou, coisa tão provável como ter um pónei cor de rosa com asas que me permitisse sobrevoar a 25 de abril de manhã, escolheria sem dúvida ser uma gaja boa, uma Jennifer Lopez ou uma Charlize Theron. Sendo esta hipótese inviável, se pudesse escolher era o Ricardo Araújo Pereira em versão gaja. Inteligente, culta e com altura suficiente para alcançar aquela ultima embalagem de Tide que os senhores do hipermercado insistem em pôr na prateleira mais alta.

É que ele pode até nem achar que rir é o melhor remédio, mas eu por acaso até acho que está bem próximo de ser. 

Assim.

Na sexta-feira fui à FNAC de propósito para comprar o livro, não fosse a coisa esgotar. Aproveitei e comprei a visão que trazia um senhor de extintor na capa. Normalmente leio online, mas a cena do extintor fez-me gastar aqueles 3 € do orçamento da semana. De maneiras que, Visão, devem pelo menos comissão de 3 € ao Ricardo. Ontem, como seria de esperar, vi o Alta Definição. Não estava à espera de lágrimas, estava à espera de uma entrevista com um homem culto e eloquente. Mas não foi só isso. Foi mais do que isso.

A capacidade que tem para tocar no tema família para fazer uma graça mas nunca deixar que o tema família seja assunto, é brilhante. Tiro-lhe o meu chapéu. 

É claro que me comoveu a história da avó (tal como o comoveu a ele). Seja pelo amor que percebi existir, seja porque nunca soube o que era ter uma avó que me fizesse batatas fritas moles.

À senhora D. avó do RAP se pudesse agradecia com todo o gosto, porque tem ali um neto, como é que eu hei-de dizer?! Supimpa.

 

De modo que, a revistinha já cá canta e tem a entrevista lida. Gostei muito, muito obrigada. Do livro li o primeiro capitulo, que isto a vida de uma mãe que está fora mais de 10 horas por dia e ainda anda a brincar às escondidas até às dez e tal da noite não é fácil.

Agora tenho ver se despacho "a bacana do comboio" para ler este com a atenção que merece.

Tendo em conta o titulo do livro ocorreu-me que:

O RAP, eu e mais não sei quem entramos num bar e eu digo-lhe:

- Obrigada. Obrigada por me fazeres rir mesmo quando não tenho vontade.

 

Viver depois de ti - ou - Me before you

 

Acabei de o ler ontem à noite. Já passava das 23:30 e eu queria era nanar. Absorver a história e pensar nas mensagens que me transmitiu.

Não vou dizer que me vez ver a vida de outra forma. Que me fez repensar a vida. Mas posso dizer que me fez voltar a ver a vida de outra forma. Tentar olhar para o que de bom temos. Procurar as oportunidades e não ter medo delas. Afinal de contas o que tiver de acontecer vai acontecer e nós temos a obrigação de fazer o melhor que pudemos com o que a vida nos vai trazendo. Sem receios. De forma ousada. Temos de deixar a vida acontecer, porque coisas maravilhosas podem resultar disso.

Não chorei com o fim. Por mais profundo que seja. Por mais "soco no estômago". Por mais que desejasse que no final de contas aparecesse uma cura milagrosa e os dois personagens encontrassem o happy ever after. Esta é uma história sobre a vida. Sobre o que de magnifico acontece e sobre o dia seguinte, em que o tapete nos pode ser tirado, assim, sem mais. É sobre o que fazemos com o que aprendemos dos momentos difíceis. Sobre guardar com amor aqueles que tanto desejamos. Sobre mante-los vivos todos os dias, quando os lembramos, quando vivemos como gostariam de nos ver viver. Sobre respeitar as escolhas de cada um. Essa coisa tão complicadamente simples.

Adorei o livro. Estou deserta para ver o filme (já vi o trailer dezenas de vezes). E estou desejosa por ler o "After You".

Mais uma escritora que passa para as minhas favoritas. Brilhante.

(nota complementar a quem traduziu o titulo, se "Me before you" é "Viver depois de ti" então não sei que tradução vão fazer ao "After You" que é a sequela. Mas cá estarei para ver, comprar e ler).

 

O Nuno e a feira do livro

knowledge-1052014_960_720.jpg

 

O Nuno é um tipo sem vícios. Não fuma, não bebe, não joga. Tá bem, lá compra uma raspadinha ocasionalmente, mas é mais para me calar o queixume de que nunca ganho a sorte grande. A única coisa que se pode assemelhar a um vicio são os livros. O homem tem uma compulsão por comprar livros. Está com neura é leva-lo à FNAC e dizer-lhe, vá escolhe lá um para levar.

Não é dado aos romances, ainda que já tenha lido alguns. Mais por insistência minha que por vontade própria. Que se puder é só politica e espionagem para a tola.

O homem vibra com a feira do livro. Fica pior que uma gaja em centro comercial na época de saldos.

O ano passado estava com a expectativa em alta, ia com o filho pela primeira vez à feira do livro. Assim que descemos o Parque Eduardo VII e chegámos à primeira banca a criança desata num pranto que ninguém conseguia acalmar. Tentámos, tentámos mas não fomos capazes de estar ali às voltas com ele aos gritos. Não passámos da primeira banca e nem me lembro se comemos a fartura da praxe.

Este ano, com o tipo mais gingão e um reconhecido vadio que quer é laréu, as expectativas estavam ainda mais altas.

Foram superadas.

Fomos à feira do livro no sábado. Estava “carregada” de gente. O que me deu um imenso gosto. Ver pessoas às compras de livros, deve ser, penso eu de que, um bom sinal. O campeão estava para lá de feliz e até tirou fotografias com um pássaro. Todo contente. Eu, aliás como sempre, comprei mais livros do que ia comprar. Ai vou só levar 1 ou 2, se tanto. Acabei com quatro.

O Nuno levou o que queria e viemos embora porque havia mesmo muita gente e nós somos um bocado bichos do mato. Não somos dados a grandes confusões.

O pequeno? Podia lá ter ficado até fechar.

Este ano fomos à feira do livro e foi bom. Foi bom passear entre as bancas, ver gente a folhear páginas, rir com as gargalhadas do pequenos quando via os livros dos bonecos. Passear no parque, correr na relva e comer uma fartura.

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D